{"id":2623,"date":"2023-02-17T15:52:31","date_gmt":"2023-02-17T18:52:31","guid":{"rendered":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/?post_type=capitulos&#038;p=2623"},"modified":"2023-09-18T09:49:43","modified_gmt":"2023-09-18T12:49:43","slug":"luiz-rufino-o-curriculo-esta-atravessado-pelo-colonialismo-mas-e-possivel-reinventa-lo","status":"publish","type":"capitulos","link":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/luiz-rufino-o-curriculo-esta-atravessado-pelo-colonialismo-mas-e-possivel-reinventa-lo\/","title":{"rendered":"\u201cO curr\u00edculo est\u00e1 atravessado pelo colonialismo, mas \u00e9 poss\u00edvel reinvent\u00e1-lo\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Rodrigo Ratier<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"886\" height=\"590\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/entrevista.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2828\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/entrevista.jpg 886w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/entrevista-300x200.jpg 300w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/entrevista-768x511.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 886px) 100vw, 886px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Luiz Rufino, pedagogo e professor da UERJ. Cr\u00e9dito: F\u00e1bio Caff\u00e9<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\t\t<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"3061\" class=\"elementor elementor-3061\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-527c6e7 elementor-section-content-middle elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"527c6e7\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2187423\" data-id=\"2187423\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-55b0fa4 elementor-position-left elementor-vertical-align-middle elementor-widget elementor-widget-image-box\" data-id=\"55b0fa4\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image-box.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-image-box-wrapper\"><figure class=\"elementor-image-box-img\"><img decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"512\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/microfone4.png\" class=\"attachment-full size-full wp-image-314\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/microfone4.png 512w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/microfone4-300x300.png 300w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/microfone4-150x150.png 150w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><div class=\"elementor-image-box-content\"><h3 class=\"elementor-image-box-title\">A \u00edntegra da conversa est\u00e1 dispon\u00edvel como podcast. <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/5q9P1builASnLz25sHPM5u?si=c09f5fea387f4e0a\" target=\"_blank\">Acesse!<\/a><\/h3><\/div><\/div>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\n\n\n\n<p>Curr\u00edculo \u00e9 poder. Quando determinamos uma lista de conte\u00fados e de metodologias de ensino, estamos realizando uma escolha. E escolher significa optar por determinadas coisas \u2013 e deixar outras de fora. Por v\u00e1rios s\u00e9culos, o curr\u00edculo escolar tem colocado o modo de conhecimento cl\u00e1ssico europeu, nascido do iluminismo, como o padr\u00e3o ouro do ensino. H\u00e1 muita relev\u00e2ncia no conhecimento acumulado nessa parte do mundo. O problema \u00e9 encar\u00e1-lo como o \u00fanico saber leg\u00edtimo. Quando fazemos isso \u2013 e temos feito muito at\u00e9 aqui \u2013, desconsideramos a enorme diversidade, criatividade e intelig\u00eancia que pulsa em tantas outras coletividades humanas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso descolonizar o curr\u00edculo. Quando diz isso, o professor Luiz Rufino aponta para a necessidade de valorizar os saberes do Sul Global \u2013 em que nosso pa\u00eds, o Brasil, est\u00e1 inserido. Tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para um componente fundamental: o racismo, que \u00e9 a base do colonialismo, continua vivo no curr\u00edculo escolar \u2013 e precisa ser enfrentado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Luiz Rufino \u00e9 pedagogo, doutor em Educa\u00e7\u00e3o e professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Baixada Fluminense, uma unidade da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). T\u00e3o importantes ou mais importantes que suas credenciais acad\u00eamicas s\u00e3o seus passeios pela vida: ele \u00e9 aprendiz de capoeira e curimba, as pr\u00e1ticas musicais dentro dos rituais umbandistas, e busca nas rodas e nas ruas inspira\u00e7\u00e3o para seu conhecimento. Luiz se dedica a pesquisa sobre temas como culturas brasileiras, educa\u00e7\u00e3o, religiosidades e colonialismo. Tem dezenas de artigos e livros publicados. O mais recente \u00e9 Vence-demanda: educa\u00e7\u00e3o e descoloniza\u00e7\u00e3o. O mais conhecido \u00e9 Pedagogia das Encruzilhadas, de 2019. Nosso papo gira em torno desse livro, mas tamb\u00e9m incorpora outras aventuras do Rufino.