Infância e Sociedade em A casa da madrinha, de Lygia Bojunga Nunes
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Como Citar

Pires, C. ., & Madsen Gomboeff, A. L. (2025). Infância e Sociedade em A casa da madrinha, de Lygia Bojunga Nunes. Revista Veras, 2(2), 293–295. Recuperado de https://site.veracruz.edu.br/instituto/revistaveras/index.php/veras/article/view/161

Resumo

Lygia Bojunga está entre os mais destacados escritores do mundo para crianças e jovens. Como se sabe, ela recebeu o Hans Christian Andersen, principal prêmio de literatura infanto-juvenil. A bolsa amarela, de 1976, é um marco em sua obra, momento em que ela consegue estabelecer a sofisticada voz narrativa de uma menina em crise, ao mesmo tempo, com sua família, com seus desejos e com sua imaginação. A famosa Raquel, personagem e narradora do livro, está situada entre um mundo que se perspectiva de sua imaginação e outro real, ou da realidade de uma menina de classe média baixa com muitos irmãos e pouco espaço. Esse conflito entre sua imaginação – que ela acaba arranjando dentro da bolsa amarela – e a realidade acaba por gerar uma bonita trama que leva à transformação da personagem. A menina aprende a conviver com seus desejos e com sua imaginação de maneira mais integrada ao real; em outras palavras, Raquel cresce efetivamente ao preço de redimensionar realidade e fantasia, não sem certa melancolia mesclada de esperança.

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