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Educação Antirracista

Objetivo

  • Contribuir para a formação continuada de professores e de profissionais da educação que buscam compreender o quanto e como o racismo faz parte de nossa estrutura social e ter capacidade crítica para se colocarem contra esse sistema a partir da elaboração e desenvolvimento de propostas pedagógicas antirracistas nos segmentos da Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos e Ensino Superior, em instituições públicas e privadas. Veja aqui o texto de fundamentação teórica-metodológica do curso.

Público-alvo

  • Professores da Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos e Ensino Superior, coordenadores pedagógicos e outros profissionais da educação.

Duração

2 anos

Carga horária

360 horas, sendo 300 horas de disciplinas + 60 horas de elaboração de monografia.

Modalidade

Presencial (com exceção da disciplina “Quilombos contemporâneos e educação”, que é oferecida em formato diferente: três aulas virtuais, em três sextas-feiras seguidas, e uma aula-imersão (presencial) no Quilombo de Ivaporunduva.)

Dias e horários

Aulas mensais: sexta-feira, das 19h00 às 22h00 (3 horas de duração), e sábado, das 9h00 às 16h00 (6 horas de duração).

Mensalidade

R$ 1.200,00

O pagamento do curso é dividido em 24 parcelas de mensalidade.

 

Processo seletivo

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Disciplinas
  • Desigualdades e Diferenças: reconhecimento do racismo estrutural no Brasil

    Essa disciplina tem por objetivo principal a compreensão dos conceitos básicos das relações raciais no Brasil (raça, racialização, racismo, etnia, preconceito, discriminação, estereótipo, igualdade e diferença). A partir da análise de dados de pesquisas sobre desigualdades no Brasil, problematiza a relação entre o processo de colonização e o racismo estrutural na sociedade brasileira. Também, propõem a reflexão sobre o papel da escola, ao longo da história do Brasil, na legitimação do racismo, por meios diversos: seletividade dos sujeitos que podem frequentá-la, currículo eurocêntrico, materiais didáticos que reforçam a ideia de superioridade e inferioridade dos povos, dentre outros. Trata da importância da Lei 10.639/03, como resultado da luta histórica do movimento negro contra o racismo no Brasil.

  • Fundamentos do Racismo à Brasileira: branquitude, silenciamentos e invisibilidades

    A partir do estudo do processo histórico de elaboração das políticas de branqueamento da população e da construção da ideologia da democracia racial no Brasil, a disciplina visa a compreensão do conceito de branquitude e de seus impactos na sociedade brasileira. Trata das condições históricas que determinaram o racismo estrutural, problematizando o lugar da branquitude e das invisibilidades das culturas negra e indígena, por meio do seus “abrasileiramentos”. Além disso, propõem a análise das consequências do mito da democracia racial para a manutenção do racismo e silenciamentos das culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas no currículo escolar. Problematiza situações de aprendizagem para a desconstrução das ideias de superioridade branca e inferioridade das populações negra e indígena no contexto escolar.

  • Pensamento Decolonial e Educação

    A partir da compreensão dos conceitos de epistemicídio, colonialidade e contracolonialidade, esta disciplina tem por objetivo analisar os impactos, no currículo e nas práticas do cotidiano escolar, da invisibilização dos conhecimentos e saberes produzidos por povos negros e indígenas ao longo da história do Brasil. Problematiza a relação entre hierarquização de saberes, classificação racial da população, privilégio social e privilégio epistêmico. As atividades visam contribuir para a elaboração de critérios de seleção de materiais didáticos e para o desenvolvimento de práticas escolares que possibilitem à construção da educação antirracista.

  • Educação Infantil: formação da identidade de crianças negras, indígenas e brancas na escola

    Nesta disciplina, enfatiza-se a preocupação com o fato de que, em uma sociedade racista, as crianças brancas e as crianças negras – desde a Educação Infantil, por meio do currículo escolar – têm contato com uma série de atividades que, de maneira explícita ou velada, lhes apresenta atitudes e comportamentos socialmente hierarquizados em relação às pessoas pertencentes a diferentes grupos raciais. Problematiza-se que, no convívio social, a criança pode ser levada a cristalizar sentimentos e ideias racistas. Também, propõe a reflexão sobre o papel do professor e do coordenador pedagógico no planejamento e na organização de práticas educativas na escola ao selecionarem brincadeiras, leituras e materiais didáticos, com atenção ao vocabulário utilizado no cotidiano escolar. As atividades propostas visam a construção de repertório teórico e metodológico para a elaboração de práticas pedagógicas antirracistas.

  • História e Cultura Indígena no Brasil

    Em perspectiva histórica, a disciplina trata da diversidade de povos, línguas e culturas indígenas e das realidades contemporâneas dos indígenas aldeados e urbanos.  São feitas análises de relatos de viajantes, obras de arte, filmes e imagens, fontes importantes para a reflexão das representações construídas acerca dos povos indígenas na cultura escolar. As atividades focalizam a Lei 11.645/08 e as práticas pedagógicas, de modo a potencializar a abordagem indígena na escola. O objetivo é contribuir para a construção de repertório conceitual e metodológico para a elaboração de práticas pedagógicas que superem as concepções estereotipadas e equivocadas acerca da diversidade de povos originários do Brasil.

