{"id":4767,"date":"2026-03-31T15:24:18","date_gmt":"2026-03-31T18:24:18","guid":{"rendered":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/?post_type=capitulos&#038;p=4767"},"modified":"2026-04-02T14:39:49","modified_gmt":"2026-04-02T17:39:49","slug":"uma-biblioteca-para-transformar-imaginarios","status":"publish","type":"capitulos","link":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/uma-biblioteca-para-transformar-imaginarios\/","title":{"rendered":"Uma biblioteca para transformar imagin\u00e1rios"},"content":{"rendered":"\n<p><em>A cria\u00e7\u00e3o da Biblioteca Afrodiasp\u00f3rica e Africana e do seu <\/em>Guia de navega\u00e7\u00e3o <em>refor\u00e7ou a literatura como pot\u00eancia para a amplia\u00e7\u00e3o de afetos e imagin\u00e1rios<\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p style=\"font-size:16px\"><strong>TEXTO Wellington Soares. REPORTAGEM Gabriely Ara\u00fajo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"524\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-1024x524.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-4771\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-1024x524.gif 1024w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-300x154.gif 300w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-768x393.gif 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>A media\u00e7\u00e3o de leitura do livro \u201cQuem Limpa\u201d permitiu um di\u00e1logo sobre a responsabilidade coletiva com o cuidado. Cr\u00e9dito: Acervo\/Escola Vera Cruz<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Ao longo de 2025, um inc\u00f4modo surgiu entre as turmas do G5 ao 2\u00ba ano. Na volta do intervalo, o coletivo se deu conta de que a areia das \u00e1reas externas invadia os demais espa\u00e7os da escola. Em vez de delegar a quest\u00e3o \u00e0 equipe de limpeza, as educadoras viram ali uma chance de refor\u00e7ar o cuidado com locais coletivos, o que j\u00e1 era feito em a\u00e7\u00f5es como o \u201cguarda-guarda\u201d, momento em que os grupos organizam os brinquedos que utilizam. As crian\u00e7as toparam, ent\u00e3o, a tarefa de ajudar a cuidar melhor dos ambientes, realizando um mutir\u00e3o de varredura, retirando o excesso de areia que vinha do p\u00e1tio.<\/p>\n\n\n\n<p>Com as crian\u00e7as engajadas nas discuss\u00f5es sobre o cuidado coletivo, as educadoras viram uma oportunidade para aprofundar o tema com o livro <em>Quem limpa?<\/em>, de Bianca Santana. A obra conta a hist\u00f3ria de um pa\u00eds fict\u00edcio onde os cidad\u00e3os deixam todas as tarefas de limpeza para uma \u00fanica pessoa. A leitura convidou as crian\u00e7as a refletirem sobre o trabalho dom\u00e9stico e sobre como as rela\u00e7\u00f5es raciais e de g\u00eanero se apresentam na divis\u00e3o das tarefas de limpeza e cuidado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodas as turmas viveram media\u00e7\u00f5es de leitura em um contexto de aprecia\u00e7\u00e3o e frui\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria que j\u00e1 faz parte da rotina di\u00e1ria. As conversas em torno do livro suscitaram boas reflex\u00f5es e perguntas\u201d, diz Juliana de Paula Costa, coordenadora do G5 ao 2\u00ba ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A media\u00e7\u00e3o de leitura com o livro de Bianca Santana reflete uma pr\u00e1tica j\u00e1 comum no Vera. Em todos os segmentos, os educadores e educadoras t\u00eam ampliado os acervos liter\u00e1rios para incluir autores\/as africanos\/as, afro-brasileiros\/as e afrodescendentes de outras partes do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO encontro com os livros que por tanto tempo foram apartados ou impedidos de fazer parte dos curr\u00edculos, amplia o repert\u00f3rio cultural, promove o letramento racial e transforma imagin\u00e1rios, rompendo com estere\u00f3tipos\u201d, diz Juliana. \u201cIsso acontece sem perder de vista a rela\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria como pr\u00e1tica viva e inventiva, e n\u00e3o apenas formativa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, essa proposta se aprofundou com o projeto de criar uma biblioteca tem\u00e1tica africana e afrodiasp\u00f3rica e um guia de navega\u00e7\u00e3o da biblioteca. A iniciativa mobilizou toda a escola na realiza\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00f5es, na sele\u00e7\u00e3o das obras e na amplia\u00e7\u00e3o das leituras em sala de aula.