13º Seminário de Educação e Cultura | Movimentos migratórios e a escola: tão longe, tão perto

Programação:

 

Segunda-feira, 11 de setembro, das 18h30 às 21h30: Palestra “Entre a política e as intolerâncias: possíveis caminhos e falsos atalhos para os dilemas da Escola contemporânea”, com Prof. Dr. Daniel V. Helene

A escola, como lugar de múltiplas aprendizagens relacionadas à vida em coletividade, lida com diversos dilemas que emergem de questões sociais, dentre eles, a intensificação das migrações, a popularização das redes sociais (e seu papel na difusão de boatos e de certo “opinionismo”), a polarização de posições políticas, as conquistas de direitos civis, o fortalecimento de movimentos sociais. Embora haja atalhos para que a escola não tenha que tomar para si tais questões, há também caminhos possíveis, em sintonia com o século XXI e com determinados princípios, aspectos que necessitam ser revisitados e discutidos.

Daniel Vieira Helene | Doutor em História pela USP, é professor de História na Educação Básica, assessor pedagógico em escolas públicas e privadas e coordenador pedagógico e professor de História no Centro de Estudar Acaia Sagarana, em São Paulo. Com forte atuação nos debates educativos, dedica-se a estudar questões relacionadas ao currículo e à didática da História.

 

Terça-feira, 12 de setembro, das 18h30 às 22h00: Mesa redonda “Da escola para o mundo, do mundo para a escola”, com Dra. Kenarik Boujikian e Prof. Ms. Carlos Eduardo Fernandes Júnior

O mundo contemporâneo vive e contempla movimentos migratórios que provocam uma verdadeira revolução nas relações humanas, na ideia de fronteiras, na construção de identidades. No Brasil, como em todo o mundo, as escolas – especialmente nos grandes centros urbanos – precisam se preparar para acolher crianças imigrantes e refugiadas. Nesta mesa redonda, a questão será tratada do ponto de vista dos direitos humanos e do acolhimento e organização curricular que respondam a uma das mais importantes demandas da atualidade.

Kenarik Boujikian | Nascida em uma aldeia de armênios na Síria, chegou ao Brasil aos três anos de idade. É graduada em Direito pela PUC-SP e especialista em direitos humanos. Recebeu diversas premiações e homenagens por seu envolvimento na defesa dos direitos humanos.  É juíza do Tribunal de Justiça de São Paulo desde 1989, co-fundadora e ex-presidenta da Associação Juízes para a Democracia e integra o Grupo de Trabalho e Estudos Mulheres Encarceradas.

Carlos Eduardo Fernandes Júnior | Mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Unesp e pedagogo pela mesma instituição. Atua como pesquisador das políticas de formação continuada dedicada a professores das redes públicas. Trabalhou na construção dos direitos de aprendizagem do currículo das escolas municipais de São Paulo. É coordenador pedagógico da EMEF Infante Dom Henrique.

 

Quarta-feira, 13 de setembro, das 18h30 às 22h00: Oficina de músicas indígenas, com Magda Pucci e Berenice de Almeida (grupo Mawaca)

A oficina promove uma prática musical com repertório indígena – músicas de povos como Kambeba, Paiter Suruí, Kaingang e Krenak –, com o objetivo de estimular a reflexão sobre a diversidade cultural do Brasil. Cantar em diferentes línguas indígenas, entrar em contato com conteúdos mitológicos, ouvir o som de determinados instrumentos, perceber como a música se insere na vida cotidiana indígena fazem parte dessa prática musical. Paralelamente, propõe-se uma reflexão sobre o papel da oralidade nessas tradições, que está intrinsecamente ligada à musicalidade, proporcionando, assim, uma experiência que remonta às nossas mais remotas origens, além de sugerir possíveis formas de utilização do repertório indígena em sala de aula.

Magda Pucci | Musicista e pesquisadora, formada em Regência pela USP, mestre em Antropologia pela PUC-SP e doutoranda em Creative Arts and Performance pela Universidade de Leiden, na Holanda. Atua como diretora musical do grupo Mawaca, com o qual faz extensa pesquisa de repertório multicultural aplicada à prática musical. Desde 2005, desenvolve projetos de divulgação e promoção da cultura indígena, com a publicação de livros e realização de espetáculos e intercâmbios entre indígenas e não indígenas.

Berenice de Almeida | Educadora musical e pianista, graduada e mestra pela USP. Desde 1990, tem um trabalho de iniciação musical e iniciação ao piano com crianças na Escola Municipal de Iniciação Artística (EMIA), do Departamento de Expansão Cultural (DEC) da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo (SMCSP). Publicou diversos livros na área da educação musical. Participa do núcleo de criação e da equipe formativa do projeto Brincadeiras Musicais da Palavra Cantada e ministra cursos e workshops de formação musical para professores de Educação Infantil e Fundamental.

 

Investimento:

R$ 60,00 (cada atividade)

Gratuito para alunos da graduação em Pedagogia