{"id":4165,"date":"2025-03-11T12:08:49","date_gmt":"2025-03-11T15:08:49","guid":{"rendered":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/?post_type=capitulos&#038;p=4165"},"modified":"2025-03-20T14:49:37","modified_gmt":"2025-03-20T17:49:37","slug":"pesquisando-sobre-a-diversidade-dos-povos-indigenas-do-brasil","status":"publish","type":"capitulos","link":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/pesquisando-sobre-a-diversidade-dos-povos-indigenas-do-brasil\/","title":{"rendered":"Pesquisando sobre a diversidade dos povos ind\u00edgenas do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Wellington Soares<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" data-id=\"4208\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20241112_181617504_iOS-2-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4208\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20241112_181617504_iOS-2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20241112_181617504_iOS-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20241112_181617504_iOS-2-768x432.jpg 768w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20241112_181617504_iOS-2-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20241112_181617504_iOS-2-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\">As turmas de 3\u00ba ano pesquisaram diversos povos ind\u00edgenas e, no segundo semestre, se dedicaram a estudar o povo Guarani. Em visita a aldeia Guarani do Jaragu\u00e1, foram recebidos por Davi Popygua.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O estudo \u201cPovos origin\u00e1rios do Brasil e as culturas ind\u00edgenas\u201d, realizado no 3\u00ba ano do Ensino Fundamental, tem como objetivo apresentar \u00e0s crian\u00e7as as culturas de diferentes etnias ind\u00edgenas, aproximando-as dos conhecimentos produzidos e desafios vividos por esses povos. No Vera, esse trabalho tem como objetivo fazer com que as crian\u00e7as questionem vis\u00f5es sobre esses povos que foram trazidas pela coloniza\u00e7\u00e3o e ainda hoje s\u00e3o comuns, como explicamos na <a href=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/historia-e-cultura-indigenas-conhecimentos-para-navegar-o-futuro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">reportagem de capa<\/a> desta edi\u00e7\u00e3o da <em>Zum-Zum<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, essa sequ\u00eancia did\u00e1tica se inspirou no formato de outro projeto implementado na escola: um estudo das comunidades tradicionais brasileiras feito pelas turmas do 5\u00ba ano. Assim, o grupo de educadores decidiu estruturar o projeto de forma que cada turma do 3\u00ba ano pesquisasse sobre uma etnia e, depois, pudesse trocar seus conhecimentos com os colegas. \u201cFoi uma escolha para dar ainda mais profundidade ao estudo e favorecer o protagonismo das crian\u00e7as\u201d, conta Emiliam Cunha, a Dami, orientadora da s\u00e9rie em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto teve in\u00edcio durante a forma\u00e7\u00e3o da equipe de professores, em que os educadores buscaram construir perguntas que guiassem os trabalhos realizados em todas as turmas. \u201cPensamos em duas grandes quest\u00f5es. A primeira foi: como podemos conhecer esse povo por meio da sua produ\u00e7\u00e3o de conhecimento? E a segunda foi: quem s\u00e3o e onde est\u00e3o essas pessoas?\u201d, lembra Dami.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia era, com base nessas quest\u00f5es, abrir espa\u00e7o para que os pr\u00f3prios estudantes tamb\u00e9m colocassem suas novas quest\u00f5es e que o caminho percorrido por cada sala acolhesse a curiosidade e o interesse dos estudantes de cada turma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para dar in\u00edcio ao trabalho, cada professor escolheu uma etnia para a pesquisa de sua turma. Foram elencadas as etnias Sater\u00e9 Maw\u00e9,&nbsp; Ashaninka, Baniwa, Kaingang, Karipuna e Wapichana. Paula Dellaquila, professora de uma das turmas do 3\u00ba ano e professora coordenadora de Ci\u00eancias Humanas no ano, conta que tanto alunos quanto professores tiveram de se dedicar \u00e0 pesquisa. \u201cTemos um grupo de professores que s\u00e3o muito engajados, e buscaram ativamente se envolver nas discuss\u00f5es e no estudo. \u00c9 absolutamente importante para um professor que conduz um projeto que ele esteja conectado com o sentido daquilo que ele ensina. Quanto mais sentido tiver para o educador, mais sentido vai ter para as crian\u00e7as tamb\u00e9m\u201d, ressalta Dami. \u201cA turma com a qual eu trabalhei, o 3\u00ba D, estudou o povo Ashaninka. Eu mesma n\u00e3o os conhecia e tive de pesquisar bastante sobre eles\u201d, conta Paula.