{"id":4399,"date":"2025-09-25T17:22:19","date_gmt":"2025-09-25T20:22:19","guid":{"rendered":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/?post_type=capitulos&#038;p=4399"},"modified":"2025-10-06T13:19:29","modified_gmt":"2025-10-06T16:19:29","slug":"discutindo-rap-rimas-e-desenvolvendo-o-speaking","status":"publish","type":"capitulos","link":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/discutindo-rap-rimas-e-desenvolvendo-o-speaking\/","title":{"rendered":"Discutindo rap, rimas e desenvolvendo o speaking"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Com apoio da cultura hip-hop, estudantes da 1\u00aa s\u00e9rie do EM desenvolveram suas habilidades orais no Ingl\u00eas<\/h3>\n\n\n\n<p><em>Reportagem: Nairim Bernardo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Um dos objetivos centrais da equipe de Ingl\u00eas \u00e9 desenvolver a oralidade dos alunos na l\u00edngua atrav\u00e9s de temas relevantes para as diferentes faixas et\u00e1rias. Na 1\u00aa s\u00e9rie do Ensino M\u00e9dio, diferentes projetos j\u00e1 foram feitos para isso, e desde 2024, professores e alunos mergulham na cultura hip-hop para ampliar suas refer\u00eancias culturais e seu repert\u00f3rio lingu\u00edstico e flu\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPercebemos que os alunos conheciam o hip-hop apenas como g\u00eanero musical contempor\u00e2neo, n\u00e3o como movimento hist\u00f3rico de resist\u00eancia racial e social. Com esse grande tema, conseguimos apresentar vozes historicamente marginalizadas, a import\u00e2ncia da express\u00e3o pessoal e dos movimentos de luta por justi\u00e7a\u201d, explica Andr\u00e9a Calvozo, orientadora de Ingl\u00eas do Ensino M\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Para iniciar, foi apresentado aos alunos a <em>spoken word poetry<\/em> (poesia falada), uma express\u00e3o art\u00edstica liter\u00e1ria em que poemas s\u00e3o recitados em voz alta, valorizando a performance e a intera\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico. Essa forma de arte mistura poesia com elementos c\u00eanicos e geralmente aborda quest\u00f5es sociais e pol\u00edticas. A partir dos exemplos e da contextualiza\u00e7\u00e3o, os estudantes foram convidados a refletir sobre diferentes elementos que comp\u00f5em a grande cultura que \u00e9 o hip-hop.<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento surgiu no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1970 em Nova York (EUA) nos bairros do Bronx e de Harlem como resposta ao que as comunidades afro-americanas, latinas e caribenhas enfrentavam naquele per\u00edodo: a desigualdade econ\u00f4mica e pol\u00edtica desenfreada denunciada pelo movimento dos direitos civis dos anos 1960. O movimento se estabeleceu em quatro diferentes formas de express\u00e3o: a discotecagem feita pelos DJs, o rap comandado pelos MCs (mestres de cerim\u00f4nia), o grafite e o<em>&nbsp;breakdance<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video height=\"480\" style=\"aspect-ratio: 848 \/ 480;\" width=\"848\" controls src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/ZUM-ZUM-video-ingles.mov\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Como o projeto tamb\u00e9m busca desenvolver a autonomia dos alunos, eles s\u00e3o organizados em grupos de trabalho, respons\u00e1veis por sugerirem o que querem pesquisar dentro desse grande tema. Al\u00e9m das quatro formas de express\u00e3o, tamb\u00e9m pesquisaram sobre seu hist\u00f3rico, sua presen\u00e7a no mundo e o papel das mulheres no movimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os professores mediaram as pesquisas e propuseram reflex\u00f5es para que os alunos sempre reconhecessem o protagonismo negro dentro da tem\u00e1tica. Segundo a professora de Ingl\u00eas L\u00facia Zmekhol, em um primeiro momento, muitos trouxeram&nbsp; cantores brancos como refer\u00eancia, o que a levou a uma conversa sobre o que \u00e9 ou n\u00e3o apropria\u00e7\u00e3o, pl\u00e1gio e a revisitar com eles a origem do rap.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video height=\"480\" style=\"aspect-ratio: 848 \/ 480;\" width=\"848\" controls src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Video-2024-09-10-at-21.46.31-1.