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Nasce a biblioteca e seu guia de navega\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A ideia da biblioteca, conta Juliana, nasceu de um trabalho anterior da coordenadora em parceria com a escritora Bianca Santana, em que elas fomentaram a cria\u00e7\u00e3o de um acervo afrocentrado para estudantes de outra escola. Ao compartilh\u00e1-lo com os\/as demais educadores\/as do Vera, essa experi\u00eancia se ampliou para pensar no acervo da pr\u00f3pria escola e criar a Biblioteca Afrodiasp\u00f3rica e Africana, que recebeu o nome da autora.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia de Juliana tamb\u00e9m serviu de base para as forma\u00e7\u00f5es de educadores e educadoras mediadas por ela em parceria com Luiza Gaia, coordenadora de Pr\u00e1ticas de Linguagem. Nelas, professores e professoras puderam discutir como a amplia\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio de leituras estava alinhado com o projeto de educa\u00e7\u00e3o para as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais da escola, pensando tanto nos pressupostos do campo da literatura, quanto de um curr\u00edculo intercultural e cr\u00edtico. Os momentos serviram para que todos compartilhassem as pr\u00e1ticas j\u00e1 realizadas em sala de aula.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante as forma\u00e7\u00f5es, educadores e educadoras tamb\u00e9m se dedicaram a analisar as obras do acervo, sugerindo a retirada de livros que apresentavam vis\u00f5es racistas, por exemplo. Al\u00e9m disso, organizaram os t\u00edtulos em sete se\u00e7\u00f5es, de acordo com o tema identificado pelos\/as docentes em cada obra.<\/p>\n\n\n\n<p>As discuss\u00f5es ocorridas durante esses encontros formativos serviram de subs\u00eddio para Juliana escrever o <em>Guia de <\/em><em>Navega\u00e7\u00e3o Concei\u00e7\u00e3o Evaristo para a Biblioteca Afrodiasp\u00f3rica e Africana Bianca Santana (acesse aqui<\/em>). No material, Juliana, acionando mem\u00f3rias de suas viv\u00eancias, prop\u00f5e met\u00e1foras mar\u00edtimas para compreender a organiza\u00e7\u00e3o da biblioteca e a realiza\u00e7\u00e3o do trabalho de media\u00e7\u00e3o de leitura. Nesse contexto, as diferentes se\u00e7\u00f5es se tornaram \u201crotas de navega\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs se\u00e7\u00f5es n\u00e3o limitam o encontro com a leitura, mas inspiram e ampliam percursos. Funcionam como rotas que sugerem a intencionalidade ao educador, que atua como um timoneiro, apoiando a travessia sem engess\u00e1-la\u201d, explica Juliana.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>O acervo em sala de aula<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A equipe decidiu inaugurar a biblioteca e lan\u00e7ar o <em>Guia de navega\u00e7\u00e3o<\/em> durante a fliVerinha (Festa Liter\u00e1ria do Vera). Al\u00e9m de Bianca, os\/as educadores\/as do G5 ao 2\u00ba ano listaram sete outras autoras que seriam homenageadas no evento e se tornaram foco do trabalho com leitura ao longo do ano: Cidinha da Silva, Heloisa Pires Lima, Kiusam de Oliveira, Mafuane Oliveira, Priscila Obaci, Nina Rizzi e Paty Wolff.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"532\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-1-1024x532.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-4772\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-1-1024x532.gif 1024w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-1-300x156.gif 300w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-1-768x399.gif 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Uma das turmas conduziu a autora Heloisa Pires Lima at\u00e9 um baob\u00e1 pr\u00f3ximo \u00e0 escola. Cr\u00e9dito: Acervo\/Escola Vera Cruz<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cNesse contexto, as turmas passaram a se relacionar n\u00e3o s\u00f3 com as narrativas das obras, mas tamb\u00e9m com suas autoras. Com uma articula\u00e7\u00e3o cheia de afeto e esperan\u00e7a, a equipe da gest\u00e3o conseguiu fazer contato com cada uma delas, e agendar encontros presenciais ou virtuais com os estudantes. Isso permitiu o desenvolvimento da oralidade, leitura e escrita das crian\u00e7as, na rela\u00e7\u00e3o com a pr\u00e1tica de entrevista\u201d, afirma Juliana.