{"id":3132,"date":"2023-09-06T15:27:10","date_gmt":"2023-09-06T18:27:10","guid":{"rendered":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/?post_type=capitulos&#038;p=3132"},"modified":"2023-09-18T10:03:38","modified_gmt":"2023-09-18T13:03:38","slug":"numeros-no-egito-antigo-possibilidades-para-uma-educacao-matematica-antirracista","status":"publish","type":"capitulos","link":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/numeros-no-egito-antigo-possibilidades-para-uma-educacao-matematica-antirracista\/","title":{"rendered":"N\u00fameros no Egito Antigo: possibilidades para uma Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica Antirracista"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Coletivo LabMat\u00b9<\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-left is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-left\"><em>N\u00e3o saber \u00e9 ruim; n\u00e3o querer saber \u00e9 pior.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Duas d\u00e9cadas depois da promulga\u00e7\u00e3o da Lei 10.639\/03, que tornou obrigat\u00f3rio o ensino de Hist\u00f3ria e Cultura Afro-brasileira e Africana nos estabelecimentos de ensino p\u00fablicos e privados, observamos as escolas brasileiras se movimentando em busca de pr\u00e1ticas educativas mais representativas e de rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais menos racistas. Experi\u00eancias nas \u00e1reas das ci\u00eancias humanas abriram os caminhos, sendo as mais expressivas, principalmente em torno da literatura, das artes e da hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 nas disciplinas das chamadas ci\u00eancias exatas, tais iniciativas s\u00e3o menos comuns. Como o pr\u00f3prio adjetivo \u201cexatas\u201d pode levar a acreditar, ci\u00eancias como matem\u00e1tica, f\u00edsica e qu\u00edmica podem ser consideradas pelo senso comum como \u201cneutras\u201d, \u201cabsolutas\u201d e, portanto, teriam um impacto menor em uma proposta educacional antirracista, com pouco a contribuir. Ser\u00e1?<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo Freire nos ensinou que a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 neutra, assim como a ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 neutra. Portanto, a matem\u00e1tica que praticamos nas salas de aula tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 neutra. Como, ent\u00e3o, ensinar matem\u00e1tica de uma forma que, al\u00e9m de n\u00e3o contribuir para a perman\u00eancia do racismo, ainda seja uma ferramenta antirracista? Como alcan\u00e7ar esse objetivo, conclamado por Angela Davis \u2013 \u201cn\u00e3o basta n\u00e3o ser racista. \u00c9 necess\u00e1rio ser antirracista\u201d \u2013 nas aulas de matem\u00e1tica dos anos iniciais do Ensino Fundamental, envolvendo professores e estudantes negros e brancos? Felizmente, h\u00e1 professores e pesquisadores nas escolas p\u00fablicas e privadas e nas universidades debru\u00e7ados sobre esse tema. O objetivo desse artigo, portanto, \u00e9 somar reflex\u00f5es \u00e0s pr\u00e1ticas que j\u00e1 vem sendo realizadas em diferentes contextos educacionais do pa\u00eds. Para isso, vamos concentrar nossa an\u00e1lise na matem\u00e1tica praticada no Egito Antigo, explorando o sistema de numera\u00e7\u00e3o desenvolvido nessa regi\u00e3o do continente africano.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><\/div>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muitos caminhos para realizar um trabalho de educa\u00e7\u00e3o antirracista nas aulas de matem\u00e1tica nos anos inciais do Ensino Fundamental. Um ponto de partida poss\u00edvel \u00e9 conceber a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento como uma atividade humana praticada por todos os indiv\u00edduos em todos os tempos e espa\u00e7os ao longo da hist\u00f3ria. Refor\u00e7ar constantemente que todas as pessoas s\u00e3o capazes de produzir conhecimentos e que as ci\u00eancias que trabalhamos nas escolas nos dias de hoje s\u00e3o fruto de elabora\u00e7\u00f5es de diferentes povos em diversos contextos, colabora para a desconstru\u00e7\u00e3o de uma hist\u00f3ria \u00fanica do conhecimento, que centrou toda produ\u00e7\u00e3o de saberes, principalmente nos pa\u00edses europeus, tendo como autores homens brancos. Dito de outra maneira, trata-se de assumir um compromisso para superar o epistemic\u00eddio, conceito apresentado por Boaventura de Sousa Santos e ampliado por Sueli Carneiro:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cPara al\u00e9m da anula\u00e7\u00e3o e desqualifica\u00e7\u00e3o do conhecimento dos povos subjugados, o epistemic\u00eddio implica um processo persistente de produ\u00e7\u00e3o da indig\u00eancia cultural: pela nega\u00e7\u00e3o ao acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, sobretudo a de qualidade; pela produ\u00e7\u00e3o da inferioriza\u00e7\u00e3o intelectual; pelos diferentes mecanismos de deslegitima\u00e7\u00e3o do negro como portador e produtor de conhecimento e pelo rebaixamento da sua capacidade cognitiva; pela car\u00eancia material e\/ou pelo comprometimento da sua autoestima pelos processos de discrimina\u00e7\u00e3o correntes no processo educativo. Isto porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel desqualificar as formas de conhecimento dos povos dominados sem desqualific\u00e1-los tamb\u00e9m, individual e coletivamente, como sujeitos cognoscentes.\u201d (CARNEIRO, 2023, p. 96)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a etnomatem\u00e1tica tem sido um campo de pesquisa e de pr\u00e1tica pedag\u00f3gica que muito contribui para a valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade cultural na produ\u00e7\u00e3o de saberes matem\u00e1ticos. De acordo com Ubiratan D\u00b4Ambrosio, precursor da etnomatem\u00e1tica no Brasil, o objetivo desse campo de pesquisa \u201c\u00e9 procurar entender o saber\/fazer matem\u00e1tico ao longo da hist\u00f3ria da humanidade, contextualizado em diferentes grupos de interesse, comunidades, povos e na\u00e7\u00f5es.\u201d (D\u2019AMBROSIO, 2022, p. 17).<\/p>\n\n\n\n<p>Situando, portanto, as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas matem\u00e1ticas e antirracistas no programa da etnomatem\u00e1tica, encontramos relatos de experi\u00eancias com jogos, geometria, aritm\u00e9tica entre outros conte\u00fados matem\u00e1ticos. A seguir, vamos apresentar uma possibilidade de trabalho com alunos do ensino fundamental I, abordando o sistema de numera\u00e7\u00e3o eg\u00edpcio.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>N\u00fameros no Egito Antigo<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Para nos referirmos \u00e0s datas, utilizaremos a nota\u00e7\u00e3o A.E.C. (antes da era comum), conforme explica Yna\u00ea Lopes dos Santos: \u201cQuando falamos de culturas com diferentes religi\u00f5es, o mais certo \u00e9 usar a era comum em vez de era crist\u00e3. Embora o ano zero das duas seja o mesmo, a era comum n\u00e3o se refere a uma religi\u00e3o espec\u00edfica. A nota\u00e7\u00e3o \u00e9 A.E.C. (antes da era comum).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O Egito foi um dos primeiros reinos a se formar no continente africano, por volta de 4.500 A.E.C &#8211; portanto, h\u00e1 mais de 6.500 anos -, em torno das terras f\u00e9rteis, \u00e0s margens do Rio Nilo, no norte da \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de numera\u00e7\u00e3o desenvolvido pelos eg\u00edpcios possui semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao sistema de numera\u00e7\u00e3o indo-ar\u00e1bico que utilizamos. Trata-se de um sistema de base dez, aditivo e n\u00e3o posicional. S\u00edmbolos espec\u00edficos, imagens de um objeto ou de um ser, representavam a unidade e cada uma das seis pot\u00eancias de dez seguintes: dezenas, centenas, unidades de milhar, dezenas de milhar, centenas de milhar e unidade de milh\u00e3o. Esses s\u00edmbolos eram repetidos at\u00e9 9 vezes, de acordo com a quantidade que se desejava representar. A imagem abaixo, por exemplo, representa a escrita eg\u00edpcia para o n\u00famero 33.238:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/reportagem-labmat.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/reportagem-labmat.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3138\" style=\"width:388px;height:183px\" width=\"388\" height=\"183\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/reportagem-labmat.png 360w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/reportagem-labmat-300x142.png 300w\" sizes=\"(max-width: 388px) 100vw, 388px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Os s\u00edmbolos para cada um dos m\u00faltiplos de 10 s\u00e3o fixos, e repetidos no n\u00famero de vezes necess\u00e1rios para representar a quantidade. Assim, o 8 \u00e9 representado por algo que lembra 8 &#8220;pauzinhos&#8221;, o 30 por 3 &#8220;Us invertidos&#8221;, o 200 por 2 &#8220;minhocas&#8221;, o 3.000 por 3 &#8220;flores&#8221; e o 30.000 por 3 &#8220;canudos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para contextualizar esse trabalho em sala de aula, a socializa\u00e7\u00e3o do que as crian\u00e7as conhecem do Egito, bem como a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica atual do pa\u00eds em mapas e pesquisas para aprofundar o que o grupo sabe sobre essa civiliza\u00e7\u00e3o africana s\u00e3o explora\u00e7\u00f5es iniciais imprescind\u00edveis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Propor \u00e0s crian\u00e7as uma investiga\u00e7\u00e3o com o objetivo de desvendar o funcionamento do sistema de numera\u00e7\u00e3o eg\u00edpicio pode ser uma boa situa\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o para continuar essa sequ\u00eancia did\u00e1tica. Em seguida, os alunos e as alunas podem compartilhar suas hip\u00f3teses sobre o que significa cada s\u00edmbolo e como devem ser registrados para representar quantidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a media\u00e7\u00e3o do professor, o grupo passa para uma etapa de valida\u00e7\u00e3o dessas informa\u00e7\u00f5es, testando a escrita de outros n\u00fameros utilizando s\u00edmbolos eg\u00edpcios. Para finalizar, comparam os sistemas de numera\u00e7\u00e3o eg\u00edpcio e indo-ar\u00e1bico, registrando semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as e formulando as regras de funcionamento de ambos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma sequ\u00eancia did\u00e1tica como a que foi brevemente apresentada pode contribuir para&nbsp; a consolida\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o do conhecimento que as crian\u00e7as t\u00eam sobre o sistema de numera\u00e7\u00e3o decimal indo-ar\u00e1bico, al\u00e9m de aprofundar a no\u00e7\u00e3o de que a matem\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 \u00fanica, que foi constru\u00edda por diferentes povos &#8211; n\u00e3o s\u00f3 europeus &#8211; em diferentes tempos e espa\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CARNEIRO, Sueli. <em>Dispositivo de racialidade: A constru\u00e7\u00e3o do outro como n\u00e3o ser como fundamento do ser<\/em>. S\u00e3o Paulo: Zahar, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>D\u2019AMBROSIO, Ubiratan. <em>Etnomatem\u00e1tica &#8211; elo entre as tradi\u00e7\u00f5es e a modernidade. <\/em>Belo Horizonte: Aut\u00eantica Editora, 2022 (6\u00aa edi\u00e7\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<p>FREIRE, Paulo. <em>Pedagogia da Autonomia: saberes necess\u00e1rios \u00e0 pr\u00e1tica educativa<\/em>. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>LOPES, Nei; SIMAS, Luiz Antonio. <em>Filosofias Africanas: uma introdu\u00e7\u00e3o. <\/em>Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2022.SANTOS, Yna\u00ea Lopes dos. <em>Hist\u00f3ria da \u00c1frica e do Brasil Afrodescendente. <\/em>Rio de Janeiro: Pallas, 2017.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li style=\"font-size:16px\">&nbsp;O Coletivo LabMat \u00e9 o Laborat\u00f3rio de Did\u00e1tica da Matem\u00e1tica, constitu\u00eddo por professoras e pesquisadoras nesta \u00e1rea: Priscila Monteiro e Ana Fl\u00e1via Castanho (coordena\u00e7\u00e3o), Carolina Petreche, Cibele Nair Rosa Erdmann e Paula Takada.<\/li>\n\n\n\n<li style=\"font-size:16px\">Prov\u00e9rbio da \u00c1frica Ocidental registrado por Nei Lopes e Luiz Antonio Simas no livro \u201cFilosofias africanas: uma introdu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/li>\n\n\n\n<li style=\"font-size:16px\">&nbsp;Na edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 3 da revista Zum-Zum, Silvane Silva apresenta um <a href=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/muito-mais-que-20-anos-lei-10-639-traz-luta-secular-contra-a-discriminacao-racial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">hist\u00f3rico das lutas e conquistas do Movimento Negro<\/a> que antecederam a promulga\u00e7\u00e3o da Lei 10.639\/03.<\/li>\n\n\n\n<li style=\"font-size:16px\">&nbsp;Uma<a href=\"http:\/\/educacao3.salvador.ba.gov.br\/pdf_nossa_rede_2020\/professor\/miolo\/4ano_MAT_prof_miolo_alta.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> proposta semelhante \u00e0 que resumimos neste artigo<\/a> pode ser encontrada com orienta\u00e7\u00f5es e encaminhamentos mais detalhados no material did\u00e1tico da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o da prefeitura de Salvador.<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","tags":[16],"edicao":[46],"class_list":["post-3132","capitulos","type-capitulos","status-publish","hentry","tag-reportagem","edicao-edicao-4"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/3132","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos"}],"about":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitulos"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3132"}],"version-history":[{"count":27,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/3132\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3406,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/3132\/revisions\/3406"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3132"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3132"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=3132"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}