A GUERRA DE MULHERES E HOMENS

♦Laura Coelho Cruz e Eduarda De Siqueira Martins

A Copa do Mundo Feminina FIFA, ocorreu em 2015 e o time dos Estados Unidos ganhou de mais de 23 países diferentes até confrontar o time do Japão, em uma final, onde o time do USA ganhou de 5-2. A FIFA  deu 2 milhões de dólares ao time americano feminino como recompensa a sua vitória. A Copa do Mundo Masculina FIFA, ocorreu em 2014 e o time dos Estados Unidos quase perdeu em seu primeiro jogo e, logo depois perdeu jogando contra o time da Bélgica, e pela sua perda ganharam 8 milhões de dólares da FIFA, ou seja o quádruplo do que o time feminino ganhou pela sua vitória.

No campo do esporte, o masculino ganha do feminino de 10-0 em inúmeros aspecto, os principais deles, a influência na mídia e a desigualdade salarial. Com a maior parte da torcida direcionada ao time masculino, fica difícil o feminino ganhar atenção, sendo muitas vezes ignorado e colocado no banco de reserva. Seu desempenho e resultado é tão importante quanto o do time adversário, mas ninguém liga, porque todos sabem que o jogo está comprado.

Desde sempre, nossa sociedade limita e padroniza as mulheres pelo simples ato de utilizar expressões que, por mais comuns que sejam, tem um sentido ofensivo por trás. Como, por exemplo, “fazer algo que nem uma menina’’, essa expressão é usada para dizer que alguém não é bom o suficiente naquilo que está fazendo, se referindo ao gênero feminino. Isso acontece muito no mundo dos esportes, desde aulas de educação física até mulheres que são atletas profissionais.

Influências da Mídia

A mídia tem uma história relativamente machista em questão ao esporte, principalmente quando se trata de esportes considerados “masculinos”, como luta, futebol, basquete, hockey, entre outros.

Muitos dizem que as mulheres têm um público menor nos eventos esportivos em virtude das pessoas se interessarem mais quando o esporte é praticado por homens, mas na verdade, isso acontece porque as atletas femininas têm um espaço muito pequeno na mídia, como por exemplo, a ESPN, um canal de televisão esportivo muito conhecido, dedica somente 2% do seu tempo para exibir esportes da categoria feminina. Em contrapartida, há uma plataforma no YouTube onde todos os jogos do time de futebol feminino dos Estados Unidos “Houston Dash” são publicados. Carli Lloyd, uma futebolista que ganhou o “Golden Ball” na Copa do Mundo FIFA Feminina e foi a primeira pessoa, desde de 1966 a fazer um “Hat Trick” (expressão utilizada no esporte que é usada quando ocorrem três ou mais gols em uma partida) faz parte desse time, ou seja, ela tem enorme importância na história no esporte, mas mesmo assim os principais telespectadores não se encontram nessa plataforma, sendo assim, muito menos importante se comparado aos jogos masculinos, que são transmitidos pela TV.

Desigualdade no Bolso

Mesmo desempenhando as mesmas profissões, as atletas femininas acabam em desvantagem, como no ano passado, na lista dos 100 atletas mais bem pagos (matéria publicada pela revista Forbes) há apenas duas mulheres, Maria Sharapova em 26º lugar e Serena Williams em 47º. Uma parte da “culpa” dessa desigualdade gritante é a falta de incentivo que se dá as atletas. Segundo o Ministério do Esporte, dos 246 atletas incentivados, 99 são mulheres, o que corresponde a 40% do total. Algumas atletas já fizeram questionamentos em relação a esse assunto e a CBF, com o intuito de apoiar a seleção feminina criou uma ajuda de um custo de 9 mil reais, sendo que essa quantia se torna mísera quando comparada com jogadores da seleção masculina. Neymar, por exemplo, com o dinheiro de seu salário, conseguiria financiar os times finalistas femininos durante quatro anos e meio. Ficando dessa forma 12- 0 para o time masculino.

Analisando todas as estáticas propostas, conseguimos tirar a conclusão que obviamente nos 45 minutos do 2º tempo nada mudou, o jogo permanece o mesmo, mulheres em segundo plano como sempre. O homem, com essa ideia que muitos dos esportes hoje em dia mais praticados, em um todo, foram criados apenas para homens. Então como dizemos, a decisão agora cabe aos juízes, se haverá prorrogação ou se iremos aos pênaltis, apenas eles são capazes de decidir.

Oitavo Ano

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