{"id":4353,"date":"2025-09-25T14:26:44","date_gmt":"2025-09-25T17:26:44","guid":{"rendered":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/?post_type=capitulos&#038;p=4353"},"modified":"2025-09-25T14:26:44","modified_gmt":"2025-09-25T17:26:44","slug":"quais-conhecimentos-ensinamos-sobre-o-continente-africano","status":"publish","type":"capitulos","link":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/quais-conhecimentos-ensinamos-sobre-o-continente-africano\/","title":{"rendered":"Quais conhecimentos ensinamos sobre o continente africano?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"3070\" class=\"elementor elementor-3070\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-33d3bcb e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"33d3bcb\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2ef6067 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"2ef6067\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8c1f7b2 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"8c1f7b2\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"991\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/silvane-827x1024.jpeg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-4895\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/silvane-827x1024.jpeg 827w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/silvane-242x300.jpeg 242w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/silvane-768x951.jpeg 768w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/silvane-1240x1536.jpeg 1240w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/silvane.jpeg 1292w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4a2107d e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"4a2107d\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d85f643 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"d85f643\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Silvane Silva<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8c6b6de elementor-hidden-desktop elementor-hidden-tablet elementor-hidden-mobile e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"8c6b6de\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-210edbb elementor-hidden-desktop elementor-hidden-tablet elementor-hidden-mobile elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"210edbb\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Assessora, pesquisadora e professora sobre rela\u00e7\u00f5es raciais na escola. Doutora em Hist\u00f3ria Social, \u00e9 professora do <a href=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/vc_docente\/silvane-aparecida-da-silva\/\">Instituto Vera Cruz.<\/a><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\n\n\n\n<p>Em 2022, a professora Lav\u00ednia Rocha, de Belo Horizonte, viralizou nas redes sociais devido \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de um v\u00eddeo no qual ela mostrava o conhecimento de seus estudantes de 5\u00ba ano antes e depois das aulas sobre o continente africano (clique <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/ClMjvbzAigS\">aqui<\/a> para ver o v\u00eddeo).<\/p>\n\n\n\n<p>O v\u00eddeo mostra como, atrav\u00e9s de aulas bem planejadas, \u00e9 poss\u00edvel desfazer os estere\u00f3tipos, as ideias err\u00f4neas e as imagens negativas que os estudantes t\u00eam sobre a \u00c1frica e apropri\u00e1-los de uma outra vers\u00e3o, positiva e de resist\u00eancia. Adepta das teorias de bell hooks sobre a import\u00e2ncia da afetividade e do entusiasmo no processo educativo, Lav\u00ednia se destacou por suas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse acontecimento demonstrou, por um lado, o potencial que a revis\u00e3o do curr\u00edculo pode ter na constru\u00e7\u00e3o de uma nova vis\u00e3o sobre o continente africano. Por outro lado, a como\u00e7\u00e3o em torno do caso mostrou que pr\u00e1ticas como a de Lav\u00ednia ainda s\u00e3o relativamente raras e como muitos educadores ainda n\u00e3o est\u00e3o apropriados dos conte\u00fados e pr\u00e1ticas necess\u00e1rios para o ensino de hist\u00f3ria da \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p>Pouco depois, em 2024, outro acontecimento refor\u00e7ou como o alcance do ensino de conte\u00fados sobre hist\u00f3ria e cultura africana e afro-brasileira ainda \u00e9 pequeno. Naquele ano, o Enem (Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio) apresentou como tema de reda\u00e7\u00e3o \u201cDesafios para a heran\u00e7a africana no Brasil\u201d. Para elaborar seus textos, os estudantes precisavam demonstrar conhecimento sobre o reconhecimento e a valoriza\u00e7\u00e3o da influ\u00eancia da cultura africana na forma\u00e7\u00e3o da identidade brasileira, e destacar os desafios enfrentados nesse processo.