<\/p>\n\n\n\n<p>A turma que homenageou Heloisa Pires Lima, grande refer\u00eancia da literatura, a conduziu em cortejo at\u00e9 um baob\u00e1, na pra\u00e7a vizinha \u00e0 escola. Heloisa ficou encantada. L\u00e1, ouviram da autora a hist\u00f3ria dessa \u00e1rvore que, em culturas de diversos povos do continente africano, \u00e9 o lugar onde, ao longo do tempo, gera\u00e7\u00f5es compartilham hist\u00f3rias e ensinamentos. Outro grupo se envolveu com o livro <em>Azul Haiti<\/em>, de Paty Wolff, e levou as inspira\u00e7\u00f5es da obra para as aulas de Artes, traduzindo sentimentos e paisagens em cria\u00e7\u00f5es visuais (<em>assista o v\u00eddeo a<\/em><em> seguir sobre o trabalho)<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Tecendo Vozes: crian\u00e7as e autoras em partilha | fliVerinha 2025\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/1119471557?h=f787b26a63&amp;dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"800\" height=\"450\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Nas conversas com as autoras, uma pergunta sempre surgia: \u201cquais suas escritoras favoritas?\u201d. As respostas permitiram que as crian\u00e7as ampliassem seu repert\u00f3rio e conhecessem novas obras.<\/p>\n\n\n\n<p>O compartilhamento das leituras foi uma parte importante do projeto. Al\u00e9m das indica\u00e7\u00f5es dadas pelas escritoras, os\/as estudantes tamb\u00e9m trocaram correspond\u00eancias com colegas de outras turmas. Para isso, foram instaladas \u201ccaixas de correios\u201d nas salas, nas quais os alunos e alunas podiam deixar bilhetes indicando livros para os\/as colegas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"819\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-21-819x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4774\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-21-819x1024.jpeg 819w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-21-240x300.jpeg 240w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-21-768x960.jpeg 768w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-21.jpeg 865w\" sizes=\"(max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Na nova biblioteca, os livros est\u00e3o organizados em sete se\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m chamadas de \u201crotas de navega\u00e7\u00e3o\u201d.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>As fam\u00edlias tamb\u00e9m foram envolvidas no processo de leitura e at\u00e9 lan\u00e7aram uma iniciativa pr\u00f3pria, o projeto <a href=\"https:\/\/grio.club\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gri\u00f4<\/a>. Criado por Maria Carolina Venuto e R\u00f4mulo Oliveira, pais de estudantes do Vera, o Gri\u00f4 come\u00e7ou como uma proposta para fazer circular entre as demais fam\u00edlias os livros que eles tinham em suas casas (<em>assista <\/em><a href=\"https:\/\/vimeo.com\/1119936494\/7d7c6218ee?fl=tl&amp;fe=ec\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>aqui<\/em><\/a><em> um v\u00eddeo em que eles apresentam a proposta<\/em>). Hoje, o projeto permite que pessoas de fora da comunidade tamb\u00e9m participem dessas trocas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo relacionar-se com o acervo atualizado, novas perguntas e anseios foram incorporados ao cotidiano escolar: narrativas antes silenciadas promoveram mudan\u00e7as de olhares, isto \u00e9, o que antes era pouco tang\u00edvel passou a ser enxergado, como o fato de as diferen\u00e7as serem parte da viv\u00eancia humana e, portanto, tamb\u00e9m do cotidiano escolar\u201d, diz Juliana.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Na fliVerinha, a homenagem \u00e0s autoras<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"788\" height=\"985\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-20.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4773\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-20.jpeg 788w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-20-240x300.jpeg 240w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-20-768x960.