{"id":1830,"date":"2019-06-25T14:56:26","date_gmt":"2019-06-25T14:56:26","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=1830"},"modified":"2019-08-14T15:20:31","modified_gmt":"2019-08-14T15:20:31","slug":"carmen-a-doce-trabalhadora","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2019\/06\/25\/carmen-a-doce-trabalhadora\/","title":{"rendered":"Carmen, a \u201cdoce\u201d trabalhadora"},"content":{"rendered":"<h6>Fotografia de Manuela Rodrigues<\/h6>\n<p>Sou Carmem Lucia de Lima e, apesar do nome duplo, todos me chamam de Carmem. Eu tenho 47 anos, nasci no dia 6 de mar\u00e7o de 1972 em S\u00e3o Paulo, capital, onde sempre morei.<\/p>\n<p>Tenho oito irm\u00e3os, seis homens e tr\u00eas mulheres, sendo que um por parte s\u00f3 do meu pai e uma irm\u00e3 portadora de uma s\u00edndrome. Assim como eu, todos nascidos em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<div id=\"attachment_1831\" style=\"width: 192px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Daniel.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1831\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1831 size-full\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Daniel.jpg\" alt=\"\" width=\"182\" height=\"320\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Daniel.jpg 182w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Daniel-171x300.jpg 171w\" sizes=\"(max-width: 182px) 100vw, 182px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1831\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o de Daniel<\/p><\/div>\n<p>Diferente da maioria das crian\u00e7as de hoje em dia, passei minha inf\u00e2ncia morando em um s\u00edtio \u2013 apesar de parecer afastado, fica no Jardim \u00c2ngela, zona Sul da capital. Gostava muito de brincar com meus irm\u00e3os e primos. Brinc\u00e1vamos de pular corda, de carrinho de rolim\u00e3, balan\u00e7o, bolinha de gude, pi\u00e3o e de subir em \u00e1rvores \u2013 brincadeiras raras de se ver atualmente. A minha brincadeira favorita era pular corda.<\/p>\n<p>Nesse s\u00edtio aconteceu algo que me marcou e nunca mais esqueci. Tenho a impress\u00e3o que ficou \u201ccolado\u201d em minha mem\u00f3ria por muito tempo. L\u00e1, tinham muitos po\u00e7os, pois n\u00e3o t\u00ednhamos \u00e1gua encanada. Um dia, um dos meus irm\u00e3os subiu nas minhas costas e, como eu n\u00e3o estava prestando muita aten\u00e7\u00e3o, levei um \u201dbaita\u201d susto, impulsionei para frente jogando meu corpo para tr\u00e1s. Por causa disso, ele se desequilibrou e acabou caindo dentro do po\u00e7o. Como o po\u00e7o tinha bastante \u00e1gua e era muito fundo, precisaram chamar o Corpo de Bombeiros para resgat\u00e1-lo. Naquele momento senti um medo terr\u00edvel de perder meu irm\u00e3o querido, mas felizmente ele n\u00e3o se machucou. No entanto, \u201cquem se machucou fui eu\u201d, fiquei com tanto peso na consci\u00eancia que at\u00e9 tive que fazer terapia porque se ele tivesse morrido, a culpa seria toda minha. Hoje esse trauma j\u00e1 foi superado, pois entendi que foi apenas um acidente.<\/p>\n<p>Estudei at\u00e9 o 5\u00ba ano numa escola municipal que se chama EMEF Professora Carolina Renno Ribeiro Oliveira e quanta coisa aprendi! Minhas mat\u00e9rias preferidas eram Ci\u00eancias e Geografia. A escola era muito boa, principalmente sua diretora Azizi, que implantou um projeto para as meninas e meninos. Para as meninas a partir dos 9 anos, eram dadas aulas na sala de Ci\u00eancias sobre orienta\u00e7\u00e3o sexual para entender o que acontece com o corpo, o que muda, os cuidados que t\u00eam que ter. J\u00e1 para os meninos, as aulas eram sobre Educa\u00e7\u00e3o Moral. Em rela\u00e7\u00e3o ao projeto, aconteciam semanalmente encontros com a equipe da Johnson&#8217;s que nos orientava sobre higiene pessoal. At\u00e9 hoje tem esse projeto na escola que fica no Jardim \u00c2ngela.<\/p>\n<div id=\"attachment_1837\" style=\"width: 330px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Miguel-Cintra-3.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1837\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1837 size-full\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Miguel-Cintra-3.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"270\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Miguel-Cintra-3.jpg 320w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Miguel-Cintra-3-300x253.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1837\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o de Miguel Cintra<\/p><\/div>\n<p>A diretora, que \u00e9 av\u00f3 do famoso ator F\u00e1bio Assun\u00e7\u00e3o, era muito rigorosa. Tinham brincadeiras no recreio que as meninas n\u00e3o podiam se misturar com os meninos, o que n\u00e3o se v\u00ea mais atualmente. Pensando naquela \u00e9poca, acho que deu certo, gostava desse funcionamento.