{"id":224,"date":"2016-05-06T00:28:34","date_gmt":"2016-05-06T00:28:34","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=224"},"modified":"2016-05-11T17:12:20","modified_gmt":"2016-05-11T17:12:20","slug":"wulf-hermann-dittmar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2016\/05\/06\/wulf-hermann-dittmar\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3rias de Wulf Hermann Dittmar"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Andr\u00e9 Meyer Dittmar<\/strong><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/andre-foto1.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" size-full wp-image-239 alignright\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/andre-foto1.jpg\" alt=\"andre-foto1\" width=\"197\" height=\"201\" \/><\/a>Wulf nasceu em 9 de janeiro de 1951 na Alemanha, em Saarbr\u00fccken, que \u00e9 perto de Frankfurt. Ele veio para o Brasil com sua fam\u00edlia em 1958. Neste ano, seu av\u00f4 decidiu abrir uma filial de sua f\u00e1brica aqui no Brasil e chamou seu genro, pai de Wulf, para dirigi-la. Eles vieram de navio para o Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Wulf tem algumas lembran\u00e7as de sua inf\u00e2ncia na Alemanha. Ele se lembra de um carro pequeno, verde, que era parecido com um fusca, no qual cabiam seus pais, seu irm\u00e3o e ele. Ele sempre ia para a casa de sua av\u00f3. Na frente da casa dela havia um campo de futebol. Sua fam\u00edlia tinha um cachorro da ra\u00e7a Basset, que se chamava Purtzel e que acompanhava a fam\u00edlia em tudo que faziam. Ele veio junto na viagem de navio quando eles imigraram.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando chegou ao Brasil, ele se sentiu um pouco perdido por n\u00e3o saber a l\u00edngua, mas foi logo para a escola, fez novos amigos e aprendeu a falar portugu\u00eas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> Ele gostava muito de animais. Logo quando chegou, ganhou\u00a0uma tartaruga do pai. Mais tarde foi comprando outras esp\u00e9cies.\u00a0Houve \u00e9pocas em que tinha\u00a015 tartarugas, al\u00e9m de um grande aqu\u00e1rio. Wulf ia de \u00f4nibus para sua escola que ficava no centro de S\u00e3o Paulo. Mas logo, por ser uma viagem muito longa, foi transferido para outra escola, mais pr\u00f3xima da casa onde moravam. Mais tarde, quando meu pai j\u00e1 tinha 12 anos, ganhou um cavalo chamado Agadir. Ele cavalgava muito na regi\u00e3o onde hoje est\u00e3o as marginais do Rio Pinheiro. \u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Naquela \u00e9poca, anos\u00a01960, S\u00e3o Paulo era uma cidade muito mais tranquila do que \u00e9 hoje. Ele sa\u00eda sozinho de \u00f4nibus ou, quando ia para alguma festa, voltava sozinho ou com os amigos. Com 18 anos fez a carta de habilita\u00e7\u00e3o e ganhou um fusquinha branco. Ent\u00e3o, com dois amigos, fez uma longa viagem de um m\u00eas pelo Brasil levando uma barraca. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A f\u00e1brica deu certo no come\u00e7o, mas depois foi vendida e seu pai, que era engenheiro, encontrou um trabalho em Belo Horizonte. Nessa \u00e9poca Wulf tinha 18 anos e foi morar em Viena, na \u00c1ustria, onde estudou qu\u00edmica por um ano e meio. Nesta \u00e9poca ele come\u00e7ou a fotografar e manteve esta atividade por mais de 20 anos. Chegou a participar de v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es, nas quais mostrava as fotografias que havia feito nas viagens pelo Brasil e no exterior. Descobriu que queria ser m\u00e9dico e morar aqui no Brasil e quando voltou \u00a0se naturalizou como um brasileiro de origem, mas a l\u00edngua alem\u00e3 sempre se manter\u00e1 em sua mem\u00f3ria. Depois de um tempo ele se formou em Medicina, com 25 anos de idade. Enquanto estudava, vivia com amigos em uma rep\u00fablica \u2013 um apartamento que \u00e9 alugado por v\u00e1rios estudantes. Ele se recorda de festas e muita farra com os seus colegas. Escolheu ser psiquiatra e depois de um ano de formado come\u00e7ou a dar aulas. Em uma aula ele conheceu minha m\u00e3e, Maria do Carmo, conhecida como Lila.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eles se casaram e tiveram 2 filhos cujos\u00a0nomes s\u00e3o Pedro, o mais feio, nascido em 1995 em setembro, e eu, o mais bonito e importante, hoje com 10 anos, nascido em outubro de 2005. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje em dia trabalha como psiquiatra em um\u00a0consult\u00f3rio particular e no Hospital Albert Einstein. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/andre-foto2.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"  wp-image-240 alignleft\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/andre-foto2-241x300.jpg\" alt=\"andre-foto2\" width=\"164\" height=\"204\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/andre-foto2-241x300.jpg 241w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/andre-foto2.jpg 331w\" sizes=\"(max-width: 164px) 100vw, 164px\" \/><\/a>Escolhemos como objeto importante para a fam\u00edlia de Wulf o bras\u00e3o da nossa fam\u00edlia. Esse bras\u00e3o significa que h\u00e1 muito tempo atr\u00e1s um antepassado morava em uma vila que estava sendo atacada por inimigos atr\u00e1s de dinheiro. Em uma noite, este antepassado escalou o muro que protegia a vila e foi atr\u00e1s dos canh\u00f5es que estavam dirigidos para ela. Ele colocou um prego em cada pavio dos canh\u00f5es. De manh\u00e3, quando os inimigos tentaram atirar, n\u00e3o conseguiram porque esse prego bloqueou a passagem do fogo. Assim ele salvou a vila. Por isso nosso bras\u00e3o tem um prego em cima do elmo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Andr\u00e9 Meyer Dittmar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[12],"tags":[22,21,23],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wWE5-3C","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/224"}],"collection":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=224"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/224\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":241,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/224\/revisions\/241"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}