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>ZUM ZUM Voc\u00ea afirma que o colonialismo se assenta sobretudo no racismo. Voc\u00ea pode detalhar essa rela\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p><strong>Luiz Rufino<\/strong> Tenho partido do entendimento compartilhado com muitas autoras e autores de que ra\u00e7a e racismo s\u00e3o estruturantes da modernidade. Ent\u00e3o, o colonialismo nada mais \u00e9 do que um empreendimento pol\u00edtico, uma interven\u00e7\u00e3o militar, uma proposta de a\u00e7\u00e3o de um determinado setor, de um determinado contexto, de uma determinada metr\u00f3pole \u2013 que de certa forma busca subordinar um outro. Nesse sentido, ra\u00e7a e racismo aparecem como elementos estruturantes da modernidade \u2013 n\u00e3o s\u00f3 da modernidade como de todo o processo colonial \u2013 ou disso que tem se chamado a partir da interlocu\u00e7\u00e3o com autoras e autores latino-americanos de \u201ccolonialidade\u201d. O projeto-mundo moderno \u00e9 um projeto que tem a racializa\u00e7\u00e3o como elemento pol\u00edtico de produ\u00e7\u00e3o de desigualdade e de subalterniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong><strong>De que forma o curr\u00edculo escolar reproduz a l\u00f3gica colonial?<\/strong><\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Todas as nossas cria\u00e7\u00f5es est\u00e3o atravessadas pelo acontecimento colonial. Os chamados &#8220;descobrimentos&#8221;, as chamadas &#8220;conquistas&#8221;, na verdade, s\u00e3o grandes epis\u00f3dios de tens\u00e3o, de viol\u00eancia e de produ\u00e7\u00e3o de trauma constante at\u00e9 os dias de hoje. Na escola como a gente a conhece, n\u00e3o seria diferente: o curr\u00edculo reflete muito dessa l\u00f3gica de colonizador e de colonizado, e de naturaliza\u00e7\u00e3o dessas viol\u00eancias. A l\u00f3gica colonial tamb\u00e9m \u00e9 uma l\u00f3gica escolarizante. Mas o curr\u00edculo \u00e9 uma agenda em disputa, ele n\u00e3o est\u00e1 fechado. Ele \u00e9 poss\u00edvel de ser transgredido e reinventado.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que seria um curr\u00edculo descolonial? Por que voc\u00ea fala em \u201cdescolonialismo\u201d e n\u00e3o em \u201cdecolonialismo\u201d?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Tenho preferido usar a categoria descoloniza\u00e7\u00e3o, mas entendo que descoloniza\u00e7\u00e3o, decolonialidade ou contra-colonialismo s\u00e3o todas no\u00e7\u00f5es que est\u00e3o vinculadas a determinadas agendas cr\u00edticas que marcam um profundo e radical enfrentamento \u00e0 l\u00f3gica da domina\u00e7\u00e3o colonial. Tenho preferido descoloniza\u00e7\u00e3o por afinidade de di\u00e1logo com determinados autores e por entender que a coloniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um evento encerrado, mas que se constituiu em um plano profundo, complexo, extremamente sofisticado e atualizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Penso que um curr\u00edculo vinculado a um projeto descolonizador \u00e9 um curr\u00edculo que primeiramente reconhe\u00e7a a viol\u00eancia como um paradigma estrutural-estruturante do mundo em que a gente est\u00e1 vivendo, e que a viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 distribu\u00edda de maneira regular. Pelo contr\u00e1rio: a viol\u00eancia \u00e9 um regime pol\u00edtico de produ\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gio para uns em detrimento da destrui\u00e7\u00e3o, do desvio e da humilha\u00e7\u00e3o de tantos outros. Para pensar um curr\u00edculo descolonial, a meu ver a gente precisa voltar realmente a entender que ra\u00e7a e racismo s\u00e3o elementos que forjam uma contratualidade do mundo moderno, que g\u00eanero e sexismo tamb\u00e9m s\u00e3o elementos estruturantes e contratuais desse mundo. Tamb\u00e9m \u00e9 fundamental que a gente questione a l\u00f3gica antropoc\u00eantrica, que contrariemos a dicotomia entre humano e natureza. Os que aqui estavam [povos origin\u00e1rios] compreendem a exist\u00eancia de uma forma muito mais ampla e muito mais ecol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong><strong>Na defini\u00e7\u00e3o do dicion\u00e1rio, pedagogia diz respeito ao estudo das pr\u00e1ticas, m\u00e9todos e princ\u00edpios da educa\u00e7\u00e3o. De que forma as encruzilhadas educam?<\/strong><\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>A encruzilhada nos coloca diante da necessidade de pensar a rela\u00e7\u00e3o, de pensar o contato, de pensar o tr\u00e2nsito, de pensar um mundo que n\u00e3o est\u00e1 acabado. A encruzilhada \u00e9 um signo pol\u00edtico das tradi\u00e7\u00f5es negro-africanas que fala de um mundo que se op\u00f5e \u00e0 l\u00f3gica cartesiana, \u00e0 l\u00f3gica totalitarista e at\u00e9 mesmo a uma l\u00f3gica monoracional, que acredita que s\u00f3 h\u00e1 uma \u00fanica possibilidade de se estar no mundo e de pensar sobre ele. A encruzilhada \u00e9 a oferta de caminhos de experi\u00eancias educadoras, que eu gosto de chamar um projeto pol\u00edtico, po\u00e9tico e \u00e9tico para pensarmos possibilidades de reflex\u00e3o profunda sobre a educa\u00e7\u00e3o a partir de outros princ\u00edpios explicativos de mundo.