<\/p>\n<p>Quando crian\u00e7a, eu tinha o sonho de ser bailarina e professora. Bailarina n\u00e3o deu certo. Minha m\u00e3e dizia que eu tinha pernas muito grossas, o que era, na verdade, uma desculpa. Ela n\u00e3o queria me dizer que n\u00e3o t\u00ednhamos condi\u00e7\u00f5es financeiras para pagar as aulas, porque, diferente de hoje em dia, n\u00e3o eram todos que tinham acesso, por serem muito caras. Al\u00e9m disso, se ela realizasse meus sonhos, tamb\u00e9m teria que fazer o mesmo com meus irm\u00e3os.<\/p>\n<p>O sonho de ser professora tamb\u00e9m n\u00e3o deu certo. Meus pais se separaram, minha m\u00e3e teve dificuldades e precisou sair de sua pr\u00f3pria casa. Por isso, aos 11 anos, abandonei a escola e fui trabalhar em casa de fam\u00edlia como dom\u00e9stica e, infelizmente, nunca mais tive oportunidade de voltar aos estudos.<\/p>\n<div id=\"attachment_1833\" style=\"width: 330px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Guilherme.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1833\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1833 size-full\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Guilherme.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"170\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Guilherme.jpg 320w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Guilherme-300x159.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1833\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o de Guilherme.<\/p><\/div>\n<p>A minha adolesc\u00eancia foi muito alegre e at\u00e9 d\u00e1 \u201cgosto\u201d relembrar. Adorava dan\u00e7ar e ir \u00e0s baladas com meus amigos \u2013 principalmente nas rodas de samba. Era muito festeira e meus g\u00eaneros musicais prediletos eram <em>rock<\/em>, samba e <em>black music<\/em>. Sinto muita saudade daquele tempo.<\/p>\n<p>Meu primeiro emprego \u201cde verdade\u201d foi no Carrefour \u2013 fui caixa e estoquista. Trabalhei l\u00e1 durante seis anos e o melhor de tudo era ter carteira assinada. Mas o pior \u00e9 que \u201cralava\u201d muito, pouco me alimentava e consequentemente uma anemia muito forte me levou ao RH da empresa para fazer um acordo. Tive que \u201cabandonar\u201d o trabalho para poder me tratar.<\/p>\n<p>Engravidei muito jovem, aos 19 anos. At\u00e9 que o grande dia chegou! Aos 20 anos nasceu meu primeiro filho, Marcus Vin\u00edcius. Nesse momento \u2013 de alegria \u2013 nada podia me fazer parar de sorrir. Esse mesmo sentimento ressurgiu desde que esse menino, agora com 27 anos, me deu \u201coutro filho\u201d, meu neto Bernardo.<\/p>\n<p>Infelizmente, a vida n\u00e3o \u00e9 feita apenas de momentos alegres. Depois de me divorciar, meu marido \u2013 ou melhor, ex \u2013 foi assassinado. Fiquei triste, mas a vida segue. Criei meu filho sem pai, mas com a ajuda da minha m\u00e3e.<\/p>\n<p>Passado algum tempo, minha hist\u00f3ria continuou e me mostrou um novo caminho. Ent\u00e3o, casei-me novamente, depois de dezessete anos, e tive mais um filho, Davi, que hoje tem 10 anos. Ele estuda em uma escola localizada na Brasil\u00e2ndia e est\u00e1 no 5\u00ba ano.<\/p>\n<p>Meu atual marido, Maur\u00edcio, com quem estou h\u00e1 11 anos, trabalha como estoquista, mas sua profiss\u00e3o \u00e9 operador de caldeira, algo que exige muita responsabilidade. \u00c9 muito dif\u00edcil, porque, se \u201cvacilar\u201d, voc\u00ea pode por uma empresa inteirinha abaixo. Em um determinado dia, algu\u00e9m que trabalhava com ele, no turno anterior, colocou carv\u00e3o em uma das caldeiras e, como n\u00e3o havia avisado, ele colocou mais carv\u00e3o e, com a press\u00e3o, as brasas ferventes, como um vulc\u00e3o, espirraram queimando suas pernas. Um horror!!!<\/p>\n<div id=\"attachment_1838\" style=\"width: 250px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Miguel-Cintra.