{"id":343,"date":"2016-05-22T08:00:52","date_gmt":"2016-05-22T08:00:52","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=343"},"modified":"2016-05-22T16:55:45","modified_gmt":"2016-05-22T16:55:45","slug":"uma-brasileira-portuguesa-com-certeza","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2016\/05\/22\/uma-brasileira-portuguesa-com-certeza\/","title":{"rendered":"Uma brasileira portuguesa, com certeza"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Clara da Quinta Rodrigues<\/strong><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/clara.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-344 alignright\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/clara.jpg\" alt=\"clara\" width=\"209\" height=\"232\" \/><\/a>As mem\u00f3rias que eu vou contar s\u00e3o de\u00a0minha av\u00f3 materna, Maria Beatriz Martins\u00a0Fernandes, ela tem sessenta e sete anos de\u00a0idade e nasceu na cidade de S\u00e3o Paulo, passou\u00a0a inf\u00e2ncia morando entre Portugal e a cidade em\u00a0que nasceu, pois seu pai tinha neg\u00f3cios no\u00a0Brasil, mas n\u00e3o queria perder o contato com os\u00a0parentes de Portugal, por isso eles tinham casa\u00a0nos dois pa\u00edses, e faziam tanto esse trajeto.<\/p>\n<p>Quando pequena, morava pr\u00f3ximo ao centro\u00a0de S\u00e3o Paulo, tinha muitas amigas e amigos,\u00a0brincava muito com eles no p\u00e1tio da igreja que\u00a0frequentava, na escola. Em Portugal, brincava\u00a0numa rua de terra em frente \u00e0 casa da av\u00f3,\u00a0principalmente de esconde-esconde e pular\u00a0corda, que eram suas brincadeiras preferidas.<\/p>\n<p>Os lugares de que ela mais gostava eram a\u00a0escola e sua pr\u00f3pria casa. Esconderijo ela\u00a0tamb\u00e9m tinha, era embaixo da cama! Bom\u00a0esconderijo, afinal! Ela se escondia para brincar\u00a0e para n\u00e3o apanhar da m\u00e3e ou do pai quando\u00a0aprontava alguma travessura.<\/p>\n<p>Gostava muito de ir \u00e0 praia com seus pais\u00a0Emilia e Manuel, sua irm\u00e3 Elisabete e sua\u00a0cachorra Violeta. Ela entrava no mar com seu pai\u00a0e at\u00e9 Violeta pulava na \u00e1gua. Mas, n\u00e3o ia muito,\u00a0fazer isso era coisa rara! Pois seus pais\u00a0trabalhavam muito.<\/p>\n<p>Ela estudava, e nas horas vagas fazia um\u00a0curso de costura e bordado que sua m\u00e3e quis\u00a0que ela fizesse j\u00e1 que a maioria das garotas\u00a0daquela \u00e9poca n\u00e3o estudava muito. Come\u00e7ou a\u00a0gostar da costura, fazia lindas roupas para ela e\u00a0sua irm\u00e3.<\/p>\n<p>Aos doze anos foi morar definitivamente em\u00a0Portugal, pois sua m\u00e3e percebeu que ela e sua\u00a0irm\u00e3 come\u00e7aram a falar sobre meninos e\u00a0namoro. Emilia, sua m\u00e3e, era muito tradicional e\u00a0n\u00e3o aprovou o namoro, quis levar as duas para\u00a0um lugar com fam\u00edlias conhecidas, ou seja,\u00a0fam\u00edlias da cidade. Em Portugal, Beatriz n\u00e3o se\u00a0acostumou com a escola, n\u00e3o gostava do lugar e\u00a0n\u00e3o conseguia fazer amigos, foi cada vez mais\u00a0se dedicando a costura e o bordado, virando\u00a0uma costureira de m\u00e3o cheia. Mais para frente,\u00a0no ensino m\u00e9dio, deixou os estudos para se\u00a0dedicar ao trabalho, vendia as roupas que fazia\u00a0para as pessoas de sua cidade, mas n\u00e3o\u00a0gostava de costurar para elas, tinha que fazer\u00a0roupas mais \u201cantigas\u201d.<\/p>\n<p>Em Portugal, conheceu seu marido, meu av\u00f4\u00a0\u2013 rapaz da cidade, \u00f3bvio! Ramiro nasceu em\u00a0Portugal, morava no Brasil, mas estava a\u00a0passeio no Porto. Eles ficaram namorando por\u00a0cartas e em uma viagem das fam\u00edlias de Beatriz\u00a0e de Ramiro ao Brasil eles se casaram.<\/p>\n<p>Foram essas algumas das mem\u00f3rias dos\u00a0primeiros vinte anos da vida de minha av\u00f3. Da\u00a0sua inf\u00e2ncia, at\u00e9 o seu casamento e de suas\u00a0diversas viagens e mudan\u00e7as! Contar tudo isso\u00a0me deu vontade de ir para l\u00e1, meu pai j\u00e1 foi,\u00a0minha m\u00e3e j\u00e1 foi, meu irm\u00e3o j\u00e1 foi. S\u00f3 falta eu!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Clara da Quinta Rodrigues<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[15],"tags":[22,21,23],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wWE5-5x","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/343"}],"collection":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=343"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/343\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":579,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/343\/revisions\/579"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=343"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=343"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=343"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}