ESQUADRÃO SUICIDA: MARKETING SUPERA FILME

♦ Lorena Menezes Gadotti e Rodrigo Martinez Gotardo

     Existe filme onde o marketing é melhor do que o longa-metragem? Sim: “Esquadrão Suicida” é uma prova viva disto. O trailer cria uma visão do filme espetacular, introduzindo os personagens e a história de forma fantástica, bem como utilizando a música extremamente conhecida “Bohemian Rhapsody”, da banda “Queen”, construindo uma imagem distorcida da real. O fato do filme anterior do diretor David Ayer, “Corações de Ferro”, ter feito muito sucesso e ter recebido ótimas críticas contribuiu para a enorme esperança antes do lançamento e o desapontamento dos fãs.

      Apesar de tudo, o filme atraiu muito o público jovem “geek”, que procurou principalmente o casal que chamou muita atenção: Harley Quinn (Arlequina) e Joker (Coringa), incorporados por Margot Robbie e Jared Leto. Estes deram vida a dois personagens muito singulares, que ao serem colocados juntos, formam algo icônico – um amor psicótico e confuso, mas lindo de se ver, o que explica o grande holofote na dupla. Porém há algo de diferente no Joker: os produtores fizeram do psicopata e sociopata, um gangster, e não o que ele realmente é, um homem que quer ver o circo pegar fogo. Isto trouxe insatisfação aos fãs dos quadrinhos.

      Em contraponto, Jared Leto fez um ótimo trabalho e conseguiu atender às expectativas em relação a atuação, relevando o fato de seu personagem não cooperar para interpretação, sendo muito diferente de outros Jokers e não proporcionando algo para se basear em questões de inspiração. Viola Davis (Amanda Waller), como sempre, fez um trabalho excepcional em ser o que é, uma mulher poderosa. Por sua vez, uma atriz que deixou a desejar foi Cara Delevingne, que interpretou Enchantress (Magia). Ela normalmente faz ótimas performances, mas não conseguiu, infelizmente, “entrar” no personagem desta vez.

        “Esquadrão Suicida” pode ter desapontado em muitos aspectos, em contrapartido por outro lado a maquiagem, que complementou o ar latino e de periferia dos EUA ao personagem de El Diablo, não poderia ter tido melhor execução. Os efeitos especiais também ficaram excelentes e superaram muito as expectativas. É tudo muito bem feito e caprichado, desde os machucados até os aviões caindo até a face de Killer Kroc. A trilha sonora nem se fala! As músicas misturam vários estilos dos anos 80, 90 e 2000, incluindo “Queen”, “Skrillex”,” Kehlani”, “Panic! at The Disco”,” Grimes”, “Twenty One Pillots”, “Imagine Dragons” e “Eminem”. Estas partes da produção do filme realmente impressionaram positivamente.

        Analisando todos os aspectos, Esquadrão Suicida não é um dos melhores filmes da empresa “DC”, decepcionando muitos fãs, que esperavam mais. Porém, sem muita consideração, ele consegue entreter e divertir o público. No futuro, a companhia deve melhorar sua reputação em relação a adaptação ao cinema de seus quadrinhos. Esta melhora pode ocorrer com o lançamento do filme somente de “Harley Quinn”.

Oitavo Ano

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *