Extensão - Palestras

Ciclo de palestras: Adolescentes e adultos na contemporaneidade

Christian Dunker / Lurdinha Zemel / Cláudia Vianna / Paulo Carrano

Adolescentes passam por transformações corporais, emocionais, mentais e relacionais, ao romperem com a infância. Para a construção de suas identidades e protagonismo juvenis, eles precisarão interagir ativamente com outros sujeitos, ampliar o conhecimento de si e do mundo, e integrar recursos e experiências que também permitam, ao final da escolaridade, constituir um primeiro projeto de vida adulta. Essa trajetória mobiliza pais, alunos e educadores em torno de temáticas abordadas nesse ciclo com palestras de especialistas.

Palestra 1: Crescimento e sofrimento psíquico na adolescência*

Data e horário: Quinta-feira, dia 8 de agosto, às 19h30

Palestrante: Christian Dunker

Graduado em Psicologia, mestre e doutor pela USP, com especialização em Psicanálise. Coordenou o primeiro curso particular de pós-graduação em Psicologia credenciado no País. Publicou os livros Lacan e a clínica da interpretação (Hacker, 1996) e O cálculo neurótico do gozo (Escuta, 2002). Com formação paralela em Filosofia e Ciências Sociais, escreve sobre psicanálise, teoria social e crítica da cultura para revistas, jornais e sites no Brasil e no exterior. Possui pós-doutorado concluído na Manchester Metropolitan University (Inglaterra); ganhou diversos prêmios por sua pesquisa inovadora em Teoria da Linguagem; traduziu e convidou vários autores dessa área de conhecimento ao Brasil. Em 2004, tornou-se professor titular do Instituto de Psicologia da USP, no departamento de Psicologia Clínica da Universidade.

* Temática elaborada em parceria com o Grêmio Estudantil do Ensino Médio da Escola Vera Cruz.

 

Palestra 2: Família – Drogas – Adolescência

Data e horário: Terça-feira, dia 17 de setembro, às 19h30

A contemporaneidade nos trouxe muitas mudanças e incertezas. Nas famílias, com frequência, os adolescentes defendem o uso de drogas de forma banalizada, e os pais, muitas vezes, não sabem como agir. Como lidar com essa questão em casa? E a Escola, que papel tem dentro desse contexto? O objetivo desta palestra é oferecer elementos para que jovens, pais e educadores possam construir uma reflexão sobre o assunto, esclarecerem dúvidas e, até mesmo, desfazerem preconceitos.

Palestrante: Lurdinha Zemel

Terapeuta familiar e psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP); membro fundadora da Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Abramd); membro da Associação de Psicanálise de Casal e Família; e coautora do livro Liberdade é poder decidir (FTD, 2000), sobre o uso de drogas.

 

Palestra 3: Sexo e gênero na educação

Data e horário: Terça-feira, dia 8 de outubro, às 19h30

A palestrante falará sobre a articulação entre diversidade, diferença e desigualdade na configuração do conceito de gênero e na produção das sexualidades, com a finalidade de refletir sobre o papel da educação no acolhimento das múltiplas diferenças sexuais, expressões e identidades de gênero.

Palestrante: Cláudia Vianna

Pesquisadora e professora associada sênior da FE-USP. Desde 1992, atua na área da educação, com ênfase em Política Educacional, Relações de Gênero e Diversidade Sexual. Tem mestrado em Educação: História, Política, Sociedade pela PUC-SP, doutorado em Educação, pós-doutorado pela UAM-Madri e livre-docência pela USP.

 

Palestra 4: Jovens entre escolas e outros mundos sociais

Data e horário: Terça-feira, dia 26 de novembro, às 19h30

É comum que debates sobre os jovens oscilem entre duas representações exageradas e problemáticas. A primeira considera o jovem um herói solitário, capaz de superar todos os obstáculos – desde que empreenda os esforços pessoais necessários. A segunda, perversamente moralizante, desconfia de seus gostos, valores, espaços-tempos de relacionamentos e capacidades de tomar decisões com liberdade e responsabilidade pessoal e social. Entre essas duas figuras narrativas alienadas sobre eles – o “jovem herói” e o “jovem problema” –, existem múltiplas e reais formas de ser jovem que cobram às instituições do mundo adulto – notadamente, famílias e escolas – um esforço contínuo de escuta e diálogo. Nessa conversa sempre difícil entre gerações, é possível contribuirmos para o surgimento de novas comunidades educativas.

Palestrante: Paulo Carrano

Coordenador do Grupo de Pesquisa Observatório Jovem do Rio de Janeiro, da UFF.