{"id":831,"date":"2022-03-09T11:59:35","date_gmt":"2022-03-09T14:59:35","guid":{"rendered":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/?post_type=capitulos&#038;p=831"},"modified":"2023-09-18T09:39:41","modified_gmt":"2023-09-18T12:39:41","slug":"o-vera-da-um-passo-importante-ao-olhar-para-sua-branquitude","status":"publish","type":"capitulos","link":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/o-vera-da-um-passo-importante-ao-olhar-para-sua-branquitude\/","title":{"rendered":"\u201cO Vera d\u00e1 um passo importante ao olhar para sua branquitude\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Entrevista com Juliana de Paula Costa, cocriadora e coordenadora do projeto em educa\u00e7\u00e3o antirracista Pisar Nesse Ch\u00e3o Devagarinho<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Rodrigo Ratier<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/foto-linda.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1360\" height=\"1600\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/foto-linda.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-617\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/foto-linda.jpg 1360w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/foto-linda-255x300.jpg 255w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/foto-linda-870x1024.jpg 870w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/foto-linda-768x904.jpg 768w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/foto-linda-1306x1536.jpg 1306w\" sizes=\"(max-width: 1360px) 100vw, 1360px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\t\t<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"3061\" class=\"elementor elementor-3061\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-527c6e7 elementor-section-content-middle elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"527c6e7\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2187423\" data-id=\"2187423\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-55b0fa4 elementor-position-left elementor-vertical-align-middle elementor-widget elementor-widget-image-box\" data-id=\"55b0fa4\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image-box.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-image-box-wrapper\"><figure class=\"elementor-image-box-img\"><img decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"512\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/microfone4.png\" class=\"attachment-full size-full wp-image-314\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/microfone4.png 512w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/microfone4-300x300.png 300w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/microfone4-150x150.png 150w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><div class=\"elementor-image-box-content\"><h3 class=\"elementor-image-box-title\">A \u00edntegra da conversa est\u00e1 dispon\u00edvel como podcast. <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/5q9P1builASnLz25sHPM5u?si=c09f5fea387f4e0a\" target=\"_blank\">Acesse!<\/a><\/h3><\/div><\/div>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o antirracista \u00e9 um assunto que finalmente entrou na pauta. Promover o acesso de alunos e alunas negros e ind\u00edgenas \u00e9 o primeiro passo, mas o trabalho sustent\u00e1vel no tempo vai al\u00e9m da ideia de colorir o espa\u00e7o ou de aliviar a culpa por uma escola sem diversidade racial. Inclui pensar em contrata\u00e7\u00f5es para o corpo docente e preparar a forma\u00e7\u00e3o dos professores. Significa reestruturar o curr\u00edculo e contemplar autores negros e ind\u00edgenas. Diz respeito \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o dos novos alunos, e do fomento a uma atitude acolhedora na escola. \u00c9 estar aberto a cr\u00edticas e sugest\u00f5es, \u00e9 reconhecer o preconceito e a discrimina\u00e7\u00e3o racial nas rela\u00e7\u00f5es cotidianas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Vera escolheu esse caminho mais complexo \u2013 e, por isso, mais dif\u00edcil. O projeto iniciado em 2021 apresenta resultados animadores \u2013 e como n\u00e3o poderia deixar de ser, pontos de revis\u00e3o e avan\u00e7o. Situar em que ponto estamos em termos de educa\u00e7\u00e3o antirracista \u00e9 o tema central da conversa com <strong>Juliana de Paula Costa<\/strong>. \u201cO Vera tem reconhecido o racismo estrutural e a branquitude, que \u00e9 o sistema criado pelo racismo para manter o poder entre as pessoas brancas, trazendo esses temas para o cerne do seu projeto\u201d, diz a cocriadora e coordenadora do projeto em educa\u00e7\u00e3o antirracista Pisar Nesse Ch\u00e3o Devagarinho. Juliana \u00e9 pedagoga com especializa\u00e7\u00e3o em educa\u00e7\u00e3o para as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais e assessora o projeto de educa\u00e7\u00e3o antirracista do Vera desde o in\u00edcio da iniciativa. Confira a seguir os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/juliana-edited.