{"id":414,"date":"2023-03-04T14:23:50","date_gmt":"2023-03-04T17:23:50","guid":{"rendered":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/blogdaposlcj\/?post_type=resenha&#038;p=414"},"modified":"2023-10-02T10:30:28","modified_gmt":"2023-10-02T13:30:28","slug":"te-mando-uma-flor-te-mando-a-ausencia-da-flor-resenha-do-livro-o-caderno-do-jardineiro-de-angela-lago","status":"publish","type":"resenha","link":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/blogdaposlcj\/resenha\/te-mando-uma-flor-te-mando-a-ausencia-da-flor-resenha-do-livro-o-caderno-do-jardineiro-de-angela-lago\/","title":{"rendered":"Te mando uma flor&#8230; Te mando a aus\u00eancia da flor"},"content":{"rendered":"\n<p>O que temos em m\u00e3os \u00e9 um livro em formato brochura, com apar\u00eancia de caderno pessoal, poder\u00edamos dizer quase \u00edntimo \u2013 em letra min\u00fascula est\u00e3o tanto o t\u00edtulo como o nome da autora com um desenho de uma flor em seu ramo, ao estilo dos desenhos bot\u00e2nicos, de cor esmaecida, contendo inclusive (talvez) o nome cient\u00edfico da planta em uma etiqueta pequena que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ler com nitidez. \u00c9 como se esse caderno tivesse sido encapado (\u00e0 m\u00e3o) com a \u201cseda azul do papel que envolve a ma\u00e7\u00e3\u201d (da m\u00fasica &#8220;Trem das cores&#8221;, de Caetano Veloso), e sobre esta capa azul arroxeada estivesse colada uma folha branca que, al\u00e9m do nome do dono do caderno, tem a indica\u00e7\u00e3o de seu destino: ser um caderno de jardineiro. O logotipo da editora no fim da p\u00e1gina tem mais visibilidade que os outros elementos da capa, sobressaindo-se para que se efetive em livro o que a princ\u00edpio \u00e9 um caderno privado e afetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 h\u00e1 uma letra mai\u00fascula nos poemas desse caderno, no t\u00edtulo de um deles \u2013 \u201c<em>walking with Thoreau<\/em>\u201d \u2013, como se recusasse desde a escolha gr\u00e1fica o autoral no substantivo pr\u00f3prio, permitido para Thoreau, mas n\u00e3o para Angela-Lago. No entanto, no final do livro, antes do colof\u00e3o, h\u00e1 uma biografia da autora em que a letra mai\u00fascula assume seu nome pr\u00f3prio, mas a flor que antecede esses dados p\u00f3s-textuais \u00e9 representada por um desenho incompleto em que as p\u00e9talas, ainda fechadas, n\u00e3o foram coloridas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma biografia em processo, ou a poeta que come\u00e7a a desabrochar neste jardim? As duas coisas. Representante consagrada, como autora e ilustradora, do livro ilustrado, que ajuda a constituir no Brasil, Angela-Lago se apresenta com esse caderno tamb\u00e9m como poeta da palavra, nos oferecendo esta \u00edntima experimenta\u00e7\u00e3o: o primeiro livro (ilustrado) de poemas que escreveu. Em 2017, este livro foi merecidamente reconhecido, ao receber o selo Altamente Recomend\u00e1vel da FNLIJ (Funda\u00e7\u00e3o Nacional do Livro Infantil e Juvenil) na categoria Poesia. A autora, entretanto, j\u00e1 tinha se aproximado das letras, sobretudo da poesia, traduzindo dois grandes poetas: Emily Dickinson e Rainer Maria Rilke.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma entrevista concedida, Angela afirma que as tradu\u00e7\u00f5es que fez, tanto de Rilke como Dickinson, lhe trouxeram uma devo\u00e7\u00e3o \u00e0 beleza. Quando lhe perguntam o que \u00e9 a poesia para ela, afirma ser uma experi\u00eancia de aproxima\u00e7\u00e3o com a beleza, que \u00e9 t\u00e3o intensa que substitui a experi\u00eancia m\u00edstica, tocando o indiz\u00edvel e o al\u00e9m de si mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta mesma reportagem,<strong>\u00b9<\/strong> informa-se que a autora come\u00e7ou a vida liter\u00e1ria publicando poemas no <em>Suplemento Liter\u00e1rio de Minas Gerais<\/em> e s\u00f3 depois a poesia foi ganhando formas, tornando-se \u201cdesenhos com palavras\u201d. Portanto, a poesia para Angela-Lago era um jardim h\u00e1 muito cultivado. Se representada por uma flor, seria talvez a hort\u00eansia de seu caderno: <em>\u201chorto absorto\/ e nenhuma flor fortuita\/ ou\u00e7am ao longe o rond\u00f3:\/ sou muitas \/ para ser uma s\u00f3\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Consta que Angela-Lago, ao se mudar para Biribiri em 2014, uma pequena cidade de Minas Gerais, no Vale do Jequitinhonha, dedicou-se a desenhar as flores do cerrado como exerc\u00edcio de observa\u00e7\u00e3o.