{"id":541,"date":"2016-05-19T16:57:20","date_gmt":"2016-05-19T16:57:20","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=541"},"modified":"2016-05-24T19:36:31","modified_gmt":"2016-05-24T19:36:31","slug":"memorias-que-nao-podem-deixar-de-ser-contadas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2016\/05\/19\/memorias-que-nao-podem-deixar-de-ser-contadas\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3rias que n\u00e3o podem deixar de ser contadas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Helena Franco Fernandes<!--more--><\/p>\n<p>Esportivo, amigo, av\u00f4, engra\u00e7ado, me banha de conhecimento. \u00a0\u00a0Mem\u00f3rias contadas por uma pessoa muito especial, meu av\u00f4, Fernando Gomes Franco. Sou neta dele entre outros sete netos, quatro filhos e uma bela esposa, muito bonito de se ver!<\/p>\n<p>Nasceu no ano de 1943, em S\u00e3o Paulo. Sempre morou na sua cidade natal. Quando crian\u00e7a morava com seus pais e seu irm\u00e3o, era o ca\u00e7ula da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Na sua inf\u00e2ncia, passava as f\u00e9rias em Santos\u00a0 &#8211; na casa de sua m\u00e3e e tias- e gostava de fazer castelos de areia. Puxa quantos castelos de areias! Uma vez de tanto ficar exposto ao Sol, ficou ferido e dolorido. Puxa dores dif\u00edceis!<\/p>\n<p>Adorava jogar bola, at\u00e9 hoje v\u00ea jogos de futebol. Quando era crian\u00e7a morava perto do antigo est\u00e1dio do\u00a0 Palmeiras. O melhor jogador era seu vizinho de porta. Mas mesmo assim continuou com sua opini\u00e3o firme e forte, torcendo para o S\u00e3o Paulo sem se arrepender. Gerou uma fam\u00edlia de s\u00e3o-paulinos.<\/p>\n<p>Na sua inf\u00e2ncia andou muito de bicicleta, aos doze anos come\u00e7ou a ir at\u00e9 o parque do Pacaembu. Eram 10 quil\u00f4metros para ir e mais dez para voltar. Vinte quil\u00f4metros! Mas o verdadeiro desafio era de tirar o f\u00f4lego! Subir as escadas com as bicicletas. Morava no terceiro andar. \u00a0Disse que em alguns pr\u00e9dios tinham cordas para pux\u00e1-las, para facilitar a subida, queria que tivesse uma em sua janela.<\/p>\n<p>Mais velho, come\u00e7ou a ter problemas na vis\u00e3o e come\u00e7ou a usar \u00f3culos. Teve que parar de jogar futebol, pois n\u00e3o estava conseguindo ver muito bem a bola. Tinha um interesse por t\u00eanis. Hoje se interessa mais por t\u00eanis\u00a0 do que por futebol. Se \u00a0aprofundou mais no esporte e o adorou. Hoje joga com seus amigos no clube, \u00e9 um craque!<\/p>\n<p>Quando ficou adulto, teve uma vida cheia de viagens. Algumas dessas foram at\u00e9 no Jap\u00e3o, ou no interior do Brasil. Algumas com os seus quatro filhos e esposa. Outras com o congresso onde trabalhava. Vou relatar algumas de suas viagens, com mem\u00f3rias marcantes para o resto de sua vida.<\/p>\n<p>Viajou para a Alemanha a trabalho&#8230; houve uma suspeita de bomba no avi\u00e3o, de volta para S\u00e3o Paulo. Contou-me que todos os passageiros sa\u00edram, para identificar as bagagens, o que fez demorar horas. No final n\u00e3o tinha nenhuma bomba. Que bom!<\/p>\n<p>Em uma viagem a passeio, com seus filhos e esposa a \u00a0Disney, quando estava nevando, meu av\u00f4 decidiu usar shorts ao ver os americanos usando j\u00e1 acostumados com a temperatura. Foi assim: no dia seguinte colocou shorts ao entrar no parque quase congelou de tanto frio, mas n\u00e3o podiam voltar, seus filhos tinham lhe avisado. Ficou dois dias na viagem de cama resfriado. Totalmente congelado!<\/p>\n<p>11 de setembro de 2000. Um desespero. A queda das torres g\u00eameas. Um desastre! O maior desespero, uma verdadeira crise que parou um pa\u00eds. Meu av\u00f4 em outra viagem a trabalho em Chicago (Elinois) sem saber de nada, estava indo trabalhar de taxi. Quando minha m\u00e3e ligou explicando tudo: primeiro um avi\u00e3o bateu na primeira torre, depois outro bateu na segunda. Foi o maior atentado j\u00e1 acontecido nos Estados Unidos da Am\u00e9rica. Quando ele chegou no congresso todos os seus colegas de trabalho, e outras pessoas, estavam na televis\u00e3o para saber mais. Para conseguir comida foi muito dif\u00edcil, pois nenhum restaurante queria funcionar, n\u00e3o sabiam se ia ter mais algum ataque. No final o congresso providenciou sandu\u00edches. Para voltar para casa demorou 3 dias, antes estava tudo fechado, e tudo lotado todos os viajantes queriam voltar para casa e fam\u00edlia, e alguns fugindo do pa\u00eds, com medo e preocupa\u00e7\u00e3o. Foi \u00a0chocante, assustador!<\/p>\n<p>Estas foram as mem\u00f3rias de Fernando. Com efeito, assim foi e assim aconteceu. E estas s\u00e3o\u00a0\u00a0 hist\u00f3rias que ele nunca mais esqueceu. \u00a0Como uma bola chutada, ou lan\u00e7ada, que nunca mais volta. Pois esta hist\u00f3ria n\u00e3o acaba mais&#8230;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/HELENA-1.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-544\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/HELENA-1-727x1024.jpg\" alt=\"HELENA\" width=\"727\" height=\"1024\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/HELENA-1-727x1024.jpg 727w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/HELENA-1-213x300.jpg 213w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/HELENA-1-768x1082.jpg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/HELENA-1.jpg 1136w\" sizes=\"(max-width: 727px) 100vw, 727px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Helena Franco Fernandes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[14],"tags":[17,57,58],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wWE5-8J","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/541"}],"collection":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=541"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/541\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":781,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/541\/revisions\/781"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=541"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=541"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=541"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}