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte importante do trabalho foi entender a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do povo que cada turma estava estudando. Para isso, as turmas fizeram leituras de mapas que os localizavam no Brasil e, de forma mais ampla, na Am\u00e9rica do Sul. Essa leitura permitiu que as crian\u00e7as entendessem que as fronteiras pol\u00edticas atuais, entre os diferentes pa\u00edses do continente, foram criadas sem levar em conta os povos ind\u00edgenas. \u201cO povo Ashaninka, por exemplo, vive distribu\u00eddo entre o Peru e o Acre. Em sala, as pr\u00f3prias crian\u00e7as notaram que, para esse povo, n\u00e3o existia essa divis\u00e3o entre o Brasil e o pa\u00eds vizinho, e que ela foi imposta ap\u00f3s a coloniza\u00e7\u00e3o\u201d, lembra Paula.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"660\" data-id=\"4261\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/original-1D6C7312-B2B9-471C-BE75-EB39C84DDEE5-1024x660.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4261\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/original-1D6C7312-B2B9-471C-BE75-EB39C84DDEE5-1024x660.jpeg 1024w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/original-1D6C7312-B2B9-471C-BE75-EB39C84DDEE5-300x194.jpeg 300w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/original-1D6C7312-B2B9-471C-BE75-EB39C84DDEE5-768x495.jpeg 768w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/original-1D6C7312-B2B9-471C-BE75-EB39C84DDEE5.jpeg 1031w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\">Em semin\u00e1rios, cada turma p\u00f4de apresentar a etnia sobre a qual estudou. Assim, as crian\u00e7as tiveram contato com parte da diversidade presente entre os diferentes povos ind\u00edgenas do Brasil.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Um princ\u00edpio importante foi garantir que os estudantes estavam aprendendo com os povos ind\u00edgenas e n\u00e3o apenas sobre eles. Isso implicou o uso de v\u00eddeos em que membros dos povos apresentam seus conhecimentos, sua cultura, sua l\u00edngua, e textos tamb\u00e9m escritos por autores dos povos estudados. Algumas das turmas tamb\u00e9m tiveram a oportunidade de interagir diretamente com membros desses povos, por meio de chamadas de v\u00eddeo.<\/p>\n\n\n\n<p>No final do primeiro semestre de 2024, as turmas se prepararam para apresentar as suas descobertas aos colegas. Assim, as turmas puderam expandir seu conhecimento, tendo contato com outros povos ind\u00edgenas. \u201cOs alunos tiveram uma postura muito bacana de ensinar e trocar conhecimento com seus pares. Cada sala tinha um mural, com imagens, mapas, pequenas cita\u00e7\u00f5es e que foi um apoio para as falas. As crian\u00e7as que ouviam a apresenta\u00e7\u00e3o tinham de fazer anota\u00e7\u00f5es\u201d, conta Paula.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto engajou profundamente as turmas, que falavam sobre os novos aprendizados a todo momento. Essas falas chegaram at\u00e9 a professora Betina, de M\u00fasica, que decidiu se conectar ao projeto conduzindo as crian\u00e7as na cria\u00e7\u00e3o de narrativas sonoras sobre os povos ind\u00edgenas, nas quais as crian\u00e7as compartilhavam os seus aprendizados de forma musicada (ou\u00e7a abaixo a hist\u00f3ria elaborada com base nos Ashaninka).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/3D-ASHANINKAAUDIO-2024-12-06-15-46-05-2.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Os guarani, em sala e na aldeia<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" data-id=\"4212\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20241112_133720294_iOS-1-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4212\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20241112_133720294_iOS-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20241112_133720294_iOS-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20241112_133720294_iOS-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20241112_133720294_iOS-1-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/20241112_133720294_iOS-1-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\">Na Terra Ind\u00edgena Jaragu\u00e1, a turma brincou com as crian\u00e7as e adolescentes que vivem na aldeia.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>No segundo semestre, a proposta foi conhecer melhor os Guarani, povo ind\u00edgena presente dentro do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, e todas turmas se concentraram nessa etnia. Novamente, o foco foi utilizar materiais elaborados por membros da etnia. Para isso, leram obras liter\u00e1rias como a colet\u00e2nea de contos <em>As queixadas e outros contos guaranis<\/em>, organizada por Ol\u00edvio Jukup\u00e9, e assistiram ao filme <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=voNn6cTwaRM\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Para<\/a><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=voNn6cTwaRM\">\u2019\u00ed<\/a>, do Grupo Audiovisual da Terra Ind\u00edgena Jaragu\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estudos em sala de aula serviram para que as crian\u00e7as come\u00e7assem a conhecer esse povo, sua hist\u00f3ria, suas tradi\u00e7\u00f5es e seus conhecimentos. As novas descobertas foram anotadas em um caderno, em que cada crian\u00e7a tamb\u00e9m tomou nota de d\u00favidas e perguntas que ainda gostariam de explorar.