{"id":684,"date":"2016-05-23T20:04:56","date_gmt":"2016-05-23T20:04:56","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=684"},"modified":"2016-05-25T16:59:53","modified_gmt":"2016-05-25T16:59:53","slug":"cantor-ou-escritor-nao-importa-e-um-homem-sonhador","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2016\/05\/23\/cantor-ou-escritor-nao-importa-e-um-homem-sonhador\/","title":{"rendered":"Cantor ou Escritor. N\u00e3o Importa. \u00c9 um Homem Sonhador."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>Clara De Mello Franco Echeverria<\/em><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Arnaldinho.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-685\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Arnaldinho-224x300.jpg\" alt=\"Arnaldinho\" width=\"224\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Arnaldinho-224x300.jpg 224w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Arnaldinho-768x1028.jpg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Arnaldinho-765x1024.jpg 765w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Arnaldinho.jpg 956w\" sizes=\"(max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Viver do que eu gosto&#8221;. Ente outras frases inspiradoras contadas\u00a0\u00a0 \u00a0por Arnaldo, esta poderia ser uma das que mais define dois de seus g\u00eaneros art\u00edsticos: cantor e escritor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cen\u00e1rio onde tudo come\u00e7ou foi a popularmente conhecida cidade de S\u00e3o Paulo, lugar que j\u00e1 foi considerado, s\u00e9culos atr\u00e1s como um ambiente pouco explorado pela coloniza\u00e7\u00e3o urbana. Foi nele que Arnaldo Antunes nasceu, em setembro de 1960. Conviveu com seus pais, Arnaldo e Dora, na Rua Sagarana. Para sua sorte teve sete irm\u00e3os (quatro meninas e tr\u00eas meninos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como muitos era bom aluno, como poucos n\u00e3o gostava de \u201cdecorar\u201d assuntos escolares. Sempre teve muitas oportunidades para brincar, principalmente no s\u00edtio de Bragan\u00e7a com os seus primos: se entretiam com todo tipo de brincadeira desde pique &#8211; esconde, futebol, queimada, nadar, andar de bicicleta, charrete at\u00e9 empinar pipa e pegar passarinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu sonho era \u00fanico: crescer. Como muitos queria ter a liberdade de um p\u00e1ssaro. Queria desfrutar de oportunidades que s\u00f3 o mundo adulto consegue: poder fazer atos proibidos, participar das conversas confidenciais, entre outras oportunidades de \u2018\u2019ouro. \u2019\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez, a pior coisa do mundo \u00e9 sentir vergonha, ainda mais a vergonha do \u2018\u2019amor\u2019\u2019. Como muitos aos 12 anos teve sua primeira namorada, como poucos, descobriu que nessa idade n\u00e3o beijava, s\u00f3 dava a m\u00e3o e chamava para ir ao cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Arnaldo \u2018\u2019sofreu a febre da liberdade\u2019\u2019, gra\u00e7as aos seus pais.\u00a0 Aos 15 anos teve permiss\u00e3o para ir ao Nordeste e aos 18 planejou viajar para a Bol\u00edvia e o Peru. Mas s\u00f3 foi a Bol\u00edvia, j\u00e1 que o pa\u00eds adentrou na ditadura militar (e com ela, o conhecido toque de recolher). Ent\u00e3o abortou seus planos para o Peru.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma situa\u00e7\u00e3o que de fato \u00e9 reconhecida como uma parte extraordin\u00e1ria de sua vida aconteceu na escola e foi chamada de &#8220;manifesto do sopro&#8221;. Isso ocorreu durante o per\u00edodo da aterrorizante ditadura no Brasil. Como muitos alunos, cumpria seus rotineiros costumes, como poucos reagiu, com \u00edmpeto. Toda essa azucrinante manifesta\u00e7\u00e3o teve partida quando a escola proibiu os estudantes de tocarem flauta- um aperto tocante que feriu os cora\u00e7\u00f5es dos &#8220;flautistas&#8221;- Ent\u00e3o para reconcertar suas almas doloridas, combinaram um protesto turbulento para reivindicar seus direitos. Como marcado previamente, todos trouxeram seus instrumentos e no momento combinado os alunos come\u00e7aram a apitar&#8230; Como se previa, todos os participantes levaram uma suspens\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arnaldo teve sorte, saiu do col\u00e9gio casado, mas como todo sortudo teve um, por\u00e9m: tinha que exercer uma profiss\u00e3o. Seu emprego foi como revisor de texto \u2013 pelo menos gostava do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como muitos artistas, suas inspira\u00e7\u00f5es vieram de casa, como poucos veio de um pai pianista. Sua voz \u00fanica j\u00e1 lhe rendeu aproximadamente 500 m\u00fasicas e seus shows preferidos foram no Circo Voador, Hollywood Rock, na Abertura com David Bowie entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arnaldo foi e \u00e9 um homem sonhador, inspirador, al\u00e9m de bom cantor e bom escritor. At\u00e9 hoje faz o que quer com muito gosto e orgulho. Ele \u00e9 um exemplo de pessoa nobre, que o mundo inteiro poderia pensar em seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Arnaldinho-e-Clara.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-686\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Arnaldinho-e-Clara-224x300.jpg\" alt=\"Arnaldinho e Clara\" width=\"224\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Arnaldinho-e-Clara-224x300.jpg 224w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Arnaldinho-e-Clara-768x1028.jpg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Arnaldinho-e-Clara-765x1024.jpg 765w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Arnaldinho-e-Clara.jpg 956w\" sizes=\"(max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Clara De Mello Franco Echeverria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[33],"tags":[90,92,91],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wWE5-b2","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/684"}],"collection":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=684"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/684\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":856,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/684\/revisions\/856"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=684"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=684"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=684"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}