15º Seminário de Educação e Cultura Educação inclusiva: reflexões sobre o papel da Escola e dos professores

Palestra: O que a Escola e o autista fazem um pelo outro

Para falar da inclusão dos autistas nas escolas – não sem antes apresentar o que entendemos por autismo –, serão apresentados quatro grandes princípios ordenadores das práticas inclusivas: 1. A inclusão é para todos e para cada um; 2. Tratar é educar e educar é tratar; 3. A alfabetização é terapêutica; e 4. Uma criança faz pela outra mais do que um adulto pode fazer. Serão, ainda, discutidas algumas estratégias que decorrem da orientação de trabalho apontada pelos princípios. Muito poderá mudar a partir deles: desde a arrumação da sala de aula e do prédio até os conteúdos a serem ensinados aos alunos, de modo geral. A entrada do autista na Escola pode produzir uma revolução que beneficia, reciprocamente, a todos.

Convidada: Maria Cristina Kupfer

Psicanalista, professora titular sênior do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e diretora do Lugar de Vida – Centro de Educação Terapêutica. É bolsista de produtividade do CNPq. Cofundadora do Lepsi — Laboratório Interunidades de Estudos e Pesquisas Psicanalíticas e Educacionais sobre a infância, vinculado ao Instituto de Psicologia e à Faculdade de Educação da USP. É membro da Association Analyse Freudienne, na França. É editora da revista “Estilos da Clínica” (USP). É autora dos livros Freud e a educação. O mestre do impossível (Scipione) Educação para o futuro. Psicanálise e Educação (Escuta). Organizou a coletânea Práticas inclusivas em escolas transformadoras: acolhendo o aluno-sujeito (Escuta).

Terça-feira, dia 22 de outubro, das 19h00 às 21h30

Investimento: R$ 80,00

 

Palestra: Atendimento à diversidade e formação docente: ações em diálogo

A apresentação será base para uma reflexão conjunta, visando aprofundar conhecimentos sobre a concepção de escola inclusiva, de atendimento à diversidade e seu entrelaço com a formação docente. Além dos aspectos teóricos que sustentam essas concepções, trataremos de uma pesquisa feita este ano, na Escola Vera Cruz, com professores do Ensino Fundamental 1 e 2 e do Ensino Médio, na qual relacionam suas concepções, práticas e percursos formativos diante da diversidade dos alunos.

Convidadas: Glaucia Affonso, Maria Eneida Fiuza e Simone Fernandes

Glaucia Affonso

Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e especialista em Educação Inclusiva pelo Instituto Vera Cruz. Foi professora e orientadora educacional de Educação Infantil na Escola Vera Cruz e na Escola Recreio. Foi professora do curso de Pedagogia do Instituto Singularidades. É orientadora educacional do EF 2 (6º ao 9º ano) na Escola Vera Cruz e professora universitária no Instituto Vera Cruz. Integrou o projeto “Escolas Protagonistas”, oferecido pela escola terapêutica Lugar de Vida, com publicação de artigos sobre inclusão escolar.

Maria Eneida Fiuza

Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com especialização em Teoria e Análise Sistêmica e pós-graduação em Neuropsicologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Foi orientadora educacional do Ensino Fundamental 1 na Escola Carandá, de 1982 a 1998. Desde 1999, atua como orientadora educacional do Ensino Fundamental 1 na Escola Vera Cruz. Desde 2001, faz parte da equipe de Assessoria Externa da Escola Vera Cruz, atuando como formadora de equipes docentes e gestoras em escolas da rede pública e particulares da cidade de São Paulo e de outros estados. É autora de artigos com publicações nacionais e internacionais. Integrou o projeto “Escolas Protagonistas”, oferecido pela escola terapêutica Lugar de Vida, com publicação de artigo sobre inclusão escolar.

Simone Fernandes

Graduada em Psicologia pela Universidade de São Paulo, com aprimoramento profissional em Psicologia Institucional pela Universidade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. De 1997 a 2011, atuou como psicóloga clínica e como orientadora educacional em escolas particulares de São Paulo, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Trabalhou também com assessoria educacional e formação de educadores. Desde 2012, é psicóloga escolar no Ensino Médio da Escola Vera Cruz. Integrou o projeto “Escolas Protagonistas”, oferecido pela escola terapêutica Lugar de Vida, com publicação de artigos sobre inclusão escolar.

Quarta-feira, dia 23 de outubro, das 19h00 às 21h30

Investimento: R$ 80,00

 

Espetáculo e roda de conversa: Traços e traçados urbanos, com a Cia. Dança Sem Fronteiras

O espetáculo investiga as relações entre o espaço corporal e o espaço urbano, possibilitando um novo olhar para esse espaço e seus habitantes, ao levar em conta suas diversidades. As coreografias e movimentação são construídas a partir das fisicalidades de seus bailarinos, acolhendo as singularidades das estruturas dos corpos e entendendo cada sujeito em todas as suas dimensões. O trabalho da Companhia tem como base o princípio de que não há um corpo certo ou errado, mas, sim, um corpo único, que nos permite estabelecer relações com o outro e com o ambiente que nos rodeia. Por meio da diversidade do elenco de bailarinos e músicos, e com cenas lúdicas e intrigantes, em que o público é convidado a entrar na ação, criando um espaço colorido e diverso, o espetáculo mostra uma jornada da imobilidade e mobilidade parcial à mobilidade, ressaltando a igualdade de papéis e as relações com o espaço.

Ao término, Fernanda Amaral, criadora da Cia. Dança Sem Fronteiras, participará de uma conversa com o público e discutirá algumas das ideias que embasam o trabalho realizado com a Companhia.

Convidados: Cia. Dança Sem Fronteiras e Fernanda Amaral

Fernanda Amaral

Bailarina, atriz, coreógrafa e educadora com mais de 25 anos de experiência profissional. Nascida no Brasil, residiu na Grã-Bretanha por 20 anos, onde se graduou em Educação. Possui vários títulos internacionais em dança e teatro, incluindo uma série de certificados em DanceAbility. Recebeu diversos prêmios, incluindo o “Bonnie Bird” por mérito, em 2009, pelo “Centro de Laban”, em Londres; “Wales Arts International”, em 2004/2005, no País de Gales; “Lisa Ulman”, na França, em 2000; além de vários patrocínios do Conselho Britânico de Artes. Em 1993, fundou a companhia de dança-teatro Patuá Dance e, em 2005, a companhia com bailarinos de habilidades mistas Patuá DanceAbility, ambas no País de Gales. Em 2010, criou a Cia. Dança Sem Fronteiras, em São Paulo (para saber mais sobre a Companhia, acesse o site dancasemfronteiras.com.br.

Quinta-feira, dia 24 de outubro, das 19h00 às 21h00

Investimento: R$ 80,00