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 788px) 100vw, 788px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Durante a fliVerinha, Bianca Santana falou sobre sua jornada pessoal e profissional, como sua atua\u00e7\u00e3o no combate ao racismo<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>O lan\u00e7amento do <em>Guia de navega\u00e7\u00e3o Concei\u00e7\u00e3o Evaristo<\/em>, e a inaugura\u00e7\u00e3o da biblioteca aconteceram durante a 35\u00aa fliVerinha, que teve a participa\u00e7\u00e3o da autora Bianca Santana. \u201cBatizar esse importante espa\u00e7o da Escola Vera Cruz com seu nome \u00e9 reconhecer uma linhagem de mulheres negras que, por meio da palavra e da a\u00e7\u00e3o coletiva, constroem formas de exist\u00eancia ancoradas em afeto, mem\u00f3ria e ancestralidade\u201d, afirma Juliana. \u201cA homenagem a todas as autoras foi celebrada durante a festa liter\u00e1ria. Em cada sala de aula, das 7 turmas de 1 ano, havia exposi\u00e7\u00f5es sobre os aprendizados das crian\u00e7as na rela\u00e7\u00e3o com a obra e suas autoras\u201d, diz a coordenadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Os livros reorganizados est\u00e3o divididos em dois espa\u00e7os: na sala dos professores, de onde as obras s\u00e3o selecionadas para serem enviadas para as bibliotecas de sala de aula; e na sala leitura, onde os\/as estudantes podem acess\u00e1-las livremente.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho com as leituras do acervo \u2013 que ser\u00e1 permanente em todos os n\u00edveis do Vera \u2013 j\u00e1 deixa legados. A proposta de uma biblioteca tem\u00e1tica, afrodiasp\u00f3rica e africana fica n\u00e3o s\u00f3 como um espa\u00e7o de valoriza\u00e7\u00e3o, mas sobretudo como uma oportunidade de promover experi\u00eancias que fomentam valores humanos, rompem com estere\u00f3tipos e ampliam imagin\u00e1rios, fortalecendo a forma\u00e7\u00e3o leitora e cidad\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<style>\n.para-saber-mais{\nborder:2px solid #cd4213;\npadding: 20px;\n}<\/style>\n<div class=\"para-saber-mais\">\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Para saber mais<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-cf91b4910bd51c76a5bee4abd9f6c6cb\"><a href=\"https:\/\/www.companhiadasletras.com.br\/livro\/9786554851107\/quem-limpa?srsltid=AfmBOoqLtsvfmYW04zXwATvd7rGnBU3OZYBteUpIi5F21x1thL5_jlL4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>ENTREVISTA <\/strong>Bianca Santana fala sobre a escrita do livro <em>Quem limpa<\/em>\u201d<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LIVRO <\/strong><em>Poemas da recorda\u00e7\u00e3o e outros movimentos<\/em>, de Concei\u00e7\u00e3o Evaristo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-78a2a5512e7f0acf11cecfcce66c97c6\"><a href=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Guia-de-Navegacao-Conceicao-Evaristo-para-a-Biblioteca-Bianca-Santana.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>PUBLICA\u00c7\u00c3O <\/strong><em>Guia de navega\u00e7\u00e3o Concei\u00e7\u00e3o Evaristo para a Biblioteca Afrodiasp\u00f3rica e Africana Bianca Santana<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\"><strong>PROJETO &#8220;BIBLIOTECA AFRODIASP\u00d3RICA E AFRICANA BIANCA SANTANA&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:16px\">ORIENTADORAS <strong>Marcia Moraes e Juliana Parreira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:16px\">COORDENADORA DE PR\u00c1TICAS DE LINGUAGEM <strong>Luiza Gaia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:16px\">COORDENADORA <strong>Juliana de Paula Costa<\/strong><a id=\"_msocom_1\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","tags":[55,17],"edicao":[75],"class_list":["post-4767","capitulos","type-capitulos","status-publish","hentry","tag-g5-ao-2o-ano","tag-praticas-pedagogicas","edicao-edicao-9"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4767","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos"}],"about":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitulos"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4767"}],"version-history":[{"count":35,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4767\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4924,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4767\/revisions\/4924"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4767"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=4767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}