{"id":205,"date":"2022-02-18T11:47:31","date_gmt":"2022-02-18T14:47:31","guid":{"rendered":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/?post_type=capitulos&#038;p=205"},"modified":"2023-09-18T14:17:44","modified_gmt":"2023-09-18T17:17:44","slug":"indigenas-povos-originarios-e-tambem-contemporaneos","status":"publish","type":"capitulos","link":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/indigenas-povos-originarios-e-tambem-contemporaneos\/","title":{"rendered":"Ind\u00edgenas: povos origin\u00e1rios \u2013 e tamb\u00e9m contempor\u00e2neos"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Beatriz Calais<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/WhatsApp-Image-2022-03-17-at-13.56.49-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1311\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/WhatsApp-Image-2022-03-17-at-13.56.49-1.jpeg 960w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/WhatsApp-Image-2022-03-17-at-13.56.49-1-300x225.jpeg 300w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/WhatsApp-Image-2022-03-17-at-13.56.49-1-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Qual a import\u00e2ncia de estudar a diversidade dos povos ind\u00edgenas no Brasil? Essa foi a pergunta que as professoras e coordenadoras respons\u00e1veis pelas classes do 3\u00ba ao 5\u00ba ano fizeram antes de decidirem parte das atividades curriculares de 2021. Por um lado, \u00e9 evidente que os ind\u00edgenas s\u00e3o povos origin\u00e1rios essenciais para o aprendizado da identidade brasileira e da hist\u00f3ria nacional. Por outro, n\u00e3o se pode \u201ccongelar\u201d esses povos no tempo. O questionamento a se fazer, na realidade, era outro: como falar sobre os povos ind\u00edgenas sem fortalecer estere\u00f3tipos?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando come\u00e7amos a conversar com as crian\u00e7as sobre os povos ind\u00edgenas, eles \u2013 mesmo t\u00e3o pequenos \u2013, trazem conceitos estigmatizados&#8221;, afirma Wania Lopes, professora \u00e0 frente do 3\u00ba ano. \u201cFalar sobre a quest\u00e3o a partir do descobrimento do Brasil tamb\u00e9m estava fora de cogita\u00e7\u00e3o. Nossa ideia, ent\u00e3o, foi trazer a contemporaneidade para o jogo.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os povos ind\u00edgenas s\u00e3o origin\u00e1rios, mas tamb\u00e9m s\u00e3o contempor\u00e2neos. Nessa dualidade entre presente e passado, eles protagonizam a pr\u00f3pria hist\u00f3ria. \u201cApresentamos o ind\u00edgena m\u00fasico, pol\u00edtico, cientista e representante da literatura. Integrante de povos que t\u00eam a identidade preservada, mas vivem a atualidade. Isso gerou uma grande mudan\u00e7a na percep\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as\u201d, explica Wania.<\/p>\n\n\n\n<p>Para D\u00e9bora Rana, coordenadora do 3<sup>o<\/sup> ao 5<sup>o<\/sup> ano, o n\u00edvel 2, essa estrat\u00e9gia foi essencial para que a tem\u00e1tica n\u00e3o fosse tratada apenas pelo prisma do primitivo. \u201cN\u00e3o nos interessa come\u00e7ar o trabalho com os ind\u00edgenas a partir da descri\u00e7\u00e3o. O que eles comem? O que vestem? Onde moram? \u00c9 uma descri\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 sem vida, por isso n\u00f3s fazemos um di\u00e1logo com a contemporaneidade, para que os alunos entendam a complexidade da cultura. Eles est\u00e3o aqui conosco, n\u00e3o est\u00e3o apenas nos livros de hist\u00f3ria\u201d, destaca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O foco do projeto foi o mesmo em todas as turmas do segmento, que logo come\u00e7aram a exercitar a interpreta\u00e7\u00e3o de texto e a escrita em produ\u00e7\u00f5es relacionadas ao assunto. Em artigos de jornais e revistas, as professoras tentaram aproximar os alunos das hist\u00f3rias pessoais dos ind\u00edgenas, mostrando depoimentos que despertaram empatia com as problem\u00e1ticas que muitos povos enfrentam diariamente. Al\u00e9m da aproxima\u00e7\u00e3o pelos relatos, o projeto tamb\u00e9m favoreceu o resgate hist\u00f3rico, fazendo com que os alunos buscassem a presen\u00e7a de ind\u00edgenas em sua ancestralidade (buscando parentescos na \u00e1rvore geneal\u00f3gica, por exemplo).<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Literatura ind\u00edgena<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Se a ideia era tratar da cultura ind\u00edgena a partir do contempor\u00e2neo e da atualidade, nada mais prop\u00edcio do que mergulhar na literatura. Ao longo do semestre, as professoras apresentaram os alunos a alguns autores, com foco em quatro deles: Daniel Munduruku, Tiago Hiakiy, Eliane Potiguara e Cristino Wapichana. \u201cFoi uma forma de evidenciar que temos personalidades potentes atuando nos dias de hoje. Estudar esses autores ajuda a quebrar com o estigma da superioridade intelectual e racial dos brancos\u201d, afirma Wania.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","tags":[56,17],"edicao":[9],"class_list":["post-205","capitulos","type-capitulos","status-publish","hentry","tag-3o-ao-5o-ano","tag-praticas-pedagogicas","edicao-edicao-1"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/205","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos"}],"about":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitulos"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=205"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/205\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3373,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/205\/revisions\/3373"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=205"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=205"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=205"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}