Revista Veras
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Instituto Vera Cruzpt-BRRevista Veras2236-5729Veras entrevista Ana Maria Machado: Livros, histórias, memórias e leituras
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<p>Em 2025 a escritora Ana Maria Machado recebeu o Prêmio Jabuti de Personalidade Literária do Ano, concedido pela Câmara Brasileira do Livro.</p>Ricardo Prado
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2026-03-172026-03-1715210.14212/veras.vol15.n2.ano2025.art375Corpos que não podem chorar: afetos interditados e a negação das subjetividades das masculinidades negras
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<p>Este artigo analisa como o racismo opera como um modo<br>de produção de ausências, repressões e silenciamentos<br>afetivos nas trajetórias de homens negros no Brasil. A partir<br>de uma abordagem interseccional que articula raça, gênero<br>e classe, investigam-se a crise da afetividade e a negação<br>da subjetividade nas masculinidades negras como efeitos<br>históricos e estruturais do racismo. O estudo parte do<br>pressuposto de que o racismo não atua apenas como força<br>de exclusão, mas como tecnologia social que molda afetos,<br>subjetividades e imaginários. Adota-se a análise crítica do<br>discurso como método, inspirado na noção de escrevivência,<br>de Conceição Evaristo, entendendo a linguagem como prática<br>política de reescrita e reposicionamento das subjetividades<br>negras. Além de referenciais teóricos de autoras e autores<br>como Lélia Gonzalez, bell hooks, Neusa Santos Souza, Grada<br>Kilomba e Milton Ribeiro. O objetivo geral é compreender<br>como o racismo molda modos de ser, sentir e existir das<br>masculinidades negras no Brasil contemporâneo. Defendese,<br>ao final, que a reconstrução de narrativas sobre o<br>homem negro passa pelo reconhecimento da afetividade<br>como dimensão política, reparadora e fundamental para a<br>reumanização das relações raciais e de gênero.</p>Guilherme da Silva Pereira
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2026-03-172026-03-1715210.14212/veras.vol15.n2.ano2025.art376Homens e políticas públicas de responsabilização: considerações sobre grupos reflexivos para homens que cometeram violência contra a mulher
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<p>A violência contra a mulher é um problema social complexo<br>e que exige uma análise ampla. Nesse contexto, o papel<br>do homem na violência de gênero e enquanto objeto de<br>políticas públicas é fundamental para a compreensão do<br>fenômeno. A interseccionalidade é utilizada como ferramenta<br>analítica, articulando patriarcado e racismo como estruturas<br>de opressão que atravessam a violência contra a mulher.<br>O artigo aborda temas como machismo, masculinidades,<br>patriarcado e políticas públicas voltadas a homens autores<br>de violência. O objetivo é refletir sobre a construção do<br>comportamento violento masculino e analisar documentos<br>sobre a criação e regulamentação de grupos reflexivos, a<br>partir de revisão narrativa da literatura e da análise de dois<br>instrumentos normativos.</p>Paulo Henrique Cerqueira Gonzaga
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2026-03-172026-03-1715210.14212/veras.vol15.n2.ano2025.art377Instrumentos para estimular a equidade racial em educação: o que aprendemos com o primeiro ano da Complementação- VAAR do Novo Fundeb
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<p>O artigo analisa os resultados da Complementação-VAAR,<br>instrumento do Novo Fundeb criado como inovação<br>destinada a promover a equidade educacional. Explora<br>desafios na implementação, destacando disparidades e<br>dificuldades dos entes municipais. Utiliza conceitos de<br>governança multinível e instrumentos de ação pública<br>na perspectiva da análise de políticas públicas. O estudo<br>parte de dados do Censo da Educação de 2022 e de<br>resultados financeiros da Complementação-VAAR para<br>2023, primeiro ano de redistribuição desses recursos. Os<br>resultados mostram implementação limitada, com apenas<br>34,3% das redes municipais recebendo o recurso. Como<br>conclusão, destaca-se a necessidade de aprimoramento<br>desse instrumento, a exemplo do reforço no apoio federal<br>às gestões municipais, reconhecendo o potencial da<br>Complementação-VAAR para combater as desigualdades<br>socioeconômicas e étnico-raciais.</p>Izabella AndradeRogerio Schlegel
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2026-03-172026-03-1715210.14212/veras.vol15.n2.ano2025.art378Convivência entre Estudantes na Educação Inclusiva: Desafios e Estratégias Pedagógicas