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1496\" style=\"width:254px;height:255px\" width=\"254\" height=\"255\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/juliana-edited.jpeg 1080w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/juliana-edited-300x300.jpeg 300w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/juliana-edited-1022x1024.jpeg 1022w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/juliana-edited-150x150.jpeg 150w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/juliana-edited-768x769.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 254px) 100vw, 254px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading has-text-align-left\">[<strong>ZUM-ZUM] Uma frase recorrente dos \u00faltimos tempos \u00e9 que, na luta contra o racismo, n\u00e3o basta n\u00e3o ser racista, \u00e9 preciso ser antirracista. O que isso significa para uma escola?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p><strong>[Juliana de Paula Costa] <\/strong>Com racismo, n\u00e3o h\u00e1 democracia. Se a educa\u00e7\u00e3o tem a democracia como valor, o antirracismo se torna essencial. Um pa\u00eds como o nosso \u2013 que vive sob estado de barb\u00e1rie, que permite o genoc\u00eddio negro, o genoc\u00eddio ind\u00edgena \u2013 precisa de uma educa\u00e7\u00e3o comprometida para a transforma\u00e7\u00e3o dessa realidade. N\u00e3o tem uma receita de bolo que possa nos mostrar qual \u00e9 o caminho exato para uma educa\u00e7\u00e3o antirracista, mas certamente \u00e9 preciso que haja um comprometimento cont\u00ednuo dos indiv\u00edduos e das institui\u00e7\u00f5es. Na escola, esse valor deve ser transversal, presente em todo o curr\u00edculo, desde a Educa\u00e7\u00e3o infantil at\u00e9 o Ensino M\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como tem sido sua atua\u00e7\u00e3o no projeto de educa\u00e7\u00e3o antirracista do Vera Cruz?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Ela se d\u00e1 mais especificamente na forma\u00e7\u00e3o de professores. Tenho trabalhado a import\u00e2ncia da Lei 10.639 de 2008, que torna obrigat\u00f3rio o ensino afro-brasileiro e africano nas escolas, e da lei 11.645 de 2008, que tamb\u00e9m inclui as perspectivas ind\u00edgenas no curr\u00edculo. Tamb\u00e9m tenho refletido com os educadores sobre temas basilares para pensar a educa\u00e7\u00e3o antirracista: o racismo estrutural, as dimens\u00f5es subjetivas do racismo e seus efeitos psicossociais. A partir da\u00ed, discutimos a revis\u00e3o curricular e a transforma\u00e7\u00e3o do olhar para compreender as rela\u00e7\u00f5es raciais nas intera\u00e7\u00f5es com os estudantes e os colegas. Ou seja, \u00e9 preciso trabalhar tamb\u00e9m o curr\u00edculo oculto, que \u00e9 aquele que permeia as rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Considerando sua experi\u00eancia com educa\u00e7\u00e3o antirracista no ambiente escolar, em que est\u00e1gio a escola e o instituto se encontram?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>H\u00e1 alguns progressos fundamentais na busca por uma pr\u00e1xis antirracista. O Vera tem reconhecido o racismo estrutural e a branquitude, que \u00e9 o sistema criado pelo racismo para manter o poder entre as pessoas brancas, trazendo esses temas para o cerne do seu projeto. E esse \u00e9 o primeiro passo para qualquer institui\u00e7\u00e3o, ou mesmo qualquer pessoa que queira se comprometer com essa causa t\u00e3o fundamental. Esse reconhecimento \u00e9 muito salutar e est\u00e1 sendo colocado em pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quais foram os acertos do primeiro ano do projeto antirracista do Vera?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>As equipes com que tenho trabalhado no G5 j\u00e1 contam com um corpo docente interrracial. Isso traz uma grande diferen\u00e7a, pensando que n\u00e3o h\u00e1 como desenvolver uma educa\u00e7\u00e3o antirracista sem que tenha a presen\u00e7a de pessoas negras, ainda mais pessoas negras em posi\u00e7\u00e3o de poder. Tamb\u00e9m noto o engajamento da equipe durante os momentos de forma\u00e7\u00e3o. Vejo interesse cont\u00ednuo em seguir se aprofundando e pensar n\u00e3o s\u00f3 em como receber bem as crian\u00e7as e fam\u00edlias que ingressam pela pol\u00edtica afirmativa, mas tamb\u00e9m come\u00e7ar a pensar numa perman\u00eancia de qualidade, que \u00e9 um dos temas que eu tenho trabalhado muito n\u00e3o s\u00f3 no Vera Cruz, mas tamb\u00e9m em outras institui\u00e7\u00f5es. De nada adianta inserir corpos negros dentro de espa\u00e7os se n\u00e3o se est\u00e1 preparado para bem garantir a perman\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que poderia ser aprimorado?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que esse corpo docente seja ainda mais diverso racialmente, h\u00e1 caminhos para ampliar essa representatividade. Sinto falta de encontrar pares negros e negras que tenham uma vis\u00e3o antirracista em outras posi\u00e7\u00f5es de poder dentro da escola, como em coordena\u00e7\u00f5es e em gest\u00f5es de \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para quais outras experi\u00eancias virtuosas de educa\u00e7\u00e3o antirracista o Vera poderia olhar?