<strong>\u00b2<\/strong> Com <em>O caderno do jardineiro<\/em>, resultado de um aprofundamento pessoal na palavra e na imagem, ela nos aproxima deste seu vigoroso exerc\u00edcio da beleza, exigindo de seu leitor (que \u00e9 tamb\u00e9m um leitor juvenil, mas, sobretudo, cr\u00edtico) adentrar e atravessar com ela esta pr\u00e1tica de delicadeza.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nas peculiares ilustra\u00e7\u00f5es desse caderno, as imagens nos d\u00e3o a ideia de que foram \u201cfixados\u201d, nas p\u00e1ginas brancas, ramos, sementes, folhas e, sobretudo, flores; h\u00e1 tamb\u00e9m uma flor entre as p\u00e1ginas no \u00edndice do livro, como esquecida\/guardada e da qual vemos apenas um detalhe da p\u00e9tala e do estame. Diferentemente da imagem bot\u00e2nica da capa (que se repete com o acr\u00e9scimo de uma joaninha sob as folhas no primeiro poema da colet\u00e2nea), as flores t\u00eam cores vivas, n\u00e3o est\u00e3o secas como pareceriam flores e folhas deixadas em um caderno\/livro. Al\u00e9m de usar o procedimento de interferir em fotos, como j\u00e1 havia feito em livros anteriores, neste as interven\u00e7\u00f5es apresentam uma imagem inacabada, tamb\u00e9m com desenhos muito delicados, sem cor; mais do que isso, a ilustra\u00e7\u00e3o \u201cborra\u201d a p\u00e1gina em que est\u00e1 e aparece em sombra invertida na p\u00e1gina anterior. Talvez para indicar que a flor, folha, semente, ficou secando na p\u00e1gina e se desidratou na folha de papel, ou para denunciar, por este recurso, a passagem do tempo \u201cimpressa\u201d na folha branca. Um procedimento que tem \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com os poemas: palavras interrompidas, pensamentos em constru\u00e7\u00e3o, escrita inacabada, experi\u00eancia da finitude.<\/p>\n\n\n\n<p>Este recurso gr\u00e1fico, associado ao tema dos poemas, fica claro, por exemplo, na sequ\u00eancia de \u201cimproviso de um trinado\u201d e \u201cjardim fechado\u201d. No primeiro poema, um sabi\u00e1 canta ensandecido no crep\u00fasculo, e ningu\u00e9m lhe d\u00e1 aten\u00e7\u00e3o, apenas a rosa atenta desabrocha. E, no desenho de linhas fin\u00edssimas de uma rosa sem cor, borra a rosa vermelha fotografada em bot\u00e3o na p\u00e1gina seguinte, no poema em que tematiza a rosa \u2013 esta flor cerrada em si, escondendo um segredo, presa dela mesma.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta colet\u00e2nea de poemas, a flora \u00e9 um disparador para falar da aus\u00eancia, como no primeiro poema \u2013 \u201c\u00e0 maneira de pref\u00e1cio\u201d: \u201c<em>te mando uma flor\/ e embora n\u00e3o a recebas, sabe que ficou no ar o gesto\/ o tempo nos faz sil\u00eancio e pausa\/ ao longe, as montanhas se azulam\/ te mando a aus\u00eancia da flor\u201d. <\/em>Ou para abordar a materialidade de um signo, como no poema \u201ca palavra\u201d em que \u201cflor\u201d \u00e9 palavra que brota, cujo som reverbera no pulm\u00e3o e tem uma parte oca.