{"id":787,"date":"2016-05-24T19:45:58","date_gmt":"2016-05-24T19:45:58","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=787"},"modified":"2016-06-21T18:06:01","modified_gmt":"2016-06-21T18:06:01","slug":"a-incrivel-historia-de-uma-mulher","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2016\/05\/24\/a-incrivel-historia-de-uma-mulher\/","title":{"rendered":"A incr\u00edvel hist\u00f3ria de uma mulher"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Ana Campos Ver\u00edssimo<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/FullSizeRender-16.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-789\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/FullSizeRender-16-300x300.jpg\" alt=\"FullSizeRender (16)\" width=\"234\" height=\"234\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/FullSizeRender-16-300x300.jpg 300w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/FullSizeRender-16-150x150.jpg 150w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/FullSizeRender-16-280x280.jpg 280w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/FullSizeRender-16.jpg 320w\" sizes=\"(max-width: 234px) 100vw, 234px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;As mem\u00f3rias que vou relatar s\u00e3o de uma mulher corajosa que, desde pequena, teve que trabalhar duro na ro\u00e7a. Antes de falecer, nos meados de abril, com uma mem\u00f3ria excelente, ela deu uma entrevista e contou sobre sua vida. Ficamos mais de uma hora conversando, ela me relatando sua hist\u00f3ria e eu, escutando e perguntando. Foi um momento muito bom! Assim como todos que passamos juntas. Ali\u00e1s, no dia que fui entrevist\u00e1-la descobri que, como eu, minha bisa amava Nutella!&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria Aparecida nasceu e cresceu em uma fazenda em Barretos, interior de S\u00e3o Paulo. Sua vida l\u00e1 n\u00e3o era nada f\u00e1cil. Desde os sete anos j\u00e1 tinha que trabalhar duro, cuidando de crian\u00e7as menores, fazendo farinha, ajudando a plantar e colher os alimentos, ajudava tamb\u00e9m a cozinhar e v\u00e1rias outras coisas&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De oito irm\u00e3os, s\u00f3 quatro sobreviveram. Ela era a ca\u00e7ula, mas trabalhava quase tanto quanto os outros. Quando crian\u00e7a tinha muitas responsabilidades. Era tanto trabalho que mal tinha tempo para brincar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um sonho, n\u00e3o tinha! Eram tantas preocupa\u00e7\u00f5es, tarefas e\u00a0 coisas para se ocupar, que ela nem pensava nisso. Gostava e sentia prazer em ajudar os outros. De tudo o que fazia, o trabalho que mais gostava era o de cuidar das crian\u00e7as menores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, por mais que sua inf\u00e2ncia tenha sido dura, ela sente saudades daquela \u00e9poca!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua juventude o trabalho era dobrado, come\u00e7ava logo ao amanhecer e terminava\u00a0 tarde da noite, mas n\u00e3o era s\u00f3 isso, tamb\u00e9m tinha dois filhos para cuidar. Naquela \u00e9poca, era comum ter pelo menos uns dez filhos, mas ela\u00a0foi esperta. Sabia que n\u00e3o ia conseguir cuidar de mais de dois filhos e, ao contr\u00e1rio da maioria das mulheres daquele tempo &#8211; que mal pensavam nisso &#8211; ela decidiu e, no final, s\u00f3 teve um filho e uma filha. Enfim, essa \u00e9poca de sua vida foi bem dif\u00edcil, mas deu tudo certo. Afinal, o nascimento de seus filhos foi o momento mais marcante de sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando adulta, ela se mudou para S\u00e3o Paulo. Como nunca aprendeu a ler nem a escrever, veio para c\u00e1, dependendo do filho, que havia estudado em uma escola \u00a0perto de onde morava. No come\u00e7o n\u00e3o foi f\u00e1cil, mas depois arranjou um emprego e escola para os filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria Aparecida, ou para os amigos Cida, recordou que em sua opini\u00e3o o que mais mudou desde a sua \u00e9poca at\u00e9 hoje, foi que \u201ca vida ficou mais confort\u00e1vel com toda a tecnologia, mas antigamente era tudo saud\u00e1vel e as pessoas eram mais unidas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu desejo sempre foi que sua fam\u00edlia tivesse uma vida feliz e com muita sa\u00fade, assim como ela teve. Depois de muito trabalho, esfor\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o, conseguiu essa vida boa, uma fam\u00edlia que a amava demais e muita sa\u00fade!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Aqui eu encerro este texto, mas n\u00e3o todas as suas mem\u00f3rias. \u00a0Ontem, quatro de maio de 2016, em sua missa de s\u00e9timo dia, sua filha, minha tia av\u00f3, me falou que \u00a0mesmo depois de uma hora e meia \u00a0me contando a hist\u00f3ria de sua vida, quando sai da casa delas, minha bisa disse a ela assim \u201c porque voc\u00ea n\u00e3o me lembrou de dizer &#8230;\u201d.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Campos Ver\u00edssimo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[13],"tags":[24,98,76],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wWE5-cH","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/787"}],"collection":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=787"}],"version-history":[{"count":7,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/787\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1236,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/787\/revisions\/1236"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=787"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=787"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=787"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}