{"id":4071,"date":"2025-02-21T16:30:38","date_gmt":"2025-02-21T19:30:38","guid":{"rendered":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/?post_type=capitulos&#038;p=4071"},"modified":"2025-02-21T16:33:11","modified_gmt":"2025-02-21T19:33:11","slug":"reconhecer-a-multiplicidade-de-infancias-e-parte-da-acao-antirracista","status":"publish","type":"capitulos","link":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/reconhecer-a-multiplicidade-de-infancias-e-parte-da-acao-antirracista\/","title":{"rendered":"Reconhecer a multiplicidade de inf\u00e2ncias \u00e9 parte da a\u00e7\u00e3o antirracista"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"3070\" class=\"elementor elementor-3070\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-33d3bcb e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"33d3bcb\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2ef6067 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"2ef6067\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8c1f7b2 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"8c1f7b2\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"991\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/silvane-827x1024.jpeg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-4895\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/silvane-827x1024.jpeg 827w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/silvane-242x300.jpeg 242w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/silvane-768x951.jpeg 768w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/silvane-1240x1536.jpeg 1240w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/silvane.jpeg 1292w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4a2107d e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"4a2107d\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d85f643 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"d85f643\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Silvane Silva<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8c6b6de elementor-hidden-desktop elementor-hidden-tablet elementor-hidden-mobile e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"8c6b6de\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-210edbb elementor-hidden-desktop elementor-hidden-tablet elementor-hidden-mobile elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"210edbb\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Assessora, pesquisadora e professora sobre rela\u00e7\u00f5es raciais na escola. Doutora em Hist\u00f3ria Social, \u00e9 professora do <a href=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/vc_docente\/silvane-aparecida-da-silva\/\">Instituto Vera Cruz.<\/a><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\n\n\n\n<p>Jera Guarani, lideran\u00e7a da terra ind\u00edgena Kalipety, na cidade de S\u00e3o Paulo, relembrou, durante palestra no Vera em fevereiro, o quanto os sistemas de ensino e profissionais de educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o ind\u00edgenas s\u00e3o resistentes em oferecer nas institui\u00e7\u00f5es escolares uma educa\u00e7\u00e3o que respeite os modos de vida dessas comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela citou como exemplo o momento de cria\u00e7\u00e3o das primeiras escolas de Educa\u00e7\u00e3o Infantil. Na \u00e9poca, as m\u00e3es disseram que, na cultura Guarani, mesmo as crian\u00e7as muito pequenas n\u00e3o dormiam durante o dia. Ainda assim, as educadoras n\u00e3o ind\u00edgenas colocaram ber\u00e7os na escola e obrigavam as crian\u00e7as a dormirem depois do hor\u00e1rio do almo\u00e7o. Mesmo ap\u00f3s a insist\u00eancia das m\u00e3es em dizer que n\u00e3o era esse seu costume e que as crian\u00e7as Guarani s\u00f3 dormem quando escurece, a escola persistia na ideia de que toda crian\u00e7a pequena precisa dormir durante o dia. Um exemplo n\u00edtido de desrespeito \u00e0 cultura do territ\u00f3rio e de nega\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de diferentes inf\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estudos sociais sobre inf\u00e2ncia ou a sociologia da inf\u00e2ncia romperam com a vis\u00e3o adultoc\u00eantrica da sociedade e possibilitaram que pesquisadoras(es) e estudiosas(os) pudessem visibilizar e analisar as crian\u00e7as como atores e atrizes sociais que precisam ser vistas e entendidas em diferentes contextos sociais. As institui\u00e7\u00f5es educativas e escolares passaram a ser observadas a partir dos estudos das crian\u00e7as e suas diferentes inf\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p>Nilma Lino Gomes e Marlene Ara\u00fajo organizaram uma colet\u00e2nea de artigos intitulada <em>Inf\u00e2ncias negras: viv\u00eancias e lutas por uma vida justa<\/em>, reunindo pesquisas que demonstram a urg\u00eancia de \u201cconstruirmos pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e metodologias que possibilitem \u00e0s crian\u00e7as falarem de si, sobre a sua rela\u00e7\u00e3o com o outro e sejam protagonistas das suas pr\u00f3prias vidas\u201d. As autoras nos convidam a lembrar dos curr\u00edculos escolares como espa\u00e7o de disputa de poder e reconhecer o espa\u00e7o escolar como um importante lugar de promo\u00e7\u00e3o da emancipa\u00e7\u00e3o das inf\u00e2ncias subalternizadas. Crian\u00e7as pobres, negras, ind\u00edgenas, quilombolas, ribeirinhas necessitam que ocorra o reconhecimento das especificidades de suas inf\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o racismo \u00e9 aprendido e constru\u00eddo em sociedade, o antirracismo tamb\u00e9m. A professora Nilma afirma que uma das principais premissas que precisamos adotar \u00e9 a compreens\u00e3o de n\u00e3o neutralidade da inf\u00e2ncia. Ela n\u00e3o est\u00e1 blindada dos preconceitos e discrimina\u00e7\u00f5es. Por isso, n\u00e3o cabe \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o Infantil e \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o das inf\u00e2ncias de forma geral e aos seus curr\u00edculos negar a exist\u00eancia do racismo, mas \u00e9 necess\u00e1rio que estas \u201csejam inst\u00e2ncias nas quais as pr\u00e1ticas de reconhecimento, justi\u00e7a, direito e emancipa\u00e7\u00e3o se fa\u00e7am presentes entre os sujeitos nas escolhas did\u00e1ticas, no cuidado com o corpo de beb\u00eas e das crian\u00e7as pequenas, negras e brancas\u201d, no curr\u00edculo escolar, no trato com familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, cabe aos cursos de forma\u00e7\u00e3o de professores (inicial e continuada) abordar as diferentes inf\u00e2ncias de modo a tornar conhecida a nossa multiculturalidade e multirracialidade. Reafirmando a pluralidade e a diversidade de pertencimentos e a n\u00e3o hierarquiza\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Como nos ensina a professora Marlene Ara\u00fajo, desde cedo podemos aprender e conhecer diferentes realidades e compreender que a experi\u00eancia social do mundo \u00e9 muito maior do que nossa experi\u00eancia local. N\u00e3o podemos privar nossas crian\u00e7as de conhecer os diversos povos e culturas que comp\u00f5em a humanidade. Esse \u00e9 nosso compromisso com a decolonialidade, que promove a emancipa\u00e7\u00e3o, combate injusti\u00e7as e desigualdades.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Livro<\/strong> <em>Inf\u00e2ncias negras: viv\u00eancias e lutas por uma vida justa<\/em>, organizado por Nilma Lino Gomes e Marlede de Ara\u00fajo, 208 p., Ed. Vozes, R$ 58,59.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","tags":[15],"edicao":[66],"class_list":["post-4071","capitulos","type-capitulos","status-publish","hentry","tag-opiniao","edicao-edicao-7"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4071","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos"}],"about":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitulos"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4071"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4071\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4358,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/4071\/revisions\/4358"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4071"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4071"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=4071"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}