Extensão - Cursos presenciais

Audiovisual e Educação: Introdução à Linguagem

Marta Nehring, Moira Toledo, Paulo Pastorelo e Andre Fratti Costa

Os professores enfrentam, hoje, um novo desafio: o audiovisual. Das obras de ficção aos documentários, da publicidade aos tutorais, dos “Stories” aos Youtubbers, filmes e vídeos feitos por profissionais e amadores tornaram-se parte do cotidiano, ao transformarem as formas de convívio e a troca de informação. Ademais, graças aos smartphones, boa parte da população passou de consumidora a, também, produtora de audiovisual.

A constatação tem seus desdobramentos. De um lado, no campo amador, tanto a produção quanto o consumo de filmes, vídeos e games são, com frequência, exercidos de modo acrítico, e por um motivo principal: o audiovisual não faz parte do currículo de crianças e adolescentes. Da mesma forma, os professores carecem de instrumental teórico para analisarem criticamente uma linguagem cuja complexidade se oculta por trás da facilidade de acesso.

Mesmo fora da grade curricular, o audiovisual tende a adquirir um papel cada vez mais proeminente na sala de aula. Afinal, foi-se o tempo em que a exibição de filmes servia apenas para exemplificar o conteúdo ministrado. O potencial didático é vasto, dentre outros motivos, porque a própria reflexão sobre a linguagem pode servir de mote para trabalhar matérias de todas as disciplinas, além de explorar o potencial artístico e criativo de uma modalidade de comunicação cada vez mais importante para crianças e jovens. Da mesma forma, ao ter domínio teórico sobre a narrativa audiovisual, o professor também se capacita para orientar os alunos em vista a uma produção autoral mais consciente e crítica.

O curso propõe-se, igualmente, a apresentar os princípios básicos de realização, ou seja, a orientar o professor a produzir seu próprio material audiovisual, seja para registro de atividades em sala ou para criar conteúdos de natureza diversa, de forma a que tenha a oportunidade de vivenciar as duas pontas da comunicação: produção e recepção.

Público-alvo: profissionais da educação, que atuam com diferentes segmentos

Marta Nehring é diretora, roteirista e professora. Formada em Letras pela USP, mestre em Teoria Literária pela USP e doutora em Cinema pela mesma instituição de Ensino. Começou sua carreira em publicidade na agência W/Brasil, trabalhou em campanhas eleitorais, dirigiu e roteirizou filmes premiados de curta e longa-metragem em ficção e documentário. Além disso, roteirizou a série de TV “Mil dias” do History Channel e colaborou em novelas da Globo. Nos últimos 10 anos, vem atuando também como professora. Deu aulas de história do cinema, narrativa audiovisual e interpretação de filmes em instituições como o IED, Sesc, B_arco, AIC e Faap. Somando teoria e prática, experiência acadêmica e pesquisa, reúne um enorme acervo de histórias e personagens, tramas e técnicas narrativas, que resultaram em prêmios de crítica e de público em mostras de cinema e festivais. Site: www.martanehring.com

Moira Toledo é cineasta e professora. Formada em cinema pela Faap, é mestre pela PUC, doutora pela ECA-USP e possui pós-doutorado pela UFRJ. Atua há 20 anos desenvolvendo, lecionando em e/ou coordenando projetos de educação audiovisual e de formação de professores para o uso do audiovisual na educação formal. Em cinema, dirigiu vários curtas-metragens ficcionais, além de programas documentais e médias-metragens para TV. Está finalizando um longa-metragem documental e captando recursos para um longa de ficção. É professora do projeto Minuto Escola, voltado à formação de professores da rede pública municipal. Além disso, é professora de cinema na Faap (na graduação e na pós). Coordena, também, a pós-graduação em Documentário da mesma instituição de ensino. Site: www.toledomoira.wixsite.com/ouroboros

Paulo Pastorelo é arquiteto e urbanista formado pela FAU-USP e mestre em Estudos Cinematográficos e Audiovisuais pela Universidade Paris 3 – Sorbonne Nouvelle. Começou sua carreira de documentarista com o filme Vale o homem seus pertences (2005), um desdobramento de sua pesquisa de Iniciação Científica como bolsista da Fapesp entre 2000 e 2002. É codiretor do premiado Elevado 3.5 (É Tudo Verdade, 2007) e, em 2013, lançou nos cinemas o seu segundo longa-metragem, Tokiori – dobras do tempo, uma coprodução entre Brasil, França e Japão. Desde 2012, atua no campo da educação ao cinema a partir da pedagogia desenvolvida no âmbito do projeto internacional “Le Cinéma, cent ans de jeunesse” (CCAJ), criado e coordenado pela Cinemateca Francesa, sob direção artística de Alain Bergala. Por sete anos, foi responsável pelos ateliês CCAJ feitos com alunos do 5º e 8º ano da Escola Carlitos, em São Paulo, cujo processo foi documentado no longa-metragem “Viva o Cinema!” (2017). Ministra o temático de Cinema e História com alunos do 3º o Ano do Colégio Equipe, e integra o curso de audiovisual no Senac. Site: www.ebisufilmes.com

Andre Fratti Costa é formado em cinema pela Faap e mestre pela FAU-USP. Professor universitário da Graduação em Cinema, TV, Artes Visuais e da pós-graduação em Documentário na Faap. Foi coordenador pedagógico do projeto Vídeo: Cultura e Trabalho (2003/2004) da Ong Ação Educativa. Formador no projeto Cinema Brasileiro nas Escolas, ao habilitar professores da rede pública de São Paulo. Em 2004, foi contemplado com o prêmio Heróis Invisíveis, criado e coordenado pelo jornalista Gilberto Dimenstein. Recebeu diversos prêmios como diretor de documentários, dentre eles o Rumos Itaú Cultural Cinema e Vídeo 2006/2007. Foi curador permanente da Mostravídeo do Itaú Cultural (2010 e 2011). Recebeu o prêmio homenagem do CAU-RJ e do primeiro Festival Internacional de Cinema e Arquitetura do Rio de Janeiro ArchCine (2016), além de mostras homenagem em Vitória, no Espírito Santo (2016) e Laguna, em Santa Catarina (2017). É curador do Move Cine Arte, Festival internacional de filmes sobre arte que, este ano, acontece em São Paulo, Veneza e Paris.