Resumo
O artigo pretende mostrar como a leitura colaborativa, em uma abordagem dialógica, pode contribuir para a formação de hábitos leitores e para a construção mútua de sentidos de leitura. Para isso, observa o funcionamento de um clube de leitura de adultos da Grande São Paulo e reflete sobre a distância que há entre uma proposta de leitura colaborativa e o ensino da literatura na escola, quando realizado de forma inadequada. Em um ambiente que legitima o desejo de ler, em que o “pacto de leitura” contempla a possibilidade de criação de hipóteses interpretativas e em que o “diálogo entre pares” é favorecido em uma relação de interlocução equitativa, os leitores se percebem mais atentos, críticos e conscientes.