<\/p>\n\n\n\n<p>O jardim (espa\u00e7o externo da casa e ao mesmo tempo interno \u00e0 casa) e o jardineiro (quem trabalha a perman\u00eancia da beleza pela t\u00e9cnica tel\u00farica) funcionam como metarefer\u00eancia, explicitada no poema que d\u00e1 t\u00edtulo \u00e0 colet\u00e2nea, indicando a feitura do poema relacionada ao of\u00edcio do jardineiro \u2013 <em>\u201carar o solo a argila o colo \/arejar a terra escura\/ nesse piso a semente se costura\u201d<\/em> \u2013, que se desdobra, ainda, na pretensa materialidade das ilustra\u00e7\u00f5es, com fragmentos de fotos e desenhos incompletos \u2013 <em>\u201ce, ausente, se desenha a antiga flor\/ o mesmo aviso de cor\/ que logo se aniquila\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ao observar uma flor, por\u00e9m, transcende-se o que \u00e9 visto e o olhar se direciona para si. A busca por completude ao observar a natureza \u2013 <em>\u201ctudo \u00e9 flor e \u00e0 flor da pele\u201d<\/em> \u2013 de fato encontra um tempo breve rumo ao fim. \u00c9 o que podemos perceber na conex\u00e3o poema-imagem em \u201ccantiga\u201d, em que a raiz do poema posterior \u2013 \u201ccan\u00e7\u00e3o triste\u201d (\u00faltimo poema da colet\u00e2nea) \u2013 invade e completa a flor ilustrada rente ao bot\u00e3o com sua haste fina. E, \u00e0 pequenina flor amarela transposta da ilustra\u00e7\u00e3o da p\u00e1gina anterior, encaixa-se uma raiz que, embora fr\u00e1gil, se aprofunda, em um poema que se pergunta sobre a vida e o tempo: <em>\u201cvida vida o que me espera\/ se mal te encaixo no abra\u00e7o\/ e passas feito uma brisa\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, a flor, na sua inteireza e ao mesmo tempo extrema beleza, desce dos c\u00e9us da transcend\u00eancia e tangencia a raiva (no poema \u201cum boi no meu quintal\u201d), a morte (em \u201csempre-sem\u201d), o que \u00e9 pequeno e sem nome (como no poema \u201ca flor sem nome\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 finitude na imagem da flor que seca e morre (no poema \u201co vaso\u201d) bem como procura pessoal de quem tateia uma identifica\u00e7\u00e3o, por exemplo, com \u201ca flor-do-cerrado\u201d, que \u00e9 deus, bicho e f\u00eamea, <em>\u201ce em torno dela gravita\/ descerrado tamb\u00e9m\/ algum eu\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em <em>O arco e a lira<\/em>, Octavio Paz,<strong>\u00b3<\/strong> ao pensar a poesia, entende que esta n\u00e3o se prop\u00f5e a consolar o homem, mas sim reunir o mundo na dispers\u00e3o de seus fragmentos. Se, por um lado, o que caracteriza o poema \u00e9 a depend\u00eancia da palavra, por outro, \u00e9 sua luta para transcend\u00ea-la. Sendo assim, o poema, para al\u00e9m das palavras, \u00e9 uma tentativa de dizer o indiz\u00edvel, separando um instante privilegiado (o aqui e agora) do tempo transcorrido (corrente temporal). Para escapar da condi\u00e7\u00e3o temporal, continua Paz, temos de nos fundir ao tempo para melhor ultrapass\u00e1-lo. Desta forma, a experi\u00eancia po\u00e9tica nada mais \u00e9 do que a revela\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o humana. E sendo o poema uma obra inacabada, esta se disp\u00f5e a ser completada e vivida pelo leitor.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos poemas de Angela-Lago, no instante de observar a flor, o tempo se presentifica, iluminando um fragmento temporal e revelando o real que, tal qual uma fotografia, resulta inapreens\u00edvel. Inebriado em um agora de delicada beleza, o leitor \u00e9 convocado a visitar seu \u00edntimo jardim\/caderno de poesia, semeado pela jardineira que urdiu palavras para dar conta de um iminente eu \u2013 <em>\u201cat\u00e9 a caneta desaparece\/ eis que de repente sou um tra\u00e7o \/ sou a cor\/ a sombra na caverna\/ virou flor\u201d <\/em>(do poema \u201clantana camar\u00e1 cambar\u00e1\u201d, tr\u00eas nomes para uma mesma flor).<\/p>\n\n\n\n<p>Dif\u00edcil tirar das m\u00e3os esse caderno \u2013 destinado a ser livro de cabeceira \u2013, que tem o efeito de nos capturar em sua singeleza vibrante, como em \u201co significado das cores\u201d, poema que se aproxima do outro\/leitor em uma doa\u00e7\u00e3o que direciona a cor da flor (com a ilustra\u00e7\u00e3o das tr\u00eas flores: amarela, vermelha e azul, a \u00faltima com um inseto pousado sobre ela) \u00e0 potente palavra po\u00e9tica, em um procedimento imprevis\u00edvel, no qual os pronomes s\u00e3o, ao mesmo tempo, pessoais e estrangeiros \u2013 \u201camar <em>ello<\/em>\/ ver-me-<em>yo<\/em>\/ a <em>su<\/em> lado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com seu caderno de jardineiro, Angela-Lago nos presenteia (um pouco antes de sua morte, repentina, em 2017), dando forma ao que Rilke, em um poema de sua tradu\u00e7\u00e3o, prop\u00f5e como inquietante quest\u00e3o para o procedimento po\u00e9tico:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><\/p>\n<cite>Compor e recompor<br>de tanto modo diverso,<br>mas como alcan\u00e7ar o verso<br>que se iguala a uma flor?