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1838\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1838 size-full\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Miguel-Cintra.jpg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"320\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Miguel-Cintra.jpg 240w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Miguel-Cintra-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1838\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o de Miguel Cintra<\/p><\/div>\n<p>Como muitos sabem trabalho gera dinheiro e para ganhar a vida evidentemente precisamos trabalhar. Eu, por exemplo, n\u00e3o fico desempregada, onde abrir uma vaga eu vou, nem precisa ser do meu setor. Tive outros empregos nos shoppings Ibirapuera e Paulista e no hospital na \u00e1rea de limpeza e em uma f\u00e1brica de linhas. Mas minha real paix\u00e3o est\u00e1 na cozinha, adoro fazer massa! Trabalhei numa cantina e confeitaria. Na realidade, minha paix\u00e3o por culin\u00e1ria \u00e9 tanta que at\u00e9 abri uma pastelaria, mas n\u00e3o deu muito certo por conta do aluguel, que era caro. Fa\u00e7o bolo doce, minha paix\u00e3o \u00e9 confeitar, meu verdadeiro talento \u00e9 fazer doces.<\/p>\n<p>Antes de chegar no Vera, trabalhei no CCJ, que \u00e9 um movimento social do governo que atende jovens pobres, moradores de rua, viciados em drogas para \u201creeduc\u00e1-los\u201d e trat\u00e1-los para que tenham uma vida melhor. Tem at\u00e9 shows de artistas famosos. Esse espa\u00e7o \u00e9 como se fosse uma escola, mas a cada elei\u00e7\u00e3o \u00e9 mudado o partido e, com isso, muda tamb\u00e9m a dire\u00e7\u00e3o e funcion\u00e1rios. Com essa rotatividade, a qualidade das a\u00e7\u00f5es principais \u201cca\u00edram\u201d muito, pois os diretores passaram a arrecadar o dinheiro para si, esquecendo dos cuidados com os frequentadores.<\/p>\n<p>Perdi minha m\u00e3e no m\u00eas de novembro e dois dias depois fui for\u00e7ada a trabalhar. O diretor da CCJ disse para eu pegar um balde de \u00e1gua e uma esponja para esfregar a escada, pois assim esqueceria de minha m\u00e3e. Fiquei muito chateada. Discutimos muito e duas semanas depois fui demitida. Senti um al\u00edvio naquele momento porque tinha ficado com muita raiva de n\u00e3o poder chorar minha perda e nem apoiar minha irm\u00e3 que \u00e9 portadora de s\u00edndrome.<\/p>\n<p>Cheguei no Vera por meio de um site de empregos. Estava desempregada h\u00e1 3 meses, ganhando o seguro-desemprego. Fui contratada a quase 1 ano. Eu estou muito feliz, principalmente por lidar com \u201cas coisinhas bonitinhas que t\u00eam no Vera, gosto muito de me envolver com as crian\u00e7as\u201d mesmo sendo bagunceiras e desordeiras. Trabalho oito horas por dia. Entro meio-dia e saio \u00e0s nove da noite com uma hora de almo\u00e7o.<\/p>\n<div id=\"attachment_1836\" style=\"width: 330px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Miguel-Cintra-2.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1836\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1836 size-full\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Miguel-Cintra-2.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"230\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Miguel-Cintra-2.jpg 320w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Miguel-Cintra-2-300x216.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1836\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o de Miguel Cintra<\/p><\/div>\n<p>Atualmente meu sonho \u00e9 abrir a minha confeitaria porque amo cozinhar, principalmente doces, como bolos e cupcakes. Poderia ser meio dia \u2013 trabalhar na confeitaria de manh\u00e3 e \u00e0 tarde na escola. Outro sonho \u00e9 ver meus netos e filhos crescerem e se formarem em alguma \u00e1rea.<\/p>\n<p>Sigo lutando pelos meus sonhos e assim a vida continua. Tenho muito para viver e aprender. Desejo ter boas mem\u00f3rias para contar e nunca parar de sonhar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fotografia de Manuela Rodrigues Sou Carmem Lucia de Lima e, apesar do nome duplo, todos me chamam de Carmem. Eu tenho 47 anos, nasci no dia 6 de mar\u00e7o de 1972 em S\u00e3o Paulo, capital, onde sempre morei. Tenho oito irm\u00e3os, seis homens e tr\u00eas mulheres, sendo que um por parte s\u00f3 do meu pai [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1835,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[250,27],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Manuela-Rodrigues.jpg","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wWE5-tw","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1830"}],"collection":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1830"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1830\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1887,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1830\/revisions\/1887"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1835"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1830"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1830"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1830"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}