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong><strong>A imagem da encruzilhada remete \u00e0 d\u00favida entre os caminhos a seguir. Qual o papel da d\u00favida nessa pedagogia?<\/strong><\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>A d\u00favida \u00e9 constitutiva da nossa exist\u00eancia \u2013 e eu diria de uma exist\u00eancia saud\u00e1vel. Ao longo dos \u00faltimos s\u00e9culos, talvez tenhamos perdido a intimidade com a d\u00favida e com o que a d\u00favida nos traz de possibilidades, de curiosidade, de capacidade de experimenta\u00e7\u00e3o. Ela reivindica um lugar que est\u00e1 muito vinculado com o di\u00e1logo, e o di\u00e1logo est\u00e1 implicado em uma \u00e9tica responsiva e respons\u00e1vel, em que estamos \u201ccondenados\u201d a lidar com a vida como um jogo de pergunta e resposta. \u00c9 um jogo de pergunta e resposta que n\u00e3o mira n\u00f3s mesmos, mas o outro. Por isso, nos cabe uma atitude profundamente respons\u00e1vel. Nesse sentido, tendo a pensar que a d\u00favida traz uma dimens\u00e3o po\u00e9tica sobre a vida, que confronta um certo desencantamento, aprofundado pelo excesso de racionalidade moderno-ocidental que se pretende como \u00fanico modelo de responder \u00e0s coisas. Se a gente pensar na atividade das educadoras e dos educadores, a pr\u00f3pria experi\u00eancia com a crian\u00e7a \u00e9 uma experi\u00eancia de curiosidade, de alumbramento, de criatividade, de encantamento com o olhar do outro, de disponibilidade para o desconhecido. Se perdermos isso, perdemos grande for\u00e7a da nossa principal caracter\u00edstica humana, que \u00e9 n\u00e3o estarmos fechados, n\u00e3o estarmos dados.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong><strong><strong>Em que sentido a virada das formas de conhecimento precisa ser uma virada \u00e9tnico-racial?<\/strong><\/strong><\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Estamos em um mundo sustentado por um contrato de domina\u00e7\u00e3o que tem a ra\u00e7a e o racismo como elemento-chave, que tamb\u00e9m vai influenciar drasticamente a pol\u00edtica do conhecimento. Ou seja, qual o conhecimento que est\u00e1 sendo apresentado como leg\u00edtimo, como poss\u00edvel, como o ideal \u2013 e principalmente como aquele que \u00e9 superior a tantas outras formas de produ\u00e7\u00e3o de saber. Nesse sentido, a gente precisa entender que h\u00e1 uma esfera do racismo que est\u00e1 no campo do saber, produzindo muita injusti\u00e7a social e subalterniza\u00e7\u00e3o. A gente precisa dar garantia a um debate que coloque como pauta o problema de um racismo epist\u00eamico.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Qual \u00e9 o lugar do discurso acad\u00eamico em uma pedagogia p\u00f3s-colonial?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Ele deve mirar uma pedagogia que tenha como foco a descoloniza\u00e7\u00e3o \u2013 entendendo que a descoloniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de \u201cdormirmos colonizados, acordarmos descolonizados\u201d. Como diria [o psiquiatra e fil\u00f3sofo Frantz] Fanon, se o processo colonial \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o de um trauma, tamb\u00e9m a descoloniza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo de reconhecimento da condi\u00e7\u00e3o do colonizado, e principalmente de tratamento e de cuidado, de liberta\u00e7\u00e3o e do enfrentamento das formas de viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O discurso acad\u00eamico deve mirar esses princ\u00edpios, que s\u00e3o princ\u00edpios de justi\u00e7a. \u00c9 responsabilidade da universidade, da ci\u00eancia, daqueles e daquelas que est\u00e3o empenhados num debate p\u00fablico acerca da produ\u00e7\u00e3o e do debate de conhecimento sobre a educa\u00e7\u00e3o. O mundo \u00e9 diverso e amplo, ent\u00e3o a meu ver a universidade precisa assumir uma agenda de a\u00e7\u00f5es descolonizadoras n\u00e3o meramente como uma ret\u00f3rica conceitual, mas como uma pr\u00e1tica cotidiana. Isso se faz reconhecendo as desigualdades e o seu car\u00e1ter de responsabilidade [da universidade] frente \u00e0 necessidade de um mundo mais horizontal, mais fraterno, mais justo e mais combativo com toda e qualquer forma de produ\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","tags":[24],"edicao":[38],"class_list":["post-2623","capitulos","type-capitulos","status-publish","hentry","tag-entrevista","edicao-edicao-3"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/2623","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos"}],"about":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitulos"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2623"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/2623\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3391,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/2623\/revisions\/3391"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2623"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2623"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=2623"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}