{"id":4115,"date":"2025-03-06T09:09:01","date_gmt":"2025-03-06T12:09:01","guid":{"rendered":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/?post_type=capitulos&#038;p=4115"},"modified":"2025-04-02T14:02:02","modified_gmt":"2025-04-02T17:02:02","slug":"historia-e-cultura-indigenas-conhecimentos-para-navegar-o-futuro","status":"publish","type":"capitulos","link":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/historia-e-cultura-indigenas-conhecimentos-para-navegar-o-futuro\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria e cultura ind\u00edgenas: conhecimentos para navegar o futuro"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Wellington Soares<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/PHOTO-2025-03-10-09-15-23-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4136\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/PHOTO-2025-03-10-09-15-23-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/PHOTO-2025-03-10-09-15-23-300x225.jpg 300w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/PHOTO-2025-03-10-09-15-23-768x576.jpg 768w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/PHOTO-2025-03-10-09-15-23-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/PHOTO-2025-03-10-09-15-23.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Jer\u00e1 Guarani, uma das lideran\u00e7as da Terra Ind\u00edgena Tenond\u00e9 Por\u00e3, estava sentada do lado de fora de uma casa da sua aldeia, na Zona Sul de S\u00e3o Paulo. Tinha acabado de passar o dia na ro\u00e7a, e se acomodou ali para atender a liga\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo em que gravamos sua entrevista para o \u00faltimo epis\u00f3dio do <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/5K3sn3RGSVES8IPx7DUj5m\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">podcast <em>Zum-Zum no Vera<\/em><\/a>. Era a primeira semana de fevereiro de 2025 e, poucos dias antes, uma tempestade de ver\u00e3o havia atingido a cidade, causando alagamentos e<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-paulo\/noticia\/2025\/01\/27\/corpo-de-artista-plastico-que-morreu-apos-enxurrada-invadir-sua-residencia-e-velado-em-sp.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> uma morte<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 impressionante de pensar que a gente que est\u00e1 na beira da Billings, a gente que est\u00e1 no meio de cachoeiras, de nascentes e a gente n\u00e3o tem isso, n\u00e3o vivemos isso at\u00e9 hoje. E a\u00ed, de repente, no centro da civiliza\u00e7\u00e3o, onde s\u00f3 tem pr\u00e9dio, asfalto e tal, a presen\u00e7a do poder p\u00fablico tem <em>juru\u00e1 <\/em>[n\u00e3o ind\u00edgena] morrendo afogado. Isso n\u00e3o faz sentido para a gente\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n<p>A intensidade das chuvas \u00e9 uma das consequ\u00eancias das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que t\u00eam gerado eventos cada vez mais extremos em todas as partes do mundo. A principal causa s\u00e3o as altera\u00e7\u00f5es no ambiente provocadas pelo homem, com a extra\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de recursos naturais e a produ\u00e7\u00e3o de gases que alteram as din\u00e2micas da atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p>O contexto tem causado alarde pelo mundo. Lideran\u00e7as pol\u00edticas se encontram em f\u00f3runs \u2013 como a COP 30, que acontecer\u00e1 em novembro em Bel\u00e9m do Par\u00e1 \u2013 para formular acordos sobre emiss\u00f5es de g\u00e1s, investimento em fontes alternativas de energia, financiamento para a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Os combinados, quase sempre, n\u00e3o s\u00e3o cumpridos e a crise se agrava.<\/p>\n\n\n\n<p>No meio do barulho, os povos ind\u00edgenas brasileiros t\u00eam se posicionado de forma cada vez mais enf\u00e1tica: se os n\u00e3o ind\u00edgenas tivessem ouvido os alertas que eles fazem h\u00e1 s\u00e9culos, talvez n\u00e3o estiv\u00e9ssemos vivendo essa situa\u00e7\u00e3o. Mas talvez ainda n\u00e3o seja tarde demais, contam lideran\u00e7as como Jer\u00e1, Ailton Krenak, Daniel Munduruku, entre outros: se ouvirmos os povos origin\u00e1rios e aprendermos com eles, talvez encontremos formas de adiar o fim do mundo.