{"id":792,"date":"2016-05-24T19:50:08","date_gmt":"2016-05-24T19:50:08","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=792"},"modified":"2016-06-20T20:23:09","modified_gmt":"2016-06-20T20:23:09","slug":"a-historia-de-um-homem-que-cresceu-na-vida","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2016\/05\/24\/a-historia-de-um-homem-que-cresceu-na-vida\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria de um homem que cresceu na vida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Manuela Moraes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/FullSizeRender-17.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-793\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/FullSizeRender-17-300x225.jpg\" alt=\"FullSizeRender (17)\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/FullSizeRender-17-300x225.jpg 300w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/FullSizeRender-17.jpg 320w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pedro Fernandes Barrocal Junior \u00e9 um homem trabalhador que durante uma grande parte de sua vida foi feirante, hoje em dia \u00e9 empres\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nasceu na cidade de S\u00e3o Paulo, em 1970. Teve uma inf\u00e2ncia divertida e lembra que, sempre, foi muito feliz com o que tinha &#8211; tendo pouco ou muito. Na \u00e9poca, com a possibilidade de brincar na rua com seus amigos, jogava futebol, taco, pol\u00edcia e ladr\u00e3o, entre outras brincadeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era um \u00f3timo aluno, por\u00e9m aprontava bastante, mas n\u00e3o durante as aulas. Recorda que suas travessuras aconteciam quando jogavam bola e de vez em quando, quebravam vidra\u00e7as das casas que ficavam na rua onde brincava. Como toda m\u00e3e, a sua ficava bem brava, muito brava mesmo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m andava bastante de bicicleta, se sentia livre andando nela. Naquela \u00e9poca n\u00e3o tinha perigo, ent\u00e3o ia para tudo quanto \u00e9 lado. O \u00fanico problema \u00e9 que acabava parando bem longe de casa e, como era pequeno demais para andar sozinho, seus pais que eram r\u00edgidos, mas muito legais ficavam preocupados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pedro tem duas irm\u00e3s e, em sua inf\u00e2ncia, n\u00e3o brincou muito com elas, preferia sair com os amigos. Elas brincavam com suas bonecas e outras coisas que as meninas faziam naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre gostou muito de cachorro, como tamb\u00e9m sempre gostou de carros, hoje em dia tem uma cole\u00e7\u00e3o deles. No Natal ao inv\u00e9s de pedir brinquedo &#8211; como a maioria das crian\u00e7as &#8211; pedia cachorro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembra com tristeza da vez que seus pais deram seus cachorros sem que soubesse. Eles estavam passando por muitas dificuldades, inclusive, com a comida que era pouca &#8211; no caf\u00e9 da manh\u00e3 comiam p\u00e3o, no almo\u00e7o e jantar tomavam sopa &#8211; que era feita com as latinhas de ervilhas que seu pai comprava. E nessa crise, como n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es, tiveram que dar seus c\u00e3es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diferente de muitos, Pedro sempre gostou de seu trabalho, apesar de exigir bastante responsabilidade para uma crian\u00e7a. Come\u00e7ou a trabalhar aos 14 anos de idade como office boy num banco, onde trabalhava a semana inteira &#8211; de segunda a sexta &#8211; no per\u00edodo da tarde, logo depois da escola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma coisa que marcou muito em sua vida, foi o in\u00edcio de trabalho com seu pai. Ele vendia frutas na feira e todos os fins de semanas trabalhavam juntos. Saia de casa para trabalhar de sexta para s\u00e1bado \u00e0s onze horas da noite para ir ao Mercado Municipal onde compravam as frutas, carregava-as no caminh\u00e3o e ia para casa descansar. Chegavam \u00e0 feira por volta das quatro da manh\u00e3. S\u00f3 que nesse hor\u00e1rio todos ainda estavam dormindo ent\u00e3o, organizava a bancada e esperava as freguesas chegarem. Com esse dinheiro, ele ajudava sua fam\u00edlia que, naquela \u00e9poca, estava precisando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 28 anos de idade entrou na faculdade de Direito e formou-se com 31, mas n\u00e3o trabalhou muito como advogado. Com o tempo, come\u00e7ou sua vida como empres\u00e1rio no Ceasa e montou sua pr\u00f3pria empresa que se chama \u201cFrutart\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 muito feliz e realizado com tudo que conquistou, principalmente, com a fam\u00edlia linda que tem!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim trabalhando, ralando noite e dia, ele conseguiu chegar aonde chegou. Se foi dif\u00edcil? S\u00f3 ele sabe, mas podemos dizer que essa hist\u00f3ria \u00e9 de se admirar!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manuela Moraes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[13],"tags":[101,99,100],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wWE5-cM","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/792"}],"collection":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=792"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/792\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1222,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/792\/revisions\/1222"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=792"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=792"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=792"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}