Resumo
O artigo argumenta sobre a necessidade de revisar nossa linguagem a respeito do uso de signos carregados do peso histórico e do sentido instrumental de dominação e controle sobre a Natureza e o Ser Humano. O autor utiliza o caso da palavra “recurso” como uma chave para a compreensão de como se constroem imaginários e se conduzem ações profissionais de exploração e degradação a partir de expressões como “recursos naturais” e “recursos humanos”, utilizadas tecnicamente, e, ao final, propõe sua substituição
por um novo significante, cujo significado se alinha com o sentido de protagonismo, de acordo, de agente ou de agência, mais favorável ao novo imaginário no trato da Natureza e do Humano.