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Aprender com os ind\u00edgenas<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Jer\u00e1 \u00e9 educadora e lideran\u00e7a ind\u00edgena, e uma das pessoas com as quais alunos e professores da Escola Vera Cruz t\u00eam estabelecido contato para incorporar a cultura, a literatura e a ci\u00eancia ind\u00edgena nas aulas. O trabalho faz parte da proposta de <a href=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/o-que-significa-uma-educacao-para-as-relacoes-etnico-raciais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Educa\u00e7\u00e3o para as Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnico-Raciais da escola<\/a> e, por isso, envolve um trabalho transversal com todos os membros da comunidade escolar.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma parte fundamental \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o dos educadores e funcion\u00e1rios t\u00e9cnico-administrativos. Jer\u00e1, por exemplo, fez a abertura do ano letivo da escola, no final de janeiro. Antes disso, textos escritos por ela e o trabalho de recupera\u00e7\u00e3o de sementes ancestrais feito por ela j\u00e1 haviam sido discutidos entre diferentes grupos de professores da escola.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi a forma\u00e7\u00e3o continuada dos professores que tamb\u00e9m possibilitou projetos como o implementado em 2024 nas turmas do 3\u00ba ano. Com o objetivo de desconstruir estere\u00f3tipos e possibilitar que as crian\u00e7as conhecessem a imensa diversidade de povos ind\u00edgenas que vivem no Brasil, o time de professores fez um estudo aprofundado das diferentes etnias, suas culturas, seus idiomas e a maneira como veem o mundo. O estudo foi mediado por Paula Dellaquila, uma das professoras do 3\u00ba ano e coordenadora de Ci\u00eancias Humanas. \u201cN\u00f3s, enquanto grupo de professores, tamb\u00e9m precisamos nos aprofundar na pesquisa e no estudo sobre as etnias que as crian\u00e7as estudaram. O trabalho envolveu uma visita a uma aldeia, mas antes de levarmos as crian\u00e7as, n\u00f3s mesmos fomos at\u00e9 l\u00e1 como parte do nosso\u00a0 estudo\u201d, conta Paula. (<a href=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/pesquisando-sobre-a-diversidade-dos-povos-indigenas-do-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Leia reportagem sobre esse projeto<\/em><\/a>)<\/p>\n\n\n\n<p>Como consequ\u00eancia do processo de forma\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o, que acontece com todos os professores, em todas as unidades e em todos os segmentos, os saberes, as culturas e as ci\u00eancias ind\u00edgenas aparecem de maneira transversal no curr\u00edculo: da literatura ind\u00edgena apresentada na Educa\u00e7\u00e3o Infantil, passando por discuss\u00f5es sobre a Astronomia Ind\u00edgena nos anos finais do Ensino Fundamental, at\u00e9 reflex\u00f5es sobre os impactos do racismo na Ci\u00eancia feitas com o Ensino M\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio da forma\u00e7\u00e3o, a equipe tem a oportunidade de ampliar suas pr\u00f3prias refer\u00eancias liter\u00e1rias, art\u00edsticas e cient\u00edficas. \u201cNossa perspectiva tem sido de n\u00e3o aprender <em>sobre<\/em> os grupos ind\u00edgenas, mas aprender <em>com<\/em> eles\u201d, refor\u00e7a D\u00e9bora Rana, coordenadora do 3\u00ba ao 5\u00ba ano. Assim, abrem espa\u00e7o para que os pr\u00f3prios ind\u00edgenas apresentem suas culturas e suas vis\u00f5es de mundo, uma perspectiva que \u2013 apesar de obrigat\u00f3ria por lei \u2013 ainda \u00e9 exce\u00e7\u00e3o nas escolas brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma conquista hist\u00f3rica<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Abordar a hist\u00f3ria e cultura dos povos origin\u00e1rios brasileiros \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o legal das escolas brasileiras, fruto de uma conquista hist\u00f3rica dos movimentos sociais liderados pelos diferentes povos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais marcos dessa hist\u00f3ria aconteceu durante a Assembleia Constituinte, em setembro de 1987, quando Ailton Krenak fez um discurso aos parlamentares. Krenak vestia terno e gravata quando entrou na C\u00e2mara dos Deputados, em 4 de setembro. Quando lhe foi dada a palavra, assumiu o p\u00falpito. \u201cEu espero n\u00e3o agredir com a minha manifesta\u00e7\u00e3o o protocolo desta casa\u201d, ele diz, enquanto come\u00e7a a espalhar, sobre o pr\u00f3prio rosto, uma tinta preta. Ele segue, com voz calma e olhos que brilham se enchendo de \u00e1gua. \u201cMas eu acredito que os senhores n\u00e3o poder\u00e3o ficar omissos, os senhores n\u00e3o ter\u00e3o como ficar alheios a mais essa agress\u00e3o movida pelo poder econ\u00f4mico, pela gan\u00e2ncia, pela ignor\u00e2ncia do que significa ser um povo ind\u00edgena\u201d, ele prossegue.