Editorial
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Como Citar

Lopes Costa Prado, R., Prado, R., & Viggiani Jalbut, M. . (2025). Editorial. Revista Veras, 4(2), 120–122. Recuperado de https://site.veracruz.edu.br/instituto/revistaveras/index.php/veras/article/view/190

Resumo

Desde a redemocratização do país e, principalmente, após a Constituição de 1988, a sociedade civil descobriu que poderia ser, ela própria, um terceiro ator no cenário econômico em que se movem organismos públicos e privados. A partir da década de 1990 começam a surgir, por todos os cantos, organizações não governamentais (ONGs), o chamado Terceiro Setor, dispostas a cobrir (para o bem e para o mal) áreas de atuação e nichos até então negligenciados pelo poder público e pela iniciativa privada, além de acompanhar e contribuir com o controle social das ações de governos e empresas. Entre 1996, quando foi feito o primeiro levantamento oficial, o Brasil tinha cerca de 107 mil ONGs; uma década mais tarde, em 2005, eram 338 mil, revelando um crescimento de 215%. O último levantamento feito pela Abong (Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais), em 2010, identificou aproximadamente 290 mil fundações privadas e associações sem fins lucrativos. Apesar da importância do Terceiro Setor, especialmente quando atua de forma complementar à escola, com projetos educacionais, recreacionais e esportivos voltados à infância e à juventude, a área permanece pouco estudada. Essa é uma das conclusões do artigo Educadores que atuam em ONGs: uma análise de suas necessidades de formação, de Lisandra Maria Principe e Marli André. Após constatarem a reduzida bibliografia produzida em âmbito acadêmico diante da eclosão de organizações civis nas últimas décadas, as autoras debruçaram-se sobre o trabalho de duas ONGs da Grande São Paulo, constatando a necessidade do apoio de especialistas para que as finalidades educativas propostas sejam efetivamente alcançadas.

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