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<p>O ambiente escolar inclusivo traz desafios à convivência,<br>à comunicação e à solução de conflitos entre seus<br>participantes. Este artigo explora os conflitos observados em<br>uma escola privada no interior de São Paulo, bem como as<br>estratégias desenvolvidas e utilizadas na resolução, partindo<br>de um estudo etnográfico com observação participante em<br>diferentes atividades da escola. Os conflitos identificados<br>incluem questões de comunicação, comportamento e<br>inclusão. As estratégias de solução incluem aulas de<br>convivência ética, equipes de ajuda, adaptação de atividades<br>curriculares e comportamentos adotados pelos professores<br>e equipe técnica. Este estudo destaca a importância de<br>uma abordagem integral para a promoção da convivência<br>nas escolas, reconhecendo desafios e buscando soluções<br>adaptáveis.</p>Marina Lara RodriguesMitsuko Aparecida Makino Antunes
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2026-03-172026-03-1715210.14212/veras.vol15.n2.ano2025.art379Violência escolar e gênero: reflexões a partir do romance Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática
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<p>O artigo tece reflexões sobre bullying sob a perspectiva<br>de gênero, a partir da trajetória da personagem Tetê, do<br>livro Confissões de uma Garota Excluída, Mal-Amada e<br>(um Pouco) Dramática, de Thalita Rebouças. A obra retrata<br>o sofrimento da protagonista por não se enquadrar nos<br>padrões de beleza impostos às mulheres, abordando como<br>o bullying reflete preconceitos como machismo e racismo.<br>O texto critica a ausência de apoio escolar e familiar e<br>questiona a mensagem da autora, que individualiza a<br>superação da violência, em vez de propor um enfrentamento<br>coletivo. Defende-se a importância de reflexão crítica e<br>ação intencional e dirigida dos atores escolares e familiares<br>no enfrentamento das diferentes formas de violência entre<br>estudantes.</p>Thamires Andrade Reiss
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2026-03-172026-03-1715210.14212/veras.vol15.n2.ano2025.art380Educação e Machismo: A masculinidade tóxica que é alimentada dentro das escolas
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<p>Este artigo é parte de um estudo de 2014 que teve como<br>objetivo geral discutir o machismo praticado, reproduzido<br>e ocultado em forma de assédio – seja moral ou sexual –<br>dentro da escola. O ambiente escolhido foi uma instituição<br>de Ensino Médio cujo público-alvo é representado por cinco<br>adolescentes (garotas) que estudaram nesse colégio durante<br>esse período. Tomamos essa decisão porque queríamos<br>captar os efeitos do machismo (por meio dos assédios) sobre<br>as garotas e entender o quanto ele impactava a população<br>escolar feminina e, a partir desses relatos, registrar como<br>elas lidavam com essas situações em seus cotidianos. Neste<br>artigo apresentaremos os relatos que apontam o quanto o<br>ambiente educacional é opressor e desigual, e o quanto um<br>espaço assim torna-se terreno fértil para manifestações<br>machistas que alimentam comportamentos que são o reflexo<br>de uma masculinidade tóxica e frágil. Os dados coletados,<br>analisados e aqui apresentados têm o objetivo de suscitar<br>a sociedade atual a refletir sobre seu sistema de privilégios<br>para os homens e evidenciar o quanto isso é nocivo.<br>Objetivamos, com isso, convidar as pessoas a pensarem<br>uma escola aberta à discussão de gênero, convicta de que<br>essa discussão não é uma ideologia vazia de justiça e que,<br>consequentemente, consiga desenvolver novos valores<br>morais, que sejam capazes de repercutir nesse modelo de<br>masculinidade adotado e reproduzido hoje, nefasto para a<br>sociedade.</p>Luis Vinicius Belizário
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2026-03-172026-03-1715210.14212/veras.vol15.n2.ano2025.art381Resenha: Práticas Pedagógicas na luta contra LGBTQIA+FOBIA - Educação, Território e Diversidade
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<p>A presente resenha almeja apresentar as contribuições<br>centrais do livro Práticas Pedagógicas na luta contra<br>LGBTQIA+FOBIA - Educação, Território e Diversidade, de<br>Lenilson de Souza Thomaz (2024), publicado pela Editora<br>Dialética, em torno de práticas pedagógicas no combate à<br>LGBTQIA+FOBIA. A investigação expõe as complexidades<br>que atravessam a realidade escolar brasileira - com foco<br>no distrito de Guaianases -, e propõe um olhar para o<br>protagonismo dos educandos - através do Ciclo Autoral da<br>Rede Municipal de Ensino de São Paulo. Assim como o livro,<br>os achados explicitam os tensionamentos em torno das<br>discussões de gênero e sexualidade na educação brasileira.<br>Além disso, revelam o papel da escola, enquanto corpo<br>político, de agir frente à injustiça social a partir da autonomia<br>e do olhar para seu próprio território.</p>Giovanna Junqueira LeoniukRonaldo Alexandrino
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2026-03-172026-03-1715210.14212/veras.vol15.n2.ano2025.art382Editorial
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Regina ScarpaRicardo PradoCatarina Decome Poker
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