{"id":1741,"date":"2019-06-24T17:10:51","date_gmt":"2019-06-24T17:10:51","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=1741"},"modified":"2019-08-14T15:23:56","modified_gmt":"2019-08-14T15:23:56","slug":"unica-para-mim-diferente-para-muitos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2019\/06\/24\/unica-para-mim-diferente-para-muitos\/","title":{"rendered":"\u00danica para mim, diferente para muitos"},"content":{"rendered":"<h6>Fotografia de Paula Dellaquia<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Minha hist\u00f3ria \u00e9 \u00fanica, assim como todas as hist\u00f3rias, como todo mundo.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o nasci em S\u00e3o Paulo, sou migrante. Venho de um lugar desconhecido por muitos de voc\u00eas, chamado Fazenda Piaba, que fica no interior da Bahia. Esse lugar \u00e9 um pequeno vilarejo, que est\u00e1 a 250 km de Salvador, a linda capital baiana. Sim, sou baiana, mas meu cora\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 um pouco paulistano.<\/p>\n<p>Meu nome \u00e9 Cl\u00e1udia Oliveira Mota, mais conhecida como Claudinha. Nasci em 6 de janeiro de 1982, dia de Santos Reis, que tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como \u201cdia da gratid\u00e3o\u201d. Tenho muita sorte em nascer nesse dia, porque \u00e9 uma data muito importante na minha regi\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_1747\" style=\"width: 222px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1747\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1747 size-medium\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ilustracao-2-212x300.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ilustracao-2-212x300.jpg 212w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ilustracao-2-768x1086.jpg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ilustracao-2-724x1024.jpg 724w\" sizes=\"(max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><p id=\"caption-attachment-1747\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o de Guilherme Corr\u00eaa e Souza<\/p><\/div>\n<p>Um fato interessante, diferente de muitas pessoas, principalmente as que moram em cidades grandes ou capitais, \u00e9 que s\u00f3 fui registrada ap\u00f3s doze dias do meu nascimento, em 18 de janeiro. Sabe por qu\u00ea? Onde eu morava n\u00e3o tinha um cart\u00f3rio de registros e meu pai foi adiando a ida na cidade para me registrar.<\/p>\n<p>Somos oito filhos, tr\u00eas mulheres e cinco homens. Meus pais moram na Fazenda Piaba at\u00e9 hoje e isso \u00e9 maravilhoso, porque sempre posso voltar para rever o lugar onde nasci.<\/p>\n<p>Eu morava numa regi\u00e3o muito pobre, mas, mesmo assim, tive uma maravilhosa inf\u00e2ncia. Estudei em uma escola com uma \u00fanica professora para todos alunos \u2013 imagino a dificuldade que ela passou, tendo que ensinar a tantos alunos com idades e aprendizagens diferentes \u2013, passei l\u00e1 muitos anos e n\u00e3o aprendi muitas coisas: s\u00f3 a ler e a escrever pequenos textos, ou seja o b\u00e1sico do b\u00e1sico. Nessa \u00e9poca, o \u00fanico livro que eu tinha era a cartilha <em>Caminho suave<\/em> e um dicion\u00e1rio que me ajudava a entender as palavras e seus significados. Quando n\u00e3o pod\u00edamos ir com o fusca do meu pai \u2014 na \u00e9poca ter um carro onde eu morava era muito raro \u2013, \u00edamos a p\u00e9. As aulas come\u00e7avam a uma hora da tarde; quando eu ia a p\u00e9, sa\u00eda de casa \u00e0s 11h00 da manh\u00e3 para dar tempo de chegar no hor\u00e1rio. A primeira escola \u00e9 sempre muito importante para toda e qualquer crian\u00e7a, e eu n\u00e3o fui exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Meu dia a dia era assim: acordava bem cedo para ir para a escola, assim que voltava para casa, almo\u00e7ava, depois tinha que fazer algumas tarefas dom\u00e9sticas e finalmente conseguia ter um tempo livre para fazer o que quisesse.<\/p>\n<p>Minhas brincadeiras preferidas eram: pular corda e esconde-esconde. Gostava muito de brincar de \u201cSete Pedras\u201d \u2013 onde voc\u00ea tinha que derrubar as pedras e acertar a bola no outro.<\/p>\n<p>Adorava quando meus av\u00f3s iam \u00e0 minha casa todas as noites para contar hist\u00f3rias. Como moravam em frente a nossa casa, sempre esper\u00e1vamos por eles. Em noites de lua cheia, ouv\u00edamos hist\u00f3rias de tradi\u00e7\u00f5es orais\u2014contadas de boca em boca. Em noites escuras, eram hist\u00f3rias de terror como as de lobisomem, mula sem cabe\u00e7a, on\u00e7as, macacos e tamb\u00e9m alguns contos de fadas. Era muito divertido ver a fam\u00edlia reunida e cada momento era \u00fanico e inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p>Quando completei oito anos, ganhei uma boneca que marcou muito a minha inf\u00e2ncia, pois n\u00e3o tinha muito dinheiro e s\u00f3 brincava com bonecas de barro e de espiga de milho.<\/p>\n<div id=\"attachment_1746\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1746\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1746 size-medium\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ilustracao-1-300x212.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"212\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ilustracao-1-300x212.jpg 300w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ilustracao-1-768x543.jpg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ilustracao-1-1024x724.jpg 1024w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ilustracao-1-100x70.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-1746\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o de autoria an\u00f4nima<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;Em um certo dia, o meu pai voltou de viagem e para o meu grande espanto ele trouxe tr\u00eas bonecas: uma para mim e as outras duas para as minhas irm\u00e3s. Dei o nome de Gabriela para a minha t\u00e3o sonhada boneca. Gostava tanto, mas tanto, da Gabriela, que at\u00e9 parei de jogar o jogo das Sete Pedras por um tempo. Fiz um batizado das bonecas de t\u00e3o empolgada que estava. Pedi para minha m\u00e3e costurar tr\u00eas vestidos \u2013 um para cada boneca \u2013, convidei v\u00e1rias amigas para o batismo e todas vieram, cada uma com sua boneca. Molhamos a cabecinha das nossas \u201dfilhinhas\u201d como se fosse um ritual de verdade. Minha m\u00e3e fez um bolo maravilhoso e, depois da celebra\u00e7\u00e3o na \u00e1gua, era hora de comemorar. Comemos o bolo, brincamos muito e conversamos a tarde inteirinha at\u00e9 o c\u00e9u cair na boca da noite. Foi o dia mais feliz da minha vida.<\/p>\n<p>Eu tinha um objeto de estima\u00e7\u00e3o que era um prato todo pintado e eu s\u00f3 comia nele. Todas as pessoas t\u00eam uma caneca de estima\u00e7\u00e3o, eu tinha um prato. \u00c9 uma pena que n\u00e3o o guardei, porque era um objeto que at\u00e9 hoje me traz muitas lembran\u00e7as da minha casa e da minha inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Aos finais de semana, eu ia com toda minha fam\u00edlia no est\u00e1dio de futebol porque n\u00e3o havia op\u00e7\u00f5es de passeios e aos domingos n\u00f3s \u00edamos \u00e0 missa. Na sa\u00edda da missa quer\u00edamos ficar na cidade, mas meu pai n\u00e3o deixava e volt\u00e1vamos todos juntos para casa.<\/p>\n<p>Havia muitas emo\u00e7\u00f5es na minha vidinha pacata de crian\u00e7a nascida em um lugar t\u00e3o pequenininho, mas, mesmo assim, tinha o sonho de mudar para uma cidade grande, que se realizou quando completei 14 anos.