{"id":188,"date":"2016-05-06T00:14:23","date_gmt":"2016-05-06T00:14:23","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=188"},"modified":"2016-05-24T19:10:16","modified_gmt":"2016-05-24T19:10:16","slug":"nono-titulo-falso-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2016\/05\/06\/nono-titulo-falso-2\/","title":{"rendered":"A incr\u00edvel hist\u00f3ria de Claudenice"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por Martin Ferreira Vilela<\/em><\/strong><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/martin-claudenice.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-763 alignleft\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/martin-claudenice-225x300.jpg\" alt=\"martin-claudenice\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/martin-claudenice-225x300.jpg 225w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/martin-claudenice-768x1024.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a>Claudenice Gon\u00e7alves dos Santos nasceu em um hospital no Paran\u00e1 chamado Rol\u00e2ndia, no dia 13 de mar\u00e7o de 1967. O apelido dela \u00e9 Preta, por ser chamada assim desde crian\u00e7a. Seu\u00a0pai chama-se\u00a0Joaquim, sua,\u00a0Marta e tem tr\u00eas irm\u00e3s chamadas Cleusa, Cleunice e Claudete!<\/p>\n<p>Ela brincava na rua, tinha mais liberdade do que tem hoje, n\u00e3o passava tanto carro, era mais seguro. Nos\u00a0fins de semana, sua m\u00e3e convidava muitos primos, tias, tios e sua m\u00e3e fazia bastante comida para todos comerem. E brincavam em uma varanda. Nos dias semanais, Preta levantava cedo de sua cama, ajudava a m\u00e3e dela e depois ia para a escola.<\/p>\n<p>Assistia filmes com a fam\u00edlia, seu pai gostava de filmes evang\u00e9licos, e com os amigos andava de bicicleta, brincava de fubeca, carrinho de rolim\u00e3, barra-manteiga e patins. Essa era a programa\u00e7\u00e3o dos dias de sol em sua rua! E nos de chuva, ficava em casa com sua m\u00e3e, seu pai e suas irm\u00e3s. Tempos atr\u00e1s ela ficava at\u00e9 tarde da noite brincando na rua!<\/p>\n<p>Ela tinha um papagaio chamado Jos\u00e9, uma tartaruga que n\u00e3o se lembra do nome, e dois cachorros chamados Duke e Tio, brincava muito com eles, Duke era branco e Tio era preto com manchas brancas.<\/p>\n<p>Ficava em sua casa nas f\u00e9rias, dormia at\u00e9 tarde, n\u00e3o tinha hora para nada, os pais dela n\u00e3o colocavam ordem podiam fazer o que quisessem, ir a casa da av\u00f3 Benedita &#8211; que era perto &#8211; l\u00e1 tinha p\u00e9 de fruta ficavam chupando, tinha laranjeira, jabuticabeira, mangueira, abacateiro.<\/p>\n<p>Seu Natal era incr\u00edvel, a \u00e1rvore era de verdade, que enfeitavam. Faziam rabanada, tinha muita comida e todos os parentes iam na casa da m\u00e3e de Claudenice, e era uma festa muito grande, ela ganhava bonecas e ficava &#8220;feliz da vida&#8221;.<\/p>\n<p>Seu anivers\u00e1rio era muito gostoso. Usavam tudo que j\u00e1 tinha na casa, n\u00e3o compravam nada. O bolo, os salgados, era tudo feito em casa.<\/p>\n<p>As festas juninas, nem se fala! Porque no bairro onde ela morava, os moradores fechavam a rua, e a\u00ed todos se vestiam de caipira, faziam aquela fogueira gigante no meio da rua. Tinha canjica, maria-mole, arroz-doce, bolo de fub\u00e1, tudo de festa junina os adultos faziam.<\/p>\n<p>A P\u00e1scoa era \u00f3tima, ela pegava\u00a0um ovo, cozinhava, pintava a casca e colocava nas cestas de P\u00e1scoa para enfeitar o local. Ganhava chocolate, caixa de bombom e ganhava um ovo de chocolate s\u00f3 para dividirem por que era muita gente e a fam\u00edlia dela n\u00e3o tinha dinheiro para comprar muitos ovos para cada um.<\/p>\n<p>No dia das crian\u00e7as ela n\u00e3o ganhava brinquedo, s\u00f3 seu pai \u00e0s vezes comprava um jogo para a fam\u00edlia comemorar, eles preferiam comprar roupas.\u00a0Os melhores amigos dela de inf\u00e2ncia se chamavam Andr\u00e9 e Luana que era bem carinhosa.<\/p>\n<p>O que ela mais gostava em seu col\u00e9gio era o local, que era bonito e bom para brincar. A maior bronca que j\u00e1 levou foi quando o perueiro estava dirigindo e ela e seus amigos sa\u00edram da perua\u00a0em movimento, ent\u00e3o ele deu uma bronca neles e n\u00e3o deixou mais pegarem carona \u2013 tiveram quem mudar de perua. Ela praticava v\u00f4lei, ia no clube treinar e jogava.<\/p>\n<p>Sua maior enrascada foi quando sua m\u00e3e mudou de casa e ela ia para sua casa antiga sempre, at\u00e9 o dia que seu pai descobriu. Sempre foi s\u00e3o-paulina e s\u00f3 \u00e0s vezes brincava com os irm\u00e3os porque ela era ca\u00e7ula e eles iam ao trabalho. Seu primeiro cinema foi ver o filme \u201cAo mestre com carinho\u201d que era um professor carinhoso!<\/p>\n<p>Sua adolesc\u00eancia foi muito dif\u00edcil porque seu pai faleceu ent\u00e3o ficou muito triste. Ela ia muito na praia com seus amigos, com 16 anos come\u00e7ou a namorar, e seu \u00eddolo era o John Lennon.<\/p>\n<p>Em sua lua de mel foi a praia. Conheceu minha m\u00e3e quando ela era solteira! Veio para S\u00e3o Paulo e agora tem muitos amigos aqui como eu, minha m\u00e3e, meu pai, meus irm\u00e3os, Roberta, Noelly, Marco, Marcos, Camila, Paula, Teresa, Jo\u00e3o e\u00a0Andr\u00e9ia &#8211; quem tem um filho &#8211; e muitos outros. \u201cMas essa j\u00e1 \u00e9 outra historia\u201d&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Martin Ferreira Vilela<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[12],"tags":[22,21,23],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wWE5-32","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/188"}],"collection":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=188"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/188\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":764,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/188\/revisions\/764"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}