{"id":187,"date":"2022-02-18T11:18:44","date_gmt":"2022-02-18T14:18:44","guid":{"rendered":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/?post_type=capitulos&#038;p=187"},"modified":"2023-09-18T09:30:45","modified_gmt":"2023-09-18T12:30:45","slug":"na-educacao-antirracista-formar-e-preciso","status":"publish","type":"capitulos","link":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/capitulos\/na-educacao-antirracista-formar-e-preciso\/","title":{"rendered":"Na educa\u00e7\u00e3o antirracista, formar \u00e9 preciso"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong><em>Gabriela del Carmen<\/em><\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/formar.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"566\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/formar-1024x566.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1309\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/formar-1024x566.png 1024w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/formar-300x166.png 300w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/formar-768x424.png 768w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/formar.png 1448w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cA constru\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o antirracista envolve v\u00e1rias dimens\u00f5es, n\u00e3o apenas os alunos ou o curr\u00edculo escolar. A comunidade escolar como um todo precisa avan\u00e7ar para que tenhamos um projeto realmente transformador\u201d, afirma Regina Scarpa, diretora pedag\u00f3gica do Vera Cruz. A escola levou a s\u00e9rio o estudo. Coordenadores e orientadores de diversos segmentos organizaram encontros de forma\u00e7\u00e3o de professores e funcion\u00e1rios, criando espa\u00e7os para discutir rela\u00e7\u00f5es raciais e incentivar o conhecimento te\u00f3rico-metodol\u00f3gico de assuntos como racismo, preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o racial.<\/p>\n\n\n\n<p>Docentes do 5\u00ba ano participaram de uma consultoria com Cl\u00e9lia Rosa, pedagoga, mestre em educa\u00e7\u00e3o pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e pesquisadora das rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e ra\u00e7a na educa\u00e7\u00e3o escolar e familiar. Divididos em pequenos grupos, eles discutiram temas que j\u00e1 eram trabalhados em sala de aula, como deslocamentos populacionais e os diferentes povos africanos, buscando novas formas de valorizar as culturas e abordar cada conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodos n\u00f3s j\u00e1 t\u00ednhamos estudado a hist\u00f3ria da \u00c1frica, mas n\u00e3o com o olhar que precis\u00e1vamos ter. A Cl\u00e9lia nos ajudou a enxergar o assunto com outras lentes e fazer os recortes necess\u00e1rios\u201d, explica Debora Rana, coordenadora do 3\u00ba ao 5\u00ba ano, o n\u00edvel 2.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Debora, assim como outros educadores, fez um curso de extens\u00e3o no Instituto Vera Cruz, cujo tema central eram as rela\u00e7\u00f5es raciais dentro das escolas. \u201cVamos organizar comiss\u00f5es com os professores que participaram do curso. A reflex\u00e3o ser\u00e1 direcionada pela pergunta: \u2018o que a gente faz agora, a partir de tudo que j\u00e1 aprendemos?\u2019\u201d. A ideia \u00e9 mobilizar a equipe a pensar em outras a\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas que podem ser implementadas na escola.<\/p>\n\n\n\n<p>A reflex\u00e3o n\u00e3o se restringia aos momentos formais. Depois dos encontros, os educadores trocavam dicas de livros e textos que aprofundassem as discuss\u00f5es. A lista de leitura inclui <em>Torto Arado<\/em>, de Itamar Vieira Junior, <em>Um Defeito de Cor<\/em>, de Ana Maria Gon\u00e7alves, <em>Marrom e Amarelo<\/em>, de Paulo Scott, e <em>Garota, mulher, outras<\/em>, de Bernardine Evaristo. No dia do professor, a escola presenteou os professores com vale livros para incentiv\u00e1-los a adquirir obras que abordassem a diversidade e o racismo no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Angela Fontana, coordenadora do G5 ao 2<sup>o<\/sup> ano, o n\u00edvel 1, os encontros de forma\u00e7\u00e3o foram importantes para entrar em contato com a sua pr\u00f3pria branquitude. \u201cA equipe deu um salto importante. O primeiro passo \u00e9 reconhecer os seus privil\u00e9gios e em que lugar social eles nos colocam. Come\u00e7amos 2022 com muito mais no\u00e7\u00e3o da nossa responsabilidade e, ao mesmo tempo, nos sentindo muito mais fortes para seguir em frente\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m com os funcion\u00e1rios<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Para come\u00e7ar as atividades com os funcion\u00e1rios, a orientadora do 8\u00ba ano, Renata dos Santos, apresentou o que era o projeto de educa\u00e7\u00e3o antirracista do Vera. \u201cAlguns profissionais n\u00e3o sabiam como funcionava o projeto e o que ele significava na sociedade brasileira como um todo\u201d, diz Renata. \u201cAbordamos o fato de o Vera Cruz ter um \u00edndice muito baixo de alunos negros, enquanto essas pessoas s\u00e3o a maioria no pa\u00eds e uma parcela significativa da popula\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os encontros ocorreriam uma vez por m\u00eas, cada um com um tema de an\u00e1lise diferente. Em uma das reuni\u00f5es, os funcion\u00e1rios fizeram uma visita virtual ao Museu Afro Brasil, cujo acervo conta com mais de cinco mil obras das culturas africanas, ind\u00edgenas e afro-brasileiras, elaboradas desde o s\u00e9culo 16 at\u00e9 os dias atuais. A cole\u00e7\u00e3o abrange a trajet\u00f3ria hist\u00f3rica e art\u00edstica desses povos, al\u00e9m das influ\u00eancias que eles deixaram na constru\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Visita virtual da equipe ao Museu Afro Brasil\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/680187592?h=51cdb53b5a&amp;dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"800\" height=\"450\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>A visita rendeu. \u201cPercebemos que tamb\u00e9m era importante fazer algo mais sistem\u00e1tico, como um aul\u00e3o de Hist\u00f3ria para entendermos o contexto dessas culturas e do Brasil\u201d, explica Renata. A orientadora conduziu encontros sobre a hist\u00f3ria da \u00c1frica, escravid\u00e3o no Brasil e as religi\u00f5es afro-brasileiras. \u201cAs devolutivas foram muito interessantes, principalmente no encontro das religi\u00f5es. Muitos funcion\u00e1rios agradeceram e disseram que as aulas os ajudaram a desconstruir alguns preconceitos que eles tinham.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 claro, tem continuidade em 2022. \u201cTer a\u00e7\u00f5es para funcion\u00e1rios e professores da escola \u00e9 o b\u00e1sico para que a educa\u00e7\u00e3o antirracista contribua positivamente para a forma\u00e7\u00e3o dos nossos alunos\u201d, conclui Renata.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","tags":[31],"edicao":[9],"class_list":["post-187","capitulos","type-capitulos","status-publish","hentry","tag-comunidade","edicao-edicao-1"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos"}],"about":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/types\/capitulos"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=187"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/187\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3365,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/capitulos\/187\/revisions\/3365"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=187"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/zumzum\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}