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse material foi fundamental para embasar o estudo do meio feito pelas turmas, que foram at\u00e9 a Terra Ind\u00edgena do Jaragu\u00e1 para conhecer pessoalmente essa comunidade ind\u00edgena urbana. A visita tamb\u00e9m tinha como objetivo fazer com que as crian\u00e7as observassem como vivem os ind\u00edgenas hoje, desconstruindo vis\u00f5es que relacionam os modos de vida de povos origin\u00e1rios apenas com o passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Na comunidade, as turmas foram recebidas pelas lideran\u00e7as Davi Popygua e Araju Ara Poty, que conduziram as crian\u00e7as pelo territ\u00f3rio e responderam \u00e0s quest\u00f5es que elas haviam formulado e anotado em seus cadernos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma parte importante do estudo do meio foi a visita \u00e0 Op\u00e3, templo religioso da aldeia. \u201cEles j\u00e1 o conheciam dos estudos que fizemos em sala, ent\u00e3o foram muito respeitosos ao entrar nesse espa\u00e7o\u201d, lembra orgulhosa a professora Paula. \u201cE na visita a gente teve uma intera\u00e7\u00e3o muito bacana com adolescentes e crian\u00e7as da comunidade, em que eles ensinaram dan\u00e7as tradicionais, al\u00e9m de jogos e brincadeiras\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"4213\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/P1J-IDr_0_lnu-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4213\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/P1J-IDr_0_lnu-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/P1J-IDr_0_lnu-300x225.jpg 300w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/P1J-IDr_0_lnu-768x576.jpg 768w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/P1J-IDr_0_lnu-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/P1J-IDr_0_lnu.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\"> Do mirante no Pico do Jaragu\u00e1, as crian\u00e7as viram o grande contraste entre a natureza e a paisagem urbana.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A ida ao Jaragu\u00e1 surpreendeu as crian\u00e7as de diferentes maneiras. Uma delas foi em rela\u00e7\u00e3o ao sil\u00eancio no local. Por ser uma aldeia urbana e localizada pr\u00f3xima a grandes rodovias, os alunos imaginavam que haveria bastante polui\u00e7\u00e3o sonora, o que n\u00e3o aconteceu. Em outro momento, a turma foi levada por Davi, lideran\u00e7a local, at\u00e9 o mirante no alto do Pico do Jaragu\u00e1. De l\u00e1, puderam observar o impacto da urbaniza\u00e7\u00e3o na paisagem. \u201cO contraste entre natureza e cidade foi muito impactante para a turma\u201d, diz Paula.<\/p>\n\n\n\n<p>De volta do estudo do meio, as crian\u00e7as discutiram sobre a experi\u00eancia na aldeia e os aprendizados que fizeram ao longo do ano. O trajeto tamb\u00e9m fez com que as crian\u00e7as levantassem uma importante quest\u00e3o: \u201cEles queriam entender: \u2018por que esses povos precisam lutar tanto por um territ\u00f3rio que sempre foi deles e que eles trabalham t\u00e3o intensamente para preservar?\u2019\u201d, lembra ela.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia despertou reflex\u00f5es profundas sobre territ\u00f3rio, cultura e conhecimento. Como destacaram os pr\u00f3prios alunos, a maior li\u00e7\u00e3o foi entender que os muitos povos ind\u00edgenas continuam a lutar pelo direito de existir e preservar sua hist\u00f3ria \u2013 e que cabe a todos n\u00f3s ouvir, aprender e respeitar essa trajet\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Document\u00e1rio <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Bw8uNuo3_qE\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ashaninka: semeadores de floresta<\/a>, realizado pela TV Cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Filme de fic\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=voNn6cTwaRM\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Para&#8217;\u00ed<\/a>, do Grupo Audiovisual da Terra Ind\u00edgena Jaragu\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Livro <em>As queixadas e outros contos guaranis<\/em>, organizado por Ol\u00edvio Jukup\u00e9, 64 p., Ed. FTD Educa\u00e7\u00e3o, R$ 70.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","tags":[56,17],"edicao":[66],"class_list":["post-4165","capitulos","type-capitulos","status-publish","hentry","tag-3o-ao-5o-ano","tag-praticas-pedagogicas","edicao-edicao-7"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4165","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos"}],"about":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitulos"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4165"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4165\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4262,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4165\/revisions\/4262"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4165"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4165"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=4165"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}