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Outra quest\u00e3o importante que foi abordada em sala gira em torno dos estere\u00f3tipos racistas. \u201cUma dupla de alunos decidiu fazer a pesquisa sobre a rivalidade entre os cantores estadunidenses Tupac e The Notorious B.I.G. \u201cQuando eu li o script do trabalho que eles apresentariam, vi uma s\u00e9rie de estere\u00f3tipos. Conversamos muito sobre isso e sobre como a m\u00eddia trata os artistas do g\u00eanero. Eles amadureceram o projeto e o que era para ser uma cena da briga foi transformado em um relato em forma de poema e dan\u00e7a\u201d, conta a professora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo trabalhamos muito com a origem do hip-hop, os alunos s\u00e3o expostos a muitos materiais desenvolvidos por e sobre pessoas negras. Como um projeto \u00e9 um processo, eles n\u00e3o come\u00e7am entendendo tudo sobre resist\u00eancia, express\u00e3o pessoal e cultural, mudan\u00e7a de classe. A mudan\u00e7a da pobreza para a riqueza \u00e9 um tema muito trabalhado no rap, mas no in\u00edcio os estudantes t\u00eam dificuldade de entender porque acabam olhando tudo com as lentes da pr\u00f3pria realidade racial e social. Precisamos puxar reflex\u00f5es sobre isso para que eles entendam outras realidades e culturas\u201d, diz L\u00facia.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Produ\u00e7\u00e3o final: rimas, ritmo e oralidade<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a etapa de pesquisa, as duplas foram orientadas a escrever um roteiro sobre sua produ\u00e7\u00e3o final, que deveria ter o formato de v\u00eddeo com \u00e1udio ou podcast com dura\u00e7\u00e3o de 3 a 5 minutos. Cada dupla p\u00f4de escolher como apresentaria suas descobertas: explana\u00e7\u00e3o oral da pesquisa ou formatos mais art\u00edsticos, como cena dram\u00e1tica, poema ou rap.<\/p>\n\n\n\n<p>Os alunos s\u00e3o incentivados a transformar o roteiro que eles escreveram em uma apresenta\u00e7\u00e3o oral fluida e natural. Para isso, os alunos precisam pensar como gestos, ritmo, entona\u00e7\u00e3o e outros aspectos corporais tamb\u00e9m apoiam a comunica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video height=\"1920\" style=\"aspect-ratio: 1080 \/ 1920;\" width=\"1080\" controls src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/copy_49B7D40E-5C2C-451B-87D7-8E9357906234.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 2024, quando os trabalhos ficaram prontos, foram reunidos em um Padlet. Em sala, os estudantes tiveram acesso a todas as produ\u00e7\u00f5es, inclusive de outras turmas, e escolheram a quais queriam assistir. Com a media\u00e7\u00e3o dos professores, conversaram e analisaram o que era visto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara mim, o mais legal \u00e9 o deslocamento reflexivo pelo qual eles passaram. No come\u00e7o, eles viam os elementos do hip-hop com um olhar mais ing\u00eanuo e em alguns casos estereotipado. Ao longo de um trabalho de meses, v\u00e3o entendendo o hip-hop realmente como uma cultura ampla: m\u00fasica, moda, grafite, poesia, slams, luta social\u201d, finaliza a professora.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>V\u00eddeo | <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=RHCA5b9TkVg&amp;t=2s\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Rap and hip hop: crash course black american history #47<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Document\u00e1rio |<strong> Ladies first: a story of women in hip-hop<\/strong>, dispon\u00edvel na Netflix.<\/p>\n\n\n\n<p>Artigo | <a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/journals\/sociology\/articles\/10.3389\/fsoc.2022.993574\/full\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Hip-hop, identity, and conflict: practices and transformations of a metropolitan culture, <\/strong>de Luca Benvenga.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Site | Exposi\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.slam.org\/exhibitions\/the-culture-hip-hop-and-contemporary-art-in-the-21st-century\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>The culture: hip hop and contemporary art in the 21st century, do Saint Louis Art Museum<\/strong><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","tags":[57,17],"edicao":[68],"class_list":["post-4399","capitulos","type-capitulos","status-publish","hentry","tag-ingles","tag-praticas-pedagogicas","edicao-edicao-8"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4399","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos"}],"about":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitulos"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4399"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4399\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4574,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4399\/revisions\/4574"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4399"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4399"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=4399"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}