  • História e Cultura Afro-brasileira: ressignificações e resistências

    A relevância de temas decorrentes da história e cultura afro-brasileira e africana não se restringe à população negra, mas dizem respeito a todos os brasileiros. A partir dos valores civilizatórios afro-brasileiros, incluindo memória, ancestralidade, religiosidade, oralidade, musicalidade, cooperação, axé (energia vital), corporeidade, circularidade, dentre outros, a disciplina propõe a reflexão sobre a importância de uma sociedade multicultural e pluriétnica. Problematiza a necessidade de ampliar o foco dos currículos escolares para a diversidade cultural, racial e social. Além disso, trata das práticas de resistências da população negra ao longo da história do Brasil, incluindo a história das associações negras, da imprensa negra e do movimento negro como fundamentos da cultura brasileira, conteúdos estruturantes para a construção de um currículo antirracista.

  • Áfricas: histórias e geografias do continente africano

    O continente africano é diverso em história e em geografia, no entanto, ainda é muito comum a ideia de um espaço homogêneo, com tribos sem história. Essa disciplina tem por objetivo principal repertoriar professores para a construção de práticas de ensino estruturadas em concepções que não apresentem a África parada no tempo, visando a superação da ideia de uma África singular, pobre e atrasada. A disciplina tratará das relações entre os diversos povos africanos e deles com outros grupos fora do continente, a compreensão da complexidade e o dinamismo dessas sociedades, bem como a relação entre África e Brasil. As atividades propostas visam problematizar as representações que o ocidente construiu sobre o continente africano e analisar imagens da África apresentadas em materiais didáticos e planos de aula. Tem por objetivo contribuir para a elaboração de situações de aprendizagem sobre o continente africano e sua relação com a formação da cultura brasileira.

  • Políticas da Raça: legislações, políticas públicas e direitos

    Políticas de reparação e de proteção, cotas raciais, racismo ambiental, intolerância religiosa e injúria racial devem ser compreendidas como conteúdos fundamentais na escola e no currículo à medida que estruturam identidades de crianças e jovens pertencentes a grupos racializados. A disciplina tem como foco conhecer o protagonismo dos movimentos negros e indígenas na construção de políticas públicas de combate ao racismo e de reparação histórica às formas de violência e exclusão dos grupos sociais racializados. As atividades propostas visam contribuir para a reflexão sobre a transversalidade, a interseccionalidade e a intersetorialidade da dimensão racial nas políticas públicas e para a compreensão dos seus impactos na concretização dos direitos humanos.

  • Quilombos Contemporâneos e Educação

    A disciplina trata dos quilombos contemporâneos (rurais e urbanos) como territórios educativos de resistência. Problematiza o racismo ambiental enfrentado pelas comunidades quilombolas, a partir da análise dos conflitos territoriais e das constantes ameaças que sofrem por parte de agentes privados e do próprio Estado. Tematiza a elaboração e efetivação das políticas públicas para as comunidades quilombolas no Brasil. Também, discorre sobre os princípios da educação escolar quilombola nas Diretrizes Nacionais para a Educação Quilombola, focando na análise dos modos de vida, nas relações com os territórios ancestrais, nas formas de produção, dentre outros aspectos, como conteúdos escolares nas escolas brasileiras.

    Observação: Esta disciplina será ofertada em um formato diferente – aulas virtuais em três sextas-feiras seguidas e uma aula-imersão no Quilombo Ivaporunduva.

  • Literatura de Autoria Negra e Indígena

    Considerando a literatura como arte e fruição, mas, principalmente, a compreendendo como um importante veículo de construção de representações sobre o mundo e, portanto, de transmissão de informações sobre povos, lugares, modos de sociabilidade etc., essa disciplina visa a desconstrução de paradigmas literários hegemônicos e a construção de novos referenciais para o tratamento da literatura no currículo escolar. Serão realizados estudos sobre os conceitos de literatura negro-afetiva, literatura afro-brasileira e literatura de autoria negra, oralitura e literatura indígena. As atividades terão como objetivo fomentar o debate sobre a necessidade, importância e urgência de uma literatura infantojuvenil com representatividade positiva e diversa das pessoas negras e indígenas nos textos e nas imagens.

  • Descolonizando o Conhecimento: Ciências, Matemática e Tecnologias

    A disciplina tem por objetivo tematizar a necessidade da descolonização das Ciências no currículo escolar, tornando visível a produção de conhecimento de povos africanos e indígenas. Serão propostas atividades nas quais o ensino das Ciências está articulado às questões étnico-raciais com a cultura científica escolar. Também, trata da etnomatemática e dos conhecimentos produzidos por mulheres e homens negros e indígenas nas Ciências, comumente invisibilizados nos currículos escolares. Tem por objetivo contribuir para a elaboração de propostas didáticas estruturadas a partir de outras cosmovisões e de outras formas de fazer que são comumente invisibilizadas nos currículos escolares.

     

  • Intersecção de Raça e Gênero: feminismo negro, mulherismo africana, lutas de mulheres indígenas e masculinidades negras

    Considerando a escola como instituição social com importante papel na construção de masculinidades e feminilidades, a disciplina trata da construção ocidental do conceito de gênero e das ressignificações do feminismo elaboradas por mulheres negras e, mais recentemente, por mulheres indígenas, e problematiza ainda as masculinidades negras. Tem por objetivo contribuir para a ampliação de repertórios que possibilitem o desenvolvimento de práticas cotidianas positivas na formação de crianças e adolescentes na perspectiva da igualdade de gêneros, considerando sua intersecção com a raça.

Corpo docente

  • Cristina Aparecida Reis Figueira

    Coordenadora

  • Silvane Aparecida da Silva

    Coordenadora

  • Lisângela Kati do Nascimento

    Consultora

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