<\/p>\n\n\n\n<p>A repercuss\u00e3o sobre o tema mostrou que grande parte dos estudantes n\u00e3o estavam praparados para escrever sobre esse assunto. Apenas 12 reda\u00e7\u00f5es obtiveram nota m\u00e1xima, em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s 60 reda\u00e7\u00f5es do ano anterior, afirmando a necessidade de apropria\u00e7\u00e3o do tema nos curr\u00edculos escolares de maneira mais presente e aprofundada.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, acredito que seja mais que urgente avaliarmos o quantos n\u00f3s, educadoras e educadores, conhecemos sobre o continente africano, especialmente sobre a \u00c1frica contempor\u00e2nea. Dos 54 pa\u00edses do continente, quais s\u00e3o aqueles que mais influenciaram culturalmente na forma\u00e7\u00e3o da cultura brasileira e com os quais temos mais rela\u00e7\u00f5es nos dias atuais? Na imprensa brasileira, quais not\u00edcias chegam sobre o continente? O que sabemos sobre a pol\u00edtica, a economia, a ci\u00eancia e a cultura produzidas na \u00c1frica?<\/p>\n\n\n\n<p>A literatura tem sido uma porta de entrada importante nos \u00faltimos anos. Al\u00e9m da publica\u00e7\u00e3o de diversos t\u00edtulos de autores dos pa\u00edses africanos que escrevem em l\u00edngua portuguesa, tem ocorrido uma s\u00e9rie de tradu\u00e7\u00f5es importantes. O cl\u00e1ssico <em>Descolonizando a mente: a pol\u00edtica lingu\u00edstica na literatura africana<\/em>, do queniano Ngugi Wa Thiong\u2019o,&nbsp; por exemplo, acaba de ser lan\u00e7ado no Brasil. Nele, o autor afirma que \u201cA l\u00edngua enquanto cultura \u00e9 o banco de mem\u00f3ria coletiva da experi\u00eancia de um povo na hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra obra de um importante pensador contempor\u00e2neo \u00e9 <em>A inven\u00e7\u00e3o das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de g\u00eanero<\/em>, da nigeriana Oy\u00e8r\u00f3nk\u00e9 Oyew\u00f9m\u00ed, que visa recuperar conceitos africanos que foram apagados pela experi\u00eancia colonial e substitu\u00eddos por conceitua\u00e7\u00f5es baseadas no pensamento ocidental. A professora Claudia Miranda, da Unirio, autora do posf\u00e1cio do livro de Oyew\u00f9m\u00ed, questiona como foi poss\u00edvel a demora de 24 anos para que ocorresse a tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas de um livro cl\u00e1ssico como esse. \u201cComo n\u00e3o perguntarmos sobre as raz\u00f5es dessa invisibiliza\u00e7\u00e3o no campo da pesquisa em Ci\u00eancias Sociais, em um pa\u00eds da magnitude do Brasil, quando recuperamos a presen\u00e7a afrodescendente?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fica o convite para que possamos buscar fontes de informa\u00e7\u00f5es e publica\u00e7\u00f5es com autoria de escritoras e escritores de diversos pa\u00edses do continente. Para que nossos conhecimentos ultrapassem a \u201c\u00c1frica m\u00edtica\u201d e tenham base s\u00f3lida na \u00c1frica contempor\u00e2nea e hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para saber mais<\/strong><strong><\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Livro | <strong>Descolonizando a mente: a pol\u00edtica lingu\u00edstica na literatura africana<\/strong>, de Ngugi Wa Thiong\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>Livro | <strong>A inven\u00e7\u00e3o das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de g\u00eanero<\/strong>, de Oy\u00e8r\u00f3nk\u00e9 Oyew\u00f9m\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p>Podcast | Epis\u00f3dio <strong>Conselho de classe<\/strong>, do R\u00e1dio Novelo Apresenta, com a participa\u00e7\u00e3o da professora Lav\u00ednia Rocha.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","tags":[15],"edicao":[68],"class_list":["post-4353","capitulos","type-capitulos","status-publish","hentry","tag-opiniao","edicao-edicao-8"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4353","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos"}],"about":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitulos"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4353"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4353\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4356,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4353\/revisions\/4356"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4353"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4353"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=4353"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}