<strong>\u2074<\/strong><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:46px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:23% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"348\" height=\"499\" src=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/blogdaposlcj\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/capa-O-caderno-do-jardineiro.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-416 size-full\" srcset=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/blogdaposlcj\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/capa-O-caderno-do-jardineiro.jpg 348w, https:\/\/site.veracruz.edu.br\/blogdaposlcj\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/capa-O-caderno-do-jardineiro-209x300.jpg 209w\" sizes=\"(max-width: 348px) 100vw, 348px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p>O caderno do jardineiro<br>Escrito e ilustrado por: Angela-Lago<br>Edi\u00e7\u00f5es SM<br>2016<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:47px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 <\/strong>\u201cAngela Lago lan\u00e7a livro com tradu\u00e7\u00f5es de poemas escritos em franc\u00eas pelo poeta alem\u00e3o Rainer Maria Rilke\u201d,<strong> <\/strong>por Walter Sebasti\u00e3o, publicado no <em>Portal Uai E+,<\/em> em 20\/04\/2013. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.uai.com.br\/app\/noticia\/pensar\/2013\/04\/20\/noticias-pensar,141792\/consolo-da-beleza.shtml\">https:\/\/www.uai.com.br\/app\/noticia\/pensar\/2013\/04\/20\/noticias-pensar,141792\/consolo-da-beleza.shtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>2<\/strong> \u201cAngela-Lago se muda para Biribiri e encontra inspira\u00e7\u00e3o para criar hist\u00f3rias\u201d, por Ana Clara Brant, publicado no <em>Portal Uai E+,<\/em> em 09\/11\/2014. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.uai.com.br\/app\/noticia\/e-mais\/2014\/11\/09\/noticia-e-mais,161263\/angela-lago-se-muda-para-biribiri-e-encontra-inspiracao-para-criar-nov.shtml\">https:\/\/www.uai.com.br\/app\/noticia\/e-mais\/2014\/11\/09\/noticia-e-mais,161263\/angela-lago-se-muda-para-biribiri-e-encontra-inspiracao-para-criar-nov.shtml<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3<\/strong> Paz, Octavio. <em>O arco e a lira<\/em>. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4<\/strong> Rilke, Rainer Maria. <em>Esbo\u00e7os e fragmentos<\/em>. Sele\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o de Angela-Lago. S\u00e3o Paulo: Scipione, 2013, p. 27.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que temos em m\u00e3os \u00e9 um livro em formato brochura, com apar\u00eancia de caderno pessoal, poder\u00edamos dizer quase \u00edntimo \u2013 em letra min\u00fascula est\u00e3o tanto o t\u00edtulo como o nome da autora com um desenho de uma flor em seu ramo, ao estilo dos desenhos bot\u00e2nicos, de cor esmaecida, contendo inclusive (talvez) o nome [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"featured_media":416,"template":"","class_list":["post-414","resenha","type-resenha","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/blogdaposlcj\/wp-json\/wp\/v2\/resenha\/414","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/blogdaposlcj\/wp-json\/wp\/v2\/resenha"}],"about":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/blogdaposlcj\/wp-json\/wp\/v2\/types\/resenha"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/blogdaposlcj\/wp-json\/wp\/v2\/media\/416"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/blogdaposlcj\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=414"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}