Ocupar, Resistir e Maternar - Uma Autoetnografia sobre Maternidade Tardia, Gênero e Pós-Graduação Stricto Sensu
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Keywords

Pós-graduação stricto sensu; Maternidade tardia; Desigualdade de gênero; Autoetnografia; Mulheres na ciência.

How to Cite

Naldi Sawtschenko Victorino, C., & Portugueis, D. (2026). Ocupar, Resistir e Maternar - Uma Autoetnografia sobre Maternidade Tardia, Gênero e Pós-Graduação Stricto Sensu. Revista Veras, 16(1). https://doi.org/10.14212/veras.vol16.n1.ano2026.art403

Abstract

O presente artigo analisa as tensões da maternidade tardia
na pós-graduação stricto sensu, sob a perspectiva de gênero,
durante a conclusão do doutorado. Diante do paradoxo,
indicado pela CAPES (2024), entre o aumento do ingresso
feminino e a persistência de desigualdades na progressão da
carreira, problematizam-se as tensões entre as demandas
de produtividade e os papéis de cuidado atribuídos às
mulheres. Pela autoetnografia, com escrita em primeira
pessoa, conecta-se a vivência singular às estruturas sociais.
Evidencia-se que a lógica produtivista da Academia exclui as
mulheres que vivenciam o “tempo do cuidado”. Conclui-se
que a permanência de mães na academia é um ato político
de resistência, que reivindica políticas capazes de integrar a
maternidade à produção do conhecimento.

https://doi.org/10.14212/veras.vol16.n1.ano2026.art403
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