{"id":681,"date":"2016-05-23T20:01:31","date_gmt":"2016-05-23T20:01:31","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=681"},"modified":"2016-05-25T17:00:30","modified_gmt":"2016-05-25T17:00:30","slug":"o-homem-crianca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2016\/05\/23\/o-homem-crianca\/","title":{"rendered":"O Homem Crian\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Arthur Chaia Silvarolli<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Arthur.bmp\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-682\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Arthur.bmp\" alt=\"Arthur\" width=\"1755\" height=\"1275\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de Alexandre \u00e9 diferente. \u00c9 extraordin\u00e1ria e \u00e9 s\u00f3 dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como muitos paulistas, nasceu no interior de S\u00e3o Paulo em uma cidade min\u00fascula. Como poucos, era descendente de libaneses \u2018\u2019puros\u2019\u2019 que vieram do L\u00edbano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandre nasceu em 1947 em uma pequena e felizarda cidade chamada Mar\u00edlia. N\u00e3o havia nenhum perigo e todas as crian\u00e7as brincavam nas ruas a vontade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nasceu de parto normal, na Santa Casa. Vivia em uma casa muito grande. Nela havia um galinheiro, onde se colhiam ovos frescos. Tamb\u00e9m na casa plantaram v\u00e1rias \u00e1rvores, entre elas um p\u00e9 de jambo, um p\u00e9 de caqui e uma goiabeira. Depois de Alexandre nasceram dois irm\u00e3os, um tempor\u00e3o e o outro um ano mais novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu pai era comerciante e sua m\u00e3e, antes de se casar, era telefonista. Alexandre gostava muito de seu av\u00f4 e saia todos os dias com ele para fazer compras na cidade. Sua rela\u00e7\u00e3o com os amigos era muito boa: ficava o dia inteiro fora de casa se divertindo, de todas as brincadeiras imagin\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandre gostava muito de aprontar v\u00e1rias travessuras. Uma das maiores que ele costumava aprontar era essa: observar os caminh\u00f5es que transportavam amendoim, passar. Como se locomoviam muito devagar, ele e seus amigos aproveitavam para subir na \u2018\u2019rabeta\u2019\u2019 dos caminh\u00f5es com um canivete e perfuravam os sacos de amendoim para que ca\u00edssem no ch\u00e3o. Assim conseguiam levar para casa para torr\u00e1-los depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ia muito bem na escola, tanto \u00e9 que se tornou professor de Matem\u00e1tica. Quando pequeno, seu sonho era ser locutor de r\u00e1dio pelo fato de gostar de como esses profissionais falavam velozmente. A inf\u00e2ncia de Alexandre teve experi\u00eancias bastante emocionantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de algum tempo Alexandre come\u00e7ou a ficar mais velho e com novos gostos. Quando jovem, Alexandre presenciou uma situa\u00e7\u00e3o \u2018\u2019chocante\u2019\u2019 e ao mesmo tempo assustadora.\u00a0\u00a0 \u00a0Aos 16 anos como todos os adolescentes foi prestar o Alistamento Militar. Foi achando que n\u00e3o seria chamado e quem diria que seria que seu pensamento estava errado? Para seu espanto a not\u00edcia foi sua convoca\u00e7\u00e3o para a Aeron\u00e1utica Brasileira. Passou alguns anos na Aeron\u00e1utica, mas teve de sair por conta de um problema auditivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7ou a se apaixonar aos 17 anos, n\u00e3o s\u00f3 pelas garotas, mas tamb\u00e9m por uma carreira que o deixaria tamb\u00e9m encantado, a de professor. Infelizmente, seu primeiro trabalho foi em uma companhia telef\u00f4nica. Felizmente, conseguiu uma carreira como professor de Matem\u00e1tica. A melhor escola onde trabalhou foi no Porto Seguro. Mas a vida n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 amores. Alexandre passou por maus bocados, como por exemplo em uma escola na regi\u00e3o de Santo Amaro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandre teve uma vida divertida e at\u00e9 hoje tem esse seu jeito de querer fazer os outros rirem. Outra coisa que se sabe que ele faz muito bem \u00e9 sua habilidade em lidar com crian\u00e7as: nem parece que ele \u00e9 um senhor de 69 anos s\u00e1bio e s\u00e9rio, parece mais que ele \u00e9 uma crian\u00e7a. \u00c9 um daqueles homens que tem v\u00e1rias express\u00f5es e \u2018\u2019facetas\u2019\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maneira como enfrentamos os desafios nos define, mas o modo como contamos o que vivemos tamb\u00e9m pode garantir uma hist\u00f3ria de vida fant\u00e1stica. O jeito descontra\u00eddo, divertido e amoroso de Alexandre nos permite vislumbrar uma daquelas pessoas que n\u00e3o necessitam de aplausos, porque j\u00e1 encontram a recompensa dentro de si e na pr\u00f3pria vida. Isso tamb\u00e9m \u00e9 um desafio, uma vit\u00f3ria e tanto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arthur Chaia Silvarolli<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[33],"tags":[54,77,78],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wWE5-aZ","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/681"}],"collection":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=681"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/681\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":858,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/681\/revisions\/858"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=681"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=681"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}