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Aqui em S\u00e3o Paulo a gente tem a EMEI Nelson Mandela, que \u00e9 uma escola refer\u00eancia em educa\u00e7\u00e3o para rela\u00e7\u00f5es raciais na primeira inf\u00e2ncia. \u00c9 importante que uma escola p\u00fablica com muitos anos de trabalho em educa\u00e7\u00e3o para as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais seja reconhecida. Sei que o Vera j\u00e1 estabeleceu di\u00e1logos com ela. Outra escola inspiradora \u00e9 a EM Maria Felipa, em Salvador, que tem curr\u00edculo antirracista e decolonial. Gosto dessa jun\u00e7\u00e3o porque o racismo nada mais \u00e9 que a manuten\u00e7\u00e3o do pensamento colonial que coloca o eurocentrismo no centro do conhecimento, no universal. Precisamos trazer outras vis\u00f5es de mundo, outros saberes para a constru\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como a educa\u00e7\u00e3o antirracista deve lidar com eventuais atos de racismo e discrimina\u00e7\u00e3o na escola?<\/strong>&nbsp;<\/h5>\n\n\n\n<p>Devemos lembrar que racismo \u00e9 crime inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel, previsto na Constitui\u00e7\u00e3o Federal. \u00c9 importante come\u00e7ar com essa informa\u00e7\u00e3o para mostrar que o racismo n\u00e3o \u00e9 algo com o que a gente possa lidar de uma forma leviana. Na escola, exige-se um protocolo espec\u00edfico de media\u00e7\u00e3o de conflito e cuidado. Para Nilma Lino Gomes, uma das maiores refer\u00eancias para a educa\u00e7\u00e3o antirracista no Brasil, precisamos nomear a gravidade do racismo para crian\u00e7as e jovens. Mas, muito mais que isso, devemos acreditar na possibilidade de formar e educar para que essas rela\u00e7\u00f5es entre as etnias possam ser transformadas.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como isso ocorre na pr\u00e1tica?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio intervir prontamente, sempre em primeiro lugar acolhendo adequadamente a v\u00edtima e pontuando assertivamente o erro de quem cometeu racismo. Mas \u00e9 fundamental tamb\u00e9m um trabalho cont\u00ednuo com o corpo docente, pensando numa forma\u00e7\u00e3o adequada para que esses profissionais identifiquem rela\u00e7\u00f5es de racismo que muitas vezes podem ser veladas e para que possam ter interven\u00e7\u00f5es qualificadas \u2013 isso vai variar muito em cada caso. Independentemente da situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 sempre importante que as fam\u00edlias, tanto das crian\u00e7as que podem vir a sofrer uma viol\u00eancia racista, quanto das crian\u00e7as que as cometeram, sejam convocadas para conversas. \u00c9 na parceria entre escola e fam\u00edlia que essa cultura racista precisa e pode ser transformada.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>A escola deve tematizar epis\u00f3dios p\u00fablicos de forte conota\u00e7\u00e3o racial, como os assassinatos de Jo\u00e3o Alberto Freitas no Carrefour de Porto Alegre e do congol\u00eas Mo\u00efse Kabagambe no Rio de Janeiro?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>S\u00e3o casos brutais, duros e revoltantes. Apesar dessa dor e desse mal estar, a gente precisa lembrar que os jovens, muito mais que as crian\u00e7as, est\u00e3o em contato com as informa\u00e7\u00f5es que circulam na sociedade. Principalmente no Ensino M\u00e9dio, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o abordar esses epis\u00f3dios. Com intencionalidade e articula\u00e7\u00e3o, os educadores podem preparar rodas de conversa e sequ\u00eancias did\u00e1ticas que ampliem o repert\u00f3rio dos jovens para assimilar not\u00edcias t\u00e3o violentas como essas. Pensando nas crian\u00e7as menores, n\u00e3o aconselho a abordagem. \u00c9 preciso sempre considerar a intencionalidade: se a not\u00edcia que s\u00f3 assusta e causa choque, o objetivo \u2013 que \u00e9 promover letramento racial, reflex\u00e3o, amadurecer o entendimento dos temas \u2013 n\u00e3o vai ser atingido. Tanto os pequenos quanto os mais velhos precisam dessa media\u00e7\u00e3o qualificada do educador. A viol\u00eancia por si s\u00f3 n\u00e3o ensina nada.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","tags":[24],"edicao":[9],"class_list":["post-831","capitulos","type-capitulos","status-publish","hentry","tag-entrevista","edicao-edicao-1"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/831","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos"}],"about":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitulos"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=831"}],"version-history":[{"count":77,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/831\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3379,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/831\/revisions\/3379"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=831"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=831"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=831"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}