<\/p>\n\n\n\n<p>O discurso de Krenak foi decisivo. Naquele momento, discutia-se uma nova Constitui\u00e7\u00e3o Federal, ap\u00f3s a ditadura militar. Os movimentos ind\u00edgenas solicitaram a inclus\u00e3o de um cap\u00edtulo sobre os direitos dos povos origin\u00e1rios, mas sua demanda foi recebida com hostilidade: grandes jornais, pol\u00edticos e empres\u00e1rios viam as demandas ind\u00edgenas como uma amea\u00e7a ao interesse nacional. \u201cPovo ind\u00edgena tem um jeito de pensar, tem um jeito de viver. Tem condi\u00e7\u00f5es fundamentais para sua exist\u00eancia e para a manifesta\u00e7\u00e3o da sua tradi\u00e7\u00e3o, da sua vida e da sua cultura que n\u00e3o coloca em risco e nunca colocaram a exist\u00eancia sequer dos animais que vivem ao redor das \u00e1reas ind\u00edgenas, quanto mais de outros seres humanos\u201d, defendeu Krenak.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a fala de Krenak, como parte da articula\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas para influenciar a Assembleia Constituinte, as discuss\u00f5es tomaram um novo rumo. As demandas dos povos origin\u00e1rios foram ouvidas e absorvidas, em parte, na Constitui\u00e7\u00e3o promulgada em 1988. O novo documento mudava, finalmente, a maneira como o estado brasileiro enxergava os diferentes povos e abria o caminho para reivindica\u00e7\u00f5es que se iniciaram ali, e seguem at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>No campo da Educa\u00e7\u00e3o, dois esfor\u00e7os fundamentais se criaram. Por um lado, a Constitui\u00e7\u00e3o reconheceu o direito ind\u00edgena \u00e0s suas l\u00ednguas, culturas, tradi\u00e7\u00f5es e modos de viver \u2013 assim como a seus territ\u00f3rios. Nas d\u00e9cadas que se seguiram, come\u00e7ou-se a construir e fortalecer a Educa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena, com a cria\u00e7\u00e3o de escolas em que crian\u00e7as e adultos ind\u00edgenas pudessem ter acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o em sua pr\u00f3pria l\u00edngua e, preferencialmente, com professores da sua pr\u00f3pria comunidade. Por outro, iniciou-se a demanda para que as vis\u00f5es estereotipadas e equivocadas sobre os povos ind\u00edgenas fossem desconstru\u00eddas junto a toda a sociedade brasileira, o que passava obrigatoriamente pela educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O caminho se abriu em 2003, quando foi aprovada a Lei 10.639, fruto de uma articula\u00e7\u00e3o de d\u00e9cadas dos Movimentos Negros. A lei e as <a href=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/o-que-significa-uma-educacao-para-as-relacoes-etnico-raciais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Diretrizes Curriculares formadas a partir dela<\/a> reconheceram a import\u00e2ncia de se rever a maneira como os curr\u00edculos e as pr\u00e1ticas escolares foram constru\u00eddos e mudar o foco: da tradi\u00e7\u00e3o euroc\u00eantrica que imperou at\u00e9 ali, para uma tradi\u00e7\u00e3o que cada vez mais acolhesse e valorizasse outras perspectivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2008, outro passo fundamental foi dado: a aprova\u00e7\u00e3o da Lei 11.645, que acrescentava \u00e0 necessidade de abordar a hist\u00f3ria e cultura africana e afro-brasileira a obrigatoriedade do ensino dos mesmos elementos a respeito dos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a aprova\u00e7\u00e3o da lei e a publica\u00e7\u00e3o de Diretrizes para a sua implementa\u00e7\u00e3o, definiu-se melhor como o tema deveria ser abordado pelas escolas. Entre as propostas, est\u00e1 o reconhecimento da diversidade dos povos ind\u00edgenas no Brasil \u2013 s\u00e3o, hoje, cerca de 278 povos diferentes \u2013, com suas culturas, idiomas, tradi\u00e7\u00f5es, literaturas etc. Al\u00e9m disso, as diretrizes destacam a import\u00e2ncia de que estudantes e professores possam aprender diretamente com lideran\u00e7as ind\u00edgenas, como tem acontecido nos diversos projetos que acontecem no Vera.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma\u00e7\u00e3o de professores e a cria\u00e7\u00e3o de projetos que promovem o contato dos estudantes com a riqueza das produ\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e culturais dos povos origin\u00e1rios t\u00eam levado os estudantes e educadores a construir uma vis\u00e3o sobre esses povos muito diferente da de gera\u00e7\u00f5es anteriores. \u201cO desconforto com a narrativa de que os colonizadores chegaram no Brasil e o \u2018descobriram\u2019 j\u00e1 existia h\u00e1 muito tempo entre os educadores, mas foi s\u00f3 por meio do estudo e das provoca\u00e7\u00f5es que conseguimos transformar esse desconforto em uma nova forma de narrar a hist\u00f3ria do pa\u00eds e a participa\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas, que sempre estiveram presentes aqui\u201d, lembra Emilian Cunha, conhecida como Dami, orientadora do 4\u00ba ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Como resultado, uma vis\u00e3o mais justa e verdadeira do que significa ser ind\u00edgena no Brasil hoje. Sai a ideia de um povo preso no passado e a no\u00e7\u00e3o de que sua produ\u00e7\u00e3o cultural cria \u201clendas\u201d ou \u201cfolclore\u201d. E passa a fazer parte do repert\u00f3rio das turmas a vis\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es extremamente diversas, frequentemente em transforma\u00e7\u00e3o e que produzem continuamente saberes, ci\u00eancia, literatura e vis\u00f5es de mundo que, se soubermos escutar, podem mudar drasticamente o futuro do nosso planeta.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Epis\u00f3dio \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/0RLHLkhgNA5bej4tjSsC5t?si=2d31e159dc6a4b18\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Arqueologia do futuro<\/strong><\/a>\u201d, do podcast <em>R\u00e1dio Novelo Apresenta<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Livro <strong>Ideias para adiar o fim do mundo<\/strong>, de Ailton Krenak, 104 p., Ed. Companhia das Letras, R$49,90.<\/p>\n\n\n\n<p>Artigo \u201c<strong>Tornar-se selvagem\u201d<\/strong>, de Jer\u00e1 Guarani, publicado na revista <a href=\"https:\/\/piseagrama.org\/artigos\/tornar-se-selvagem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Piseagrama<\/em><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Parecer CNE\/CEB 14\/2015, que define <a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwif8u-q7vzVAhXJx5AKHevuDDYQFggnMAA&amp;url=http%3A%2F%2Fportal.mec.gov.br%2Fconaes-comissao-nacional-de-avaliacao-da-educacao-superior%2Flegislacao-e-normas%2F30000-uncategorised%2F21103-ceb-2015&amp;usg=AFQjCNETJGMm-_HR6WFJbZK0LqQ3LD-igw\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Diretrizes para a implementa\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e das culturas dos povos ind\u00edgena na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nota T\u00e9cnica sobre a <a href=\"https:\/\/alana.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/NOTATECNICA_lei11645.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Lei 11.645\/08 \u2013 Ensino de Hist\u00f3ria e Cultura Ind\u00edgena<\/strong><\/a>, elaborada por Instituto Socioambiental, Instituto Alana e F\u00f3rum Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Escolar Ind\u00edgena (FNEEI).<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","tags":[16],"edicao":[66],"class_list":["post-4115","capitulos","type-capitulos","status-publish","hentry","tag-reportagem","edicao-edicao-7"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4115","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos"}],"about":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitulos"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4115"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4115\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4303,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4115\/revisions\/4303"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4115"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=4115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}