Resumo
A cartografia, pensada por Gilles Deleuze e Félix Guattari, tem sido utilizada por diferentes campos do saber como um método de pesquisa que se desloca das etapas lineares e pré-concebidas para dar lugar aos processos, com todos as marcas de imprevisibilidade e transitoriedade que os atravessam. Nesse sentido, pode ser considerada uma espécie de antimétodo, já que um de seus princípios fundamentais é a disponibilidade aos encontros, sempre únicos e singulares e, nessa medida, não replicáveis. Aqui, a medição exata de variáveis ou a separação binária entre sujeito e objeto de pesquisa já não se sustentam, pois o fazer cartográfico só acontece no encontro entre campos de forças e paisagem, ou seja, em ato. No presente artigo, proponho que pensemos nas contribuições desse método para o campo da educação, tomando a escola como paisagem e os profissionais da educação e estudantes como agentes que fazem do ato educativo um lugar de invenção.