{"id":4081,"date":"2025-02-27T09:13:21","date_gmt":"2025-02-27T12:13:21","guid":{"rendered":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/?post_type=capitulos&#038;p=4081"},"modified":"2025-03-21T10:28:47","modified_gmt":"2025-03-21T13:28:47","slug":"com-contos-indigenas-e-podcasts-a-turma-aprendeu-sobre-oralidade","status":"publish","type":"capitulos","link":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/com-contos-indigenas-e-podcasts-a-turma-aprendeu-sobre-oralidade\/","title":{"rendered":"Com contos ind\u00edgenas e podcasts, a turma aprendeu sobre oralidade"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Gabriely Ara\u00fajo<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/portalalunosveracruz-my.sharepoint.com\/personal\/ccampello_portalveracruz_net\/_layouts\/15\/onedrive.aspx?ga=1&amp;id=%2Fpersonal%2Fccampello%5Fportalveracruz%5Fnet%2FDocuments%2F2025%2FComunica%C3%A7%C3%A3o%2FFotos%20Zum%2DZum%2F5%20Gravac%CC%A7a%CC%83o%202%2Ejpg&amp;parent=%2Fpersonal%2Fccampello%5Fportalveracruz%5Fnet%2FDocuments%2F2025%2FComunica%C3%A7%C3%A3o%2FFotos%20Zum%2DZum\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"451\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem1-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4089\" style=\"width:100%;\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem1-1.jpg 602w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem1-1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 602px) 100vw, 602px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>A turma do 1\u00ba ano criou um podcast com um conto ind\u00edgena.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cEm tempos antigos, os guarani n\u00e3o sabiam acender fogo. Na verdade, eles apenas sabiam que existia o fogo, mas comiam alimentos crus, pois o fogo estava na m\u00e3o dos urubus [&#8230;]\u201d. Esse \u00e9 um trecho do conto guarani \u201cO roubo do fogo\u201d, de Daniel Munduruku, que foi parte de um podcast feito pelos alunos do 1\u00ba ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O podcast \u00e9 resultado de um extenso processo de aprendizagem e descobertas sobre os povos ind\u00edgenas que aconteceu ao longo de 2024 e foi liderado pelas professoras Silvia Mendon\u00e7a e Thainn\u00e1 Isys, junto \u00e0 orientadora Helena Nobrega. Os alunos pesquisaram sobre alguns povos ind\u00edgenas, suas culturas, seus h\u00e1bitos e refletiram sobre o que significa ser ind\u00edgena atualmente. No segundo semestre, essa investiga\u00e7\u00e3o se aprofundou e resultou na produ\u00e7\u00e3o de uma reescrita de um conto de origem guarani. \u201cEles conheceram personagens encantados, rios, florestas, mist\u00e9rios e aventuras que trouxeram aspectos centrais da cultura desses povos, dando visibilidade \u00e0s suas cren\u00e7as e valores\u201d<em>, <\/em>contam as professoras em relato sobre as atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte do processo investigativo aconteceu pela leitura de obras liter\u00e1rias compostas por autores ind\u00edgenas como Daniel Munduruku e Eliane Potiguara. Al\u00e9m das obras escritas, as professoras tamb\u00e9m apresentaram narrativas em \u00e1udio. Assim, a turma p\u00f4de valorizar a oralidade, importante habilidade e uma das principais formas como povos ind\u00edgenas compartilham seus conhecimentos e saberes entre gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Da oralidade ind\u00edgena, veio a ideia de produzir um podcast, e uma importante inspira\u00e7\u00e3o foi o <em>Pavulagem<\/em>, criado pelo jornalista Maickson Serr\u00e3o. Nascido no Par\u00e1, Maickson se identifica como ribeirinho e ind\u00edgena do povo Tupinamb\u00e1 e, no seu podcast, apresenta hist\u00f3rias e lendas sobre os seres que habitam a floresta amaz\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/portalalunosveracruz-my.sharepoint.com\/:i:\/g\/personal\/ccampello_portalveracruz_net\/EbNMohXy-VdCnXVCxPm7ukwB2IHFoOOg67TYk77-GXIJsg?e=NfyAXT\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"286\" height=\"222\" data-id=\"4090\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4090\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/portalalunosveracruz-my.sharepoint.com\/:i:\/g\/personal\/ccampello_portalveracruz_net\/Ee1nY13yEFxKoZBouS5-hGQBU_D2ooa2MVr8k2rNO88krw?e=iDHGHx\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"298\" height=\"222\" data-id=\"4091\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem3-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4091\"\/><\/a><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\"><em>A turma entrevistou o jornalista Maickson Serr\u00e3o e p\u00f4de tirar d\u00favidas sobre as culturas ind\u00edgenas e sobre como se faz um podcast.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Com o apoio do pai da aluna Antonia, Jos\u00e9 Orenstein, um dos produtores do <em>Pavulagem<\/em>, as crian\u00e7as tiveram um encontro com Maickson Serr\u00e3o, por videochamada. Antes da liga\u00e7\u00e3o, as crian\u00e7as se preparam: investigaram sobre a Vila Boim (onde Maick nasceu), se interessaram por sua biografia, exploraram a fundo o podcast feito por ele e elaboraram perguntas que pudessem tanto ajud\u00e1-las a produzir seu pr\u00f3prio programa como dialogar com as hist\u00f3rias de vida do entrevistado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Conversa com Maickson Serr\u00e3o | Pavulagem\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/1010712032?h=fd9f13e2dc&amp;dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"800\" height=\"450\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Depois desse encontro, elas registraram as informa\u00e7\u00f5es trocando sobre o que ouviram de Serr\u00e3o. \u201cA prepara\u00e7\u00e3o e a conversa com Maick deram novos ind\u00edcios para as crian\u00e7as entenderem um pouco mais como vivem os povos ind\u00edgenas na contemporaneidade. Fiquei orgulhosa deles terem quebrado estere\u00f3tipos e generaliza\u00e7\u00f5es. Por exemplo, que h\u00e1 diversas culturas ind\u00edgenas, e n\u00e3o uma s\u00f3. E que Maick \u00e9 de um desses povos, os Tupinamb\u00e1\u201d, afirma a professora Silvia Mendon\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/portalalunosveracruz-my.sharepoint.com\/:i:\/g\/personal\/ccampello_portalveracruz_net\/EcjLVw2EHL9PuN8TBysDqNMB-dk-u_ZHKfTP2mLDBVigmQ?e=ZAelO7\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"368\" height=\"368\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4092\" style=\"width:100%\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem4.jpg 368w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem4-300x300.jpg 300w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem4-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 368px) 100vw, 368px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>A turma tomou nota dos pontos trazidos por Maickson. Depois, durante uma discuss\u00e3o coletiva, puderam trocar impress\u00f5es e consolidar aprendizagens.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Produ\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Ao longo do processo, as crian\u00e7as refletiram sobre os aspectos envolvidos na produ\u00e7\u00e3o, discutiram quest\u00f5es t\u00e9cnicas, elaboraram hip\u00f3teses e foram atr\u00e1s das respostas com Maick e Jos\u00e9. Em um dos momentos do projeto, as professoras perguntaram: \u201cComo se faz um podcast?\u201d. Na voz das crian\u00e7as, algumas hip\u00f3teses que foram discutidas com os convidados ressoaram, como: \u201cPrimeiro, antes de sair contando, tem que saber a hist\u00f3ria\u201d, disse Antonia. \u201cTem que treinar antes\u201d, sugeriu Cec\u00edlia. Nesse momento, surgiram discuss\u00f5es sobre o g\u00eanero roteiro. \u201cSer\u00e1 que o roteiro ajuda a treinar? O que \u00e9 um roteiro?\u201d, perguntaram as professoras. Laura fez uma compara\u00e7\u00e3o interessante: \u201cRoteiro \u00e9 tipo rotina\u201d, disse ela se referindo \u00e0 lista em que a turma escreve as atividades que ser\u00e3o realizadas ao longo do dia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/portalalunosveracruz-my.sharepoint.com\/:i:\/g\/personal\/ccampello_portalveracruz_net\/EcZzhl6peNpBjPjtOk4jd9QBjzfAr6vBCHK6WSwJc1-I5A?e=mZV320\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"753\" height=\"563\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-3.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4085\" style=\"width:100%\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-3.jpeg 753w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-3-300x224.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 753px) 100vw, 753px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>A turma chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que um roteiro \u00e9 uma forma de organizar o conte\u00fado tratado no podcast e construiu, coletivamente, o roteiro do epis\u00f3dio.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Coletivamente, os estudantes e as professoras tomaram decis\u00f5es como: o nome do programa, a trilha sonora e o pr\u00f3prio roteiro. \u201cFoi muito especial fazer esse trabalho e possibilitar que as crian\u00e7as se colocassem como produtoras de um podcast, buscando tomar decis\u00f5es coletivas. Isso deu muita verdade e sentido para o trabalho das crian\u00e7as\u201d, relembra a professora Silvia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de uma vota\u00e7\u00e3o, o grupo escolheu o conto guarani \u201cO roubo do fogo\u201d, retirado do livro <em>Contos ind\u00edgenas brasileiros<\/em>, de Daniel Munduruku, para ser apresentado nesse formato. A partir do roteiro pronto, cada aluno pensou em como gostaria de participar do epis\u00f3dio, quais seriam suas falas e se preparou para a tarefa. Para ajudar com a produ\u00e7\u00e3o, grava\u00e7\u00e3o, montagem e edi\u00e7\u00e3o do podcast, o grupo contou com a parceria da professora especialista em documenta\u00e7\u00e3o e audiovisual, Camila Campello. A professora Thainn\u00e1 refor\u00e7a a import\u00e2ncia de se abordar culturas e hist\u00f3rias que n\u00e3o estavam presentes no curr\u00edculo: \u201cQuando a gente assume esse papel de tornar vis\u00edvel as hist\u00f3rias que foram invisibilizadas, de romper com o curr\u00edculo eurocentrado e trabalhar em uma perspectiva decolonial, a gente precisa olhar para os povos ind\u00edgenas e para as suas muitas hist\u00f3rias e culturas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"354\" height=\"299\" data-id=\"4093\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem6.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4093\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem6.jpg 354w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem6-300x253.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 354px) 100vw, 354px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"226\" height=\"296\" data-id=\"4094\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem7.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4094\"\/><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\"><em> A grava\u00e7\u00e3o e a edi\u00e7\u00e3o do podcast foram feitas com apoio da professora especialista Camila Campello, com a participa\u00e7\u00e3o de toda a turma.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A estreia do podcast, que misturou a narra\u00e7\u00e3o das professoras e a fala dos estudantes, foi no fliVerinha, festa liter\u00e1ria, na qual os alunos compartilharam com suas fam\u00edlias as suas experi\u00eancias com a leitura. Ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o, os ouvintes comentaram sobre suas percep\u00e7\u00f5es, e, junto com as crian\u00e7as, esses registros viraram um grande memorial sobre essa jornada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Encanto dos contos Guarani\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/5gnSPRxKRe3PpA98Bqu5H7?si=9IcML4CuRAm5Lgj5g0uUng&#038;nd=1&#038;dlsi=b05b3e38a24d40cd&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\t\t<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"4095\" class=\"elementor elementor-4095\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2aedb06 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"2aedb06\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5dbe290 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"5dbe290\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-34aea37 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"34aea37\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7c73909 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"7c73909\" 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data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Professora<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d7c2afc e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"d7c2afc\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-10f93b4 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"10f93b4\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><em>\u201cQuando a gente assume esse papel de tornar vis\u00edvel as hist\u00f3rias que foram invisibilizadas, de romper com o curr\u00edculo eurocentrado e trabalhar em uma perspectiva decolonial, a gente precisa olhar para os povos ind\u00edgenas e para as suas muitas hist\u00f3rias e culturas.<\/em><\/p><p><em>Nesse processo, eu olho para minha pr\u00f3pria hist\u00f3ria que tamb\u00e9m foi invisibilizada. Apresentar outras vis\u00f5es de mundo e outras narrativas tamb\u00e9m diz respeito ao meu caminho de forma\u00e7\u00e3o e \u00e0 minha identidade. Hoje me reconhe\u00e7o como uma mulher n\u00e3o branca de origem afro-ind\u00edgena, mas continuo buscando conhecer mais sobre minha ancestralidade. O apagamento hist\u00f3rico da popula\u00e7\u00e3o afro-brasileira e ind\u00edgena nos coloca num lugar indefinido e pesquisar sobre as origens que nos comp\u00f5e faz parte do meu fazer na educa\u00e7\u00e3o e do meu posicionamento pol\u00edtico. <\/em><\/p><p><em>Ao conduzir essa pesquisa com as crian\u00e7as em parceria com a Silvia, me senti vista e contemplada na minha subjetividade por ser atravessada pelas culturas ind\u00edgenas. Entendo que \u00e9 no mi\u00fado da sala de aula que a gente valida a nossa inten\u00e7\u00e3o de contemplar um curr\u00edculo para as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais. Nesse caminho eu sinto que dei voz \u00e0s mulheres que vieram antes de mim e tamb\u00e9m pude compor com outras vozes contempor\u00e2neas, como quando ouvi Maickson Serr\u00e3o.<\/em><\/p><p><em>Existe uma febre ancestral, como diria Daniel Munduruku, que, quando trabalho com as narrativas ind\u00edgenas, reascende e me faz sentir viva. Isso sustenta minha pr\u00e1tica e o desejo de que as crian\u00e7as se fortale\u00e7am, que todas reconhe\u00e7am o valor da pluralidade, outros jeitos de ser e estar no mundo.\u201d<\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Podcast <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/0IixtNTZ2OvtW0ldsu6OnC?si=41ba07fa7d4942bf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pavulagem<\/a>, de Maickson Serr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Livro <em>Contos ind\u00edgenas brasileiros<\/em>, de Daniel Munduruku, 64p., Grupo Editorial Global, R$ 69,00.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","tags":[55,17],"edicao":[66],"class_list":["post-4081","capitulos","type-capitulos","status-publish","hentry","tag-g5-ao-2o-ano","tag-praticas-pedagogicas","edicao-edicao-7"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4081","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos"}],"about":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitulos"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4081"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4081\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4269,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4081\/revisions\/4269"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4081"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4081"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=4081"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}