{"id":1598,"date":"2018-06-27T18:44:53","date_gmt":"2018-06-27T18:44:53","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=1598"},"modified":"2018-06-28T17:22:49","modified_gmt":"2018-06-28T17:22:49","slug":"meus-sonhos-e-pesadelos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2018\/06\/27\/meus-sonhos-e-pesadelos\/","title":{"rendered":"Meus sonhos e pesadelos"},"content":{"rendered":"<p>Eu sou Daniela Watanabe, mas quase n\u00e3o fui chamada assim&#8230;<\/p>\n<p>Antes de eu nascer \u2013 quando minha m\u00e3e estava gr\u00e1vida \u2013 meus pais estavam conversando sobre o nome que iriam me dar. Meu pai queria que eu me chamasse Denise e a minha m\u00e3e queria Daniela. A sit<a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2018\/06\/21\/meus-sonhos-e-pesadelos\/dani\/\" rel=\"attachment wp-att-1600\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-1600 alignleft\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Dani-241x300.png\" alt=\"\" width=\"241\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Dani-241x300.png 241w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Dani-768x956.png 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Dani-823x1024.png 823w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Dani.png 904w\" sizes=\"(max-width: 241px) 100vw, 241px\" \/><\/a>ua\u00e7\u00e3o estava ficando dif\u00edcil porque eles n\u00e3o chegavam num acordo, ent\u00e3o os meus pais decidiram que o meu irm\u00e3o ia tomar essa decis\u00e3o. Entre as op\u00e7\u00f5es que eles deram, ele escolheu Daniela, mas as pessoas me conhecem pelo meu apelido, Dani.<\/p>\n<p>Eu nasci com os olhos puxadinhos. Essa caracter\u00edstica \u00e9 uma heran\u00e7a de fam\u00edlia, que veio dos meus av\u00f3s paternos, que imigraram do Jap\u00e3o para o Brasil de navio \u2013 onde se conheceram. Meu pai nasceu no Brasil e tem os olhos iguais aos dos meus ancestrais japoneses. Essa caracter\u00edstica foi passando de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, tanto que meu filho tamb\u00e9m tem os olhos puxados.<\/p>\n<p>Quando eu era pequena, eu tinha medo do escuro \u2013 achava que poderia acontecer alguma coisa, algum monstro fosse me pegar, ou at\u00e9 morrer \u2013 \u00a0e por isso gostava de uma luzinha para dormir. Eu dividia o quarto com meu irm\u00e3o, mas ele gostava de dormir com tudo apagado \u2013 e como ele era mais velho&#8230; \u2013 era a vontade dele que prevalecia. Ent\u00e3o eu fui crescendo e perdendo o medo, at\u00e9 n\u00e3o ter mais medo do escuro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1605 alignright\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0007-551x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"187\" height=\"347\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0007-551x1024.jpg 551w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0007-162x300.jpg 162w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0007.jpg 637w\" sizes=\"(max-width: 187px) 100vw, 187px\" \/><\/p>\n<p>Na \u00e9poca em que meu tio morreu, eu ainda era muito pequena e n\u00e3o entendia as coisas direito. Eu amava meu tio porque ele era muito bacana, carinhoso, atencioso e brincava comigo. Quando ele morreu eu fiquei muito traumatizada, porque eu nunca tinha perdido ningu\u00e9m na minha vida. S\u00f3 mais tarde entendi que a morte era perder \u2013 deixar de ver \u2013 algu\u00e9m muito especial, um momento triste da inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Adorava brincar de escrit\u00f3rio, porque sempre amei canetas, carimbos e outras coisas de papelaria. Eu brincava com minhas amigas e era um momento que eu apreciava muito, n\u00e3o era s\u00f3 dessa brincadeira que eu gostava, todas eram muito legais, inclusive &#8220;as brincadeiras de meninos&#8221;. N\u00e3o importava se era em casa, na escola, ou no clube.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesse clube que eu ia \u2013 e ainda vou \u2013 \u00e9 um clube frequentado por japoneses, meus pais e eu somos associados por causa da nossa descend\u00eancia. Todo s\u00e1bado eu ficava com minha fam\u00edlia. N\u00f3s acord\u00e1vamos cedo, tom\u00e1vamos caf\u00e9 na padaria, depois \u00edamos ao clube e pass\u00e1vamos em uma banca para comprar coisas como figurinhas, balas e chicletes \u2013 que n\u00e3o eram consumidas em outros dias \u2013 chaveiros e papeis de cartas, adorava comprar a revista &#8220;<em>Capricho&#8221;<\/em>. Era um dia muito aguardado por mim, eu me divertia muito.<\/p>\n<p>L\u00e1 tem uma brinquedoteca, e quando eu era crian\u00e7a brincava muito ali.\u00a0 Hoje quando entro, sinto o cheiro do lugar e lembro da minha inf\u00e2ncia com carinho, dos momentos inesquec\u00edveis que vivi, porque sempre que eu estava com minhas amigas \u00edamos e nos divert\u00edamos por l\u00e1. Quando meu filho nasceu comecei a lev\u00e1-lo nesse mesmo lugar que ia quando crian\u00e7a, com o mesmo carinho e prazer.<\/p>\n<p>Aos seis anos fui ao Chile \u2013 minha primeira e \u00fanica viagem internacional &#8211;\u00a0 com o pessoal do clube. Lembro que estava muito frio, e foi emocionante porque foi a primeira vez que vi neve.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1601\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0011-1024x728.jpg\" alt=\"\" width=\"806\" height=\"573\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0011-1024x728.jpg 1024w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0011-300x213.jpg 300w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0011-768x546.jpg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0011-100x70.jpg 100w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0011.jpg 1077w\" sizes=\"(max-width: 806px) 100vw, 806px\" \/><\/p>\n<p>Outro acontecimento que me emocionou muito, foi minha festa surpresa&#8230; Sempre pensava como seria se eu tivesse uma festa de 10 anos, mas tinha certeza que minha m\u00e3e n\u00e3o deixaria. Pois sempre que pedia, ela negava. Mas n\u00e3o me importei tanto com isso. Quando chegou o dia do meu anivers\u00e1rio, nem imaginava o que aconteceria, tive uma gigante surpresa: uma festa. Fiquei muito feliz e nem acreditei que minha m\u00e3e tinha planejado tudo aquilo. Senti que eu era muito especial, muitas pessoas foram at\u00e9 minha casa, at\u00e9 quem eu nem esperava. Tive tudo que sempre sonhei naquele dia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2018\/06\/21\/meus-sonhos-e-pesadelos\/dani0010\/\" rel=\"attachment wp-att-1602\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-1602 alignright\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0010-300x289.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"289\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0010-300x289.jpg 300w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0010-768x741.jpg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0010-1024x988.jpg 1024w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0010.jpg 1293w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um dos convidados presente nessa festa de anivers\u00e1rio era minha av\u00f3. Uma pessoa importante na minha vida. Eu amava ir na casa dela, porque fazia umas comidas maravilhosas que eu gostava muito, como: rocambole de carne e bