“O desastre não é natural — ele é resultado de escolhas políticas”

Para a jornalista, pesquisadora e ativista Mariana Belmont, convidada do episódio 9 do podcast Zum-Zum no Vera, a crise climática precisa ser entendida para além do meio ambiente. “Ela aprofunda desigualdades históricas e atinge de forma mais intensa populações negras, periféricas e indígenas”, afirma.

Ao discutir o conceito de racismo ambiental, Mariana explica como a forma desigual de organização das cidades expõe determinados grupos a maiores riscos — como enchentes, calor extremo e falta de infraestrutura. Nesse contexto, enfrentar as mudanças climáticas exige articular justiça social, direitos humanos e políticas públicas mais equitativas.

Na entrevista, ela aborda:

  • racismo ambiental como resultado de desigualdades históricas e estruturais;
  • impactos desproporcionais da crise climática em territórios periféricos;
  • diferença entre mitigação (reduzir causas) e adaptação (lidar com impactos);
  • justiça climática como integração entre meio ambiente e direitos humanos;
  • o papel das escolas na formação de consciência crítica sobre o tema; e
  • a importância de conectar o debate global à realidade local dos/as estudantes.

O episódio também apresenta reportagens da edição 9 da revista Zum-Zum, incluindo o estudo pelos alunos e alunas do Vera sobre as enchentes no Rio Grande do Sul e projetos que valorizam saberes ancestrais. Dê o play, confira e deixe sua opinião!

Luiz Lira

Luiz Lira morou em Pernambuco e lá iniciou o desenho. Ao vir para São Paulo, começou a fazer gravuras ainda criança, quando entrou no Instituto Acaia. Seus estudos tiveram relação com a capoeira, o desenho e a cerâmica; essas três vertentes estruturam o seu fazer artístico hoje. Posteriormente, ingressou no Instituto Criar e fez formação em Cinema. A partir daí, dedicou-se aos estudos para vestibulares em universidades, assim participou do Acaia Sagarana. Lira ingressou na Unicamp e atualmente cursa Artes Visuais.  A experiência universitária faz com que se aproxime de outros grupos de gravuras, como Ateliê Piratininga e Xilomóvel. Também tem contato com Ernesto Bonato, que é um grande artista e pessoa. Trabalha em ateliês compartilhados em Campinas (SP) e suas produções são semeadas em diversos espaços.