<\/p>\n<p>Fui morar com a minha madrinha, que tinha uma loja em Barrocas \u2013 cidade bem maior do que meu vilarejo. Trabalhava na loja, recebia um sal\u00e1rio de oitenta reais e \u00e0 noite ia para a escola. No caminho para escola, n\u00f3s sempre pass\u00e1vamos na casa da nossa prima, foi l\u00e1 que soubemos da morte dos Mamonas Assassinas, que por sinal foi no ano de 1996. De acordo com a TV, o avi\u00e3o ficou sem gasolina e bateu em um morro. Fiquei t\u00e3o chocada quanto na morte de Ayrton Senna \u2013 neste ano completou-se 25 anos sem o maior piloto da hist\u00f3ria do nosso pa\u00eds. Foram fatos que marcaram a minha adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>Minha primeira paix\u00e3o foi o Murilo, amigo do meu primo; o conheci na escola, mas n\u00e3o namoramos, s\u00f3 ficamos \u2013 ficar significa sair sem compromisso. Meu pai n\u00e3o estava t\u00e3o contente com essa situa\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o gostava muito dele. Mesmo a fam\u00edlia sendo contra, a gente se encontrava escondido. Isso durou quatro anos.<\/p>\n<p>Quando entrei na adolesc\u00eancia, senti muitas mudan\u00e7as, j\u00e1 n\u00e3o gostava mais de bonecas e s\u00f3 queria sair de batom, mas eu tinha que levar escondido na mochila, pois o meu pai n\u00e3o gostava.<\/p>\n<p>Tinha quatro amigas que eram muito pr\u00f3ximas. Eram importantes demais para mim! Quando est\u00e1vamos juntas, me sentia acolhida, porque era um momento \u00fanico onde eu podia desabafar.<\/p>\n<p>Tive uma perda muito impactante quando tinha 16 anos, que foi a morte de um grande amigo muito querido. Ele era namorado da minha melhor amiga e sua morte me entristeceu muit\u00edssimo. Quando somos adolescentes, n\u00e3o pensamos muito em perdas e quando acontece temos que encarar a realidade, querendo ou n\u00e3o!<\/p>\n<div id=\"attachment_1748\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1748\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1748 size-medium\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ilustracao-3-300x212.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"212\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ilustracao-3-300x212.jpg 300w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ilustracao-3-768x543.jpg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ilustracao-3-1024x724.jpg 1024w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ilustracao-3-100x70.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-1748\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o de Guilherme Maluf<\/p><\/div>\n<p>Terminei o colegial, fiquei um tempo sem estudar e logo depois comecei a cursar pedagogia. O programa \u201cEscola da Fam\u00edlia\u201d financiou meu curso. Foi a\u00ed que comecei o meu primeiro contato com as crian\u00e7as. Uma mem\u00f3ria que tenho desse trabalho foi uma crian\u00e7a carente que me marcou muito. Com essa conviv\u00eancia descobri que ele adorava colorir desenhos. Aos s\u00e1bados ele esperava ansioso pela minha chegada. At\u00e9 hoje, quando passo por l\u00e1, ele corre ao meu encontro e diz que sente saudade.<\/p>\n<p>Meu primeiro emprego formal foi no ano de 2001. Era uma empresa que fabricava e embalava produtos ortop\u00e9dicos, trabalhei na linha de produ\u00e7\u00e3o. Era um trabalho bem desgastante, tinha que olhar os produtos e ver se estavam sem defeitos para embal\u00e1-los. O meu patr\u00e3o \u2013 Senhor Celso \u2013 era um portugu\u00eas muito exigente, mas bem-humorado. Ele me chamava a aten\u00e7\u00e3o se eu mandasse um produto sem revis\u00e3o. Eu n\u00e3o aceitava essa \u201cbronca\u201d e sempre brincava com ele dizendo: \u201cCad\u00ea o elogio dos 99 que eu acertei, Senhor Celso?\u201d.<\/p>\n<p>Meus outros trabalhos foram em uma empresa de motoboy, uma loja de roupas e fui dona de uma loja de cama, mesa e banho. Foi a\u00ed que soube que no Paraguai esses produtos eram muito mais baratos do que aqui em S\u00e3o Paulo. Convidei uma amiga que trabalhava em uma floricultura para me acompanhar nessa aventura. Fomos de \u00f4nibus. Nosso plano era chegar na quinta de manh\u00e3 e voltar na noite do mesmo dia. Chegando l\u00e1, n\u00f3s compramos v\u00e1rias coisas, eu comprei uns dez cobertores.<\/p>\n<p>Sabe aquelas viagens que voc\u00ea acha que t\u00eam tudo para dar certo? N\u00e3o foi bem assim&#8230; Enquanto n\u00f3s est\u00e1vamos voltando, ter\u00edamos que passar pela alf\u00e2ndega. Muitas pessoas ficaram com medo de ter suas mercadorias apreendidas e desceram no meio da estrada. Paramos, eu sa\u00ed do \u00f4nibus e vi policiais federais. Eles pediram as notas fiscais dos produtos, mas no Paraguai, por venderem mais barato, n\u00e3o d\u00e3o nota fiscal. Desconfiaram de todos e confiscaram as mercadorias de todos os passageiros. Na rodovi\u00e1ria, j\u00e1 para voltarmos para S\u00e3o Paulo, pensamos que n\u00e3o poder\u00edamos voltar de m\u00e3os vazias. Resolvemos ficar, dormimos ao relento com muito medo de sermos assaltados e, no dia seguinte, fomos para Foz do Igua\u00e7u e compramos tudo de novo. Perdi minhas economias de meses para fazer essas compras. Foi uma experi\u00eancia muito desgastante, jamais faria de novo e n\u00e3o recomendo para ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, conheci meu marido, que trabalhava com meu cunhado. Quem nos apresentou foi a minha irm\u00e3 Lu \u2013 at\u00e9 hoje, desconfio que esse encontro foi planejado. Claro que, quando ele era noivo, eu n\u00e3o quis saber dele. Quando ele terminou o relacionamento, me procurou e come\u00e7amos a namorar. Ficamos dois anos namorando, estava tudo muito bom e resolvemos morar juntos. Temos uma filha de sete anos que \u00e9 uma grande leitora. Ela estuda em uma escola particular do nosso bairro, que \u00e9 pr\u00f3ximo ao Aut\u00f3dromo de Interlagos.<\/p>\n<p>Comecei a trabalhar no Vera Cruz no ano de 2016. Tudo aconteceu porque conheci a Paula Takada \u2013 hoje professora do 4<u><sup>o<\/sup><\/u> ano \u2013 na faculdade UNINOVE. Ela me contou que surgiu uma vaga de assistente de biblioteca e perguntou se eu gostaria de trabalhar em uma escola. Fiz a entrevista e fui selecionada. Minha alegria foi imensa, porque come\u00e7aria uma nova etapa na minha vida profissional.<\/p>\n<p>Tudo mundo tem uma hora preferida do dia ou da rotina, n\u00e3o \u00e9? A minha s\u00e3o os trinta minutinhos do recreio, porque tenho muito contato com os alunos. Ganho abra\u00e7os e conversamos sobre livros e isso \u00e9 maravilhoso!<\/p>\n<p>Como trabalho em uma biblioteca, aproveito para dar uma bisbilhotada no acervo. Um dos meus livros preferidos \u00e9 <em>Meu p\u00e9 de laranja-lima<\/em> e <em>Minha vida de menina<\/em>. Meus autores preferidos s\u00e3o: Eliane Brum, Manoel de Barros e Mia Couto.<\/p>\n<p>Embora trabalhe com livros, nunca escrevi um, mas j\u00e1 escrevi um di\u00e1rio na minha adolesc\u00eancia e contava hist\u00f3rias de tradi\u00e7\u00e3o oral, aquelas que s\u00e3o passadas de boca em boca. Quem sabe ainda escreverei um livro? Quem sabe se a partir das minhas mem\u00f3rias me animo para escrever? Voc\u00eas ser\u00e3o meus incentivadores.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 outra hist\u00f3ria&#8230;<\/p>\n<p>Tenho muitos sonhos, um deles \u00e9 terminar de pagar a compra da minha casa e poder voltar a estudar e fazer p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando olho para tr\u00e1s, me sinto imensamente feliz com tudo que alcancei na minha vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Textos: Alunos 5o. ano F<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fotografia de Paula Dellaquia &nbsp; Minha hist\u00f3ria \u00e9 \u00fanica, assim como todas as hist\u00f3rias, como todo mundo. Eu n\u00e3o nasci em S\u00e3o Paulo, sou migrante. Venho de um lugar desconhecido por muitos de voc\u00eas, chamado Fazenda Piaba, que fica no interior da Bahia. 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