Resumo
O presente artigo é fruto de uma reflexão a partir de referenciais teóricos que pensam as infâncias por meio da arte, da sensibilidade e de uma formação docente nutrida esteticamente. Resulta do diálogo de duas educadoras que atuam com crianças em contextos e espaços diferentes: uma, professora num grupamento de crianças entre 3 e 4 anos, na cidade do Rio de Janeiro; outra, formadora de educadores da Educação Infantil na rede municipal de São Paulo, membro da Associação Pikler e educadora de bebês, propondo vivências com inspirações na arte contemporânea. Nosso objetivo com este artigo é provocar o leitor a refletir e reencontrar a potência da experiência estética em sua vida, aquela que transpassa o indivíduo e o toca (LAROSSA, 2002). Concordamos que, para estarmos com crianças, como educadoras que somos, uma nutrição estética do ser pode abrir espaços e caminhos para propostas que contemplem a sensibilidade, os afetos e a arte.