Aula aberta promovida pela pós-graduação Formação de Escritores
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Dia 2 de setembro, às 19h00
Rua Baumann, 73 – Vila Leopoldina
Evento presencial e gratuito
O questionamento parece recente. Por que os leitores estão tão preocupados em descobrir se uma história é real?, perguntam-se escritores, editores e mesmo os leitores. Podemos culpar as redes sociais, a cultura de reality shows, a pós-modernidade, e é inegável que esses fatores influenciam o interesse dos leitores pelas verdades de um livro, mas não explicam tudo. Desde o início da escrita, com os sumérios, passando pelos tomos fundantes da literatura ocidental, como a Bíblia e a Ilíada, e chegando aos fenômenos contemporâneos da autoficção e da autossociobiografia, a literatura mantém uma relação com o real. Ora mais próxima, ora mais distante, a escrita debate-se há séculos com sua função diante da “vida lá fora”: ela traduz, recria, destrói, inventa a experiência?
Ao revisitar a história da literatura, a aula introduzirá o conceito de não ficção e argumentará que os laços entre vida e narrativa, hoje no centro do debate literário, não precisam ser evitados ou temidos, mas discutidos com cuidado e interesse.
Ingrid Fagundez é professora, escritora e jornalista. É mestre em Biografia e Gêneros de Não Ficção pela University of East Anglia, na Inglaterra, e doutoranda em Teoria e História Literária pela Unicamp. Graduada em Jornalismo, foi repórter da Folha de S.Paulo e do serviço brasileiro da BBC. Atualmente é professora da pós-graduação Formação de Escritores do Instituto Vera Cruz, de cursos livres e mentora de obras de ficção e não ficção. É autora de Diário do Fim do Amor (Fósforo, 2025).
















