{"id":320,"date":"2016-05-21T14:00:51","date_gmt":"2016-05-21T14:00:51","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=320"},"modified":"2016-05-25T19:39:13","modified_gmt":"2016-05-25T19:39:13","slug":"consmorias","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2016\/05\/21\/consmorias\/","title":{"rendered":"Consm\u00f3rias\u00a0\u00a0\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Laura D. Jardanovski \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/constantino-laura.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-322 size-medium\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/constantino-laura-300x300.jpg\" alt=\"constantino-laura\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/constantino-laura-300x300.jpg 300w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/constantino-laura-150x150.jpg 150w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/constantino-laura-768x768.jpg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/constantino-laura-280x280.jpg 280w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/constantino-laura.jpg 827w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Constantino Dolhnikoff nasceu em Piracicaba, estado de S\u00e3o Paulo ano de 1932. Por\u00e9m j\u00e1 aos seis meses seus pais mudaram daquela cidadezinha &#8211; pequena, pobre, sem maneira de ganhar a vida &#8211; para a grande, com oportunidades de emprego e maiores chances de conquistas: S\u00e3o Paulo. Com uma m\u00e3o na frente e outra atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Ele morava com seus pais e com um irm\u00e3o. Tinha uma boa rela\u00e7\u00e3o com eles por\u00e9m com o passar dos anos, quando j\u00e1 eram adultos, um virou s\u00f3cio do outro e tiveram &#8220;problemas financeiros&#8221; que foram mal resolvidos e a amizade deles esfriou a partir dessa ocasi\u00e3o. Mas isso s\u00f3 quando adultos, quando crian\u00e7as se davam muito bem. Sentiu grande perda pois tinha uma rela\u00e7\u00e3o muito forte com ele e hoje em dia n\u00e3o se veem e n\u00e3o se falam. Ele tem uma mistura de sentimentos, raiva, tristeza, rancor&#8230;<\/p>\n<p>Aos seis anos entrou na escola mas n\u00e3o gostava, na verdade detestava. Constantino era descendente de judeus israelitas por isso estudava hebraico no fim da tarde, o que era uma carga pesada para uma crian\u00e7a pois mostravam coisas sobre a guerra e o sofrimento dos judeus.\u00a0 Nessa idade, seis, sete, oito anos gostaria de ter mais liberdade para brincar. Ent\u00e3o como sua escola era &#8220;meio&#8221; r\u00edgida ele realmente se tornou-se &#8220;al\u00e9rgico&#8221; aos estudos!<\/p>\n<p>Na sua adolesc\u00eancia, aos 13 anos, ele fez a festa do Bar Mitzv\u00e1. Para o Bar Mitzv\u00e1 \u00e9 preciso estudar a Tor\u00e1 (b\u00edblia) com certa profundidade. Ele foi se interessando cada vez mais pelo assunto, mas depois de uns anos percebeu que a religi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um fato natural. Religi\u00e3o \u00e9 imposta pela civiliza\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio dos mil\u00eanios. Ent\u00e3o se tornou ateu. O que foi para ele uma grande liberdade, como se ele come\u00e7asse a cuidar da pr\u00f3pria vida, pois seus pais acreditavam fortemente no juda\u00edsmo e contrari\u00e1-los foi um belo desafio.<\/p>\n<p>Se formou m\u00e9dico na Universidade de S\u00e3o Paulo por volta dos anos 60. Foi um m\u00e9dico feliz por muitos anos.<\/p>\n<p>Agora Constantino vive com sua esposa, tem tr\u00eas filhos, cinco netos (uma delas essa escritora de mem\u00f3rias) e uma bisneta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Laura D. 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