{"id":435,"date":"2016-05-17T17:04:06","date_gmt":"2016-05-17T17:04:06","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=435"},"modified":"2016-05-20T16:28:04","modified_gmt":"2016-05-20T16:28:04","slug":"outra-historia-para-contar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2016\/05\/17\/outra-historia-para-contar\/","title":{"rendered":"Outra Hist\u00f3ria Para Contar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Isabela Conte Monteiro<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Bela1.jpg\" alt=\"Bela1\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de Maria Aparecida \u00e9 comum em muitas fam\u00edlias e \u00fanica para a sua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo come\u00e7ou na Primeira Guerra Mundial, seu pai \u00b4\u00b4Napolitano\u00b4\u00b4 (pessoa nascida em Napoli) foi um dos sobreviventes, ficou preso durante quatro anos e em 1919 voltou para sua casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Casou-se com Ana em 1922. Em 1924 teve seu primog\u00eanito chamado Raphael e dois anos depois chegou a Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anos se passaram, at\u00e9 que seu pai resolveu vir para o Brasil, pois dizia que Brasil era a Am\u00e9rica que os deixariam ricos. Deixou sua vida na It\u00e1lia, sua esposa e seus filhos.\u00a0 Por\u00e9m a vida n\u00e3o foi t\u00e3o f\u00e1cil assim, morava em uma casa pequena, com apenas um colch\u00e3o e ainda n\u00e3o arrumara trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Ana aceitou a proposta de seu marido para vir com as crian\u00e7as para o Brasil, o navio que embarcaria afundou semanas antes do embarque, atrasando-o.\u00a0\u00a0 Ao chegarem no Brasil, se reencontraram, sua m\u00e3e come\u00e7ou a trabalhar, costurando roupas para outras pessoas e cal\u00e7as para seu marido, e a fam\u00edlia aumentando mais ainda&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua fam\u00edlia ficou bem extensa, Domingos e Ana tiveram Raphael e Maria (nascidos na It\u00e1lia), Anunciata, Josephina, Neiva, Ana, Ivone, Domingos e por fim ela, Maria Aparecida, nascida no dia 26 de julho de 1942, (todos os outros nascidos no Brasil).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua casa era bem ampla, por\u00e9m, ao mesmo tempo pequena por conta da quantidade de pessoas que moravam l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela gostava das brincadeiras t\u00edpicas como: futebol, pingue pongue, fazer roda com os amigos, andar de bicicleta, amarelinha. E de vez em quando ela criava mais uma brincadeira e tinha a esperan\u00e7a que funcionasse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando estava na adolesc\u00eancia gostava de passar trotes para diversas pessoas e de entrar em bailes para 16 anos quando tinha apenas 14- o que foi impressionante para uma mulher hoje t\u00e3o respons\u00e1vel-.\u00a0\u00a0\u00a0 Com 16 anos, come\u00e7ou a trabalhar em uma companhia de seguros, com 17 come\u00e7ou a namorar e com apenas 19 casou-se com Am\u00e2ndio Monteiro &#8211; o que ela comenta ter sido um erro, e sempre fala \u00e0s crian\u00e7as para se casarem, no m\u00ednimo, depois dos 20 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de casar teve 5 filhos chamados: Marcos, Marcio, Marcelo, Mauricio e Mauro, colocando todos os nomes come\u00e7ando com MA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um h\u00e1bito diferente comparado aos de hoje eram as parteiras irem as casas para realizarem os partos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com apenas 14 dias de vida, perdeu um dos seus filhos (que foi dif\u00edcil de compreender e de aceitar), o Marcio, foi um de seus traumas e o outro foi de 16 anos mais tarde ter perdido seu marido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trabalhando duro criou seus 4 filhos, todos formados, com suas fam\u00edlias para contarem suas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje aos 74 anos, trabalha em casa como banqueteira e tricoteira, vendo os filhos e netos todos os domingos. Pretende continuar fazendo exerc\u00edcios para manter sua sa\u00fade boa e aconselha a casar com mais de 19 anos para fazer uma boa faculdade, objetivo n\u00e3o alcan\u00e7ado por ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maneira como enfrentamos os desafios nos define, modo como contamos tamb\u00e9m \u00e9 muito revelador da atitude e do car\u00e1ter.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jeito de Maria permite vislumbrar uma daquelas pessoas que n\u00e3o necessitem de aplausos, porque encontra a recompensa dentro de si e na pr\u00f3pria vida. Isso tamb\u00e9m \u00e9 um desafio, tanto para ela quanto para todos que convivem com algu\u00e9m t\u00e3o especial, como ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Bela.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-437\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Bela.jpg\" alt=\"Bela\" width=\"521\" height=\"604\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Bela.jpg 521w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Bela-259x300.jpg 259w\" sizes=\"(max-width: 521px) 100vw, 521px\" \/><\/a> <a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Bela1.jpg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Isabela Conte Monteiro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[33],"tags":[35],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wWE5-71","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/435"}],"collection":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=435"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/435\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":585,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/435\/revisions\/585"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}