{"id":201,"date":"2022-02-18T11:43:13","date_gmt":"2022-02-18T14:43:13","guid":{"rendered":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/?post_type=capitulos&#038;p=201"},"modified":"2023-09-18T14:16:16","modified_gmt":"2023-09-18T17:16:16","slug":"os-pequenos-descobrem-a-beleza-do-cabelo-crespo","status":"publish","type":"capitulos","link":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/os-pequenos-descobrem-a-beleza-do-cabelo-crespo\/","title":{"rendered":"Os pequenos descobrem a beleza do cabelo crespo"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Gabriela Del Carmen<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/g1-g4-1024x768.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1143\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/g1-g4-1024x768.png 1024w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/g1-g4-300x225.png 300w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/g1-g4-768x576.png 768w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/g1-g4.png 1158w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Professores e coordenadores da Educa\u00e7\u00e3o Infantil elaboraram atividades l\u00fadicas para trabalhar o respeito \u00e0s diferen\u00e7as e ensinar sobre as culturas ind\u00edgenas e afro-brasileiras. Ao longo do ano, foram feitas rodas de leitura com obras escritas ou protagonizadas por pessoas negras, com o objetivo de levar a representatividade cultural para dentro da sala de aula e apoiar a educa\u00e7\u00e3o antirracista ainda na inf\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ivete Fortunato, auxiliar do G2 que participou dos encontros de forma\u00e7\u00e3o, conduziu algumas dessas experi\u00eancias. De todos os livros que estavam dispon\u00edveis no Vera, o t\u00edtulo que mais chamou a aten\u00e7\u00e3o foi <em>Meu crespo \u00e9 de rainha<\/em>, de bell hooks. Publicada originalmente em 1999 em forma de poema rimado, a obra enaltece a diversidade e a beleza dos cabelos crespos e cacheados com uma linguagem simples, positiva e afetuosa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Indicada para crian\u00e7as a partir de 3 anos, a obra apresenta diferentes cortes e penteados de cabelo afro. Busca celebrar e empoderar crian\u00e7as e adultos negros com seus \u201cmacios como algod\u00e3o\u201d e \u201ccheios de aconchego\u201d. Enquanto compartilhava com o grupo o que aquele livro significava para ela, Ivete acariciava os pr\u00f3prios fios e mostrava para as crian\u00e7as as semelhan\u00e7as entre os desenhos e seu cabelo natural.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma hist\u00f3ria que respeita nossas origens negras e mostra que toda forma de beleza \u00e9 linda. Diante de livros como esse, n\u00f3s, negros, vamos aprendendo a nos respeitar, a nos valorizar e a nos amar mais\u201d, diz Ivete. Mais importante ainda, segundo a auxiliar do grupo, \u00e9 a possibilidade de compartilhar essa valoriza\u00e7\u00e3o com outras pessoas e, principalmente, os mais novos. \u201cSe a gente cuida das crian\u00e7as e as ensina sobre esse respeito, transformamos o mundo para melhor. Elas crescem aprendendo a olhar para as diferen\u00e7as de forma verdadeira e cuidadosa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMe senti representada. Estava em processo de transi\u00e7\u00e3o capilar para remover a qu\u00edmica e deixar meus cabelos naturais, crespos. Me senti valorizada pelos textos e imagens\u201d, conta Ivete. Quando foi convidada a ler uma hist\u00f3ria em sala, ela n\u00e3o teve d\u00favidas: \u201cVou buscar um livro que conta a minha hist\u00f3ria e a hist\u00f3ria do meu cabelo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A roda de leitura foi uma oportunidade para trabalhar a autoconfian\u00e7a das crian\u00e7as. Assim como Ivete, algumas delas se identificaram com os personagens da obra. \u201cParece o meu cabelo\u201d, afirmou um pequeno. Para outros, a atividade permitiu identificar e valorizar as diferen\u00e7as. \u201cO meu cabelo \u00e9 diferente. Esse \u00e9 muito&nbsp;bonito tamb\u00e9m\u201d, observou uma das crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Representatividade em sala<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O livro <em>Os mil cabelos de Ritinha<\/em>, de Paloma Monteiro e Daniel Gnattali, foi o tema central de uma roda de leitura do G4, tamb\u00e9m conduzida por Ivete. A obra conta a hist\u00f3ria de uma menina negra de cabelos crespos que, enquanto aguarda o nascimento do irm\u00e3o, usa um penteado diferente por dia. \u201cA narrativa mostra as v\u00e1rias formas de pentear e arrumar os cabelos\u201d, diz Ivete. Naquele dia, ele levou seu pente garfo, usado para dar forma e volume aos cabelos crespos e cacheados, para a escola. \u201cExpliquei sobre o meu cabelo black power e as crian\u00e7as ficaram encantadas\u201d, relembra. Ao final da leitura, Ivete mostrou como usava o pente garfo para ajeitar os fios e deixou que os alunos penteassem o seu cabelo. \u201cFiquei muito feliz. As crian\u00e7as tocavam meu cabelo e diziam o quanto era macio e fofinho.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>O valor do nome<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Por meio de cartas e desenhos trocados entre os alunos, as professoras Karina Marchini e Tatiana Vieira pediram para as crian\u00e7as do G2 escreverem seus nomes em uma folha de papel e, depois, pesquisarem o significado e a origem de cada palavra. Depois, apresentaram a hist\u00f3ria da escolha dos nomes dos povos Guarani. \u201cAs crian\u00e7as perceberam como o nome nas diferentes culturas tem um valor fundante na identidade\u201d, dizem as professoras. \u201cAmpliamos nossos conhecimentos pela linguagem da m\u00fasica. Foi maravilhoso ver as crian\u00e7as se aproximarem da cultura dos povos ind\u00edgenas\u201d, complementa Karina. Os alunos ainda escutaram a cantiga guarani \u201c\u00d1ande mbaraete\u2019i katu\u201d e tentaram reproduzir os sons com chocalhos, reco-recos e instrumentos de sopro.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","tags":[54,17],"edicao":[9],"class_list":["post-201","capitulos","type-capitulos","status-publish","hentry","tag-g1-ao-g4","tag-praticas-pedagogicas","edicao-edicao-1"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos"}],"about":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitulos"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=201"}],"version-history":[{"count":24,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/201\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3369,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/201\/revisions\/3369"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=201"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}