A EVOLUÇÃO DO CINEMA NO BRASIL

♦Isabella Leão Pereira Lima e Thales Corrêa Tavares

            O cinema brasileiro vem entretendo jovens de todas as idades ao redor do Brasil. Mesmo demorando para se desenvolver, ao contrário dos Estados Unidos e da Europa, demonstrou um enorme avanço em relação aos espectadores e a indústria cinematográfica nacional.

             Este desenvolvimento se iniciou na década de 1960, com um movimento conhecido como o “Cinema Novo”. Um momento de transição do cinema brasileiro, no qual inúmeros filmes, tanto nacionais, quanto internacionais, ganharam destaque. Com o lema “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, os filmes produzidos nesta época mostravam que os cineastas que partiram desse princípio tinham o desejo de retratar a vida real, mostrando a pobreza, a miséria, os problemas políticos e sociais do país, sendo observado em filmes como “Vidas secas”, produzido por Nelson Pereira dos Santos, “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha e “Os Fuzis”, feito por Ruy Barbosa.

Porém, em de março de 1990, quando Fernando Collor de Mello assumiu a presidência da República, este mergulhou o cinema brasileiro em sua maior crise histórica. Até então, ele tinha extinguido as empresas  Embrafilme, o Concine, a Fundação do Cinema Brasileiro, o Ministério da Cultura, as leis de incentivo à produção, a regulamentação do mercado e até mesmo os órgãos encarregados de produzir estatísticas sobre o cinema no Brasil.

Mas, a partir do processo de impeachment do presidente Fernando Collor, houve a criação de leis de incentivo a fim de financiar a produção de filmes brasileiros e um novo período da política cultural se iniciou. Assim, o renascimento do cinema brasileiro se deu quando as duas leis de incentivo começaram a ser aplicadas: a Lei Rouanet e a Lei do Audiovisual, sendo consideradas recursos impulsivos para um novo ciclo do cinema nacional conhecido como a Retomada do cinema brasileiro.

A Lei de Incentivo à Cultura 

            A Lei de Incentivo à Cultura, também chamada de Lei Rouanet, é conhecida por sua política de incentivos fiscais que permite que uma empresa privada ou pública e pessoas físicas encaminhem parte do dinheiro que iria gastar com impostos para financiar na produção de obras culturais.

            Há diversos benefícios para as empresas que apoiam a Lei Rouanet, entre eles, a possibilidade de agregar valor à marca por meio do apoio a uma iniciativa que valoriza a cultura na cidade, promovendo o desenvolvimento cultural e gerando a aproximação com a comunidade, bem como a possibilidade de aproximar o relacionamento com clientes e atrair novos por meio do vínculo da sua marca com projetos de valor auxiliando a divulgação da empresa.

            Já para as pessoas físicas, há também benefícios, entre eles, o protagonismo individual no qual o doador faz a diferença na prática, contribuindo para a disseminação da cultura e promovendo o fácil acesso à comunidade.

A Lei do Audiovisual

            A Lei do Audiovisual, cria mecanismos de captação de recursos via renúncia fiscal, possibilitando que qualquer empresa possa obter a diminuição no imposto de renda se o dinheiro for revertido para a produção de obras audiovisuais.

            Em virtude de todos esses fatores ditos anteriormente, estes incentivaram o cinema nacional de hoje a conquistar uma maior participação no mercado, produzindo cada vez mais filmes com qualidade. “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles, indicado ao Oscar, e “Tropa de Elite”, de José Padilha, são grandes exemplos de produções que atingiram um grande número de público e bilheteria. Mas também não podemos deixar de destacar filmes de grande qualidade como “O quatrilho”, de Fábio Barreto, também indicado ao Oscar, e “Central do Brasil”, de Walter Salles, os quais foram produzidos neste período de retomada do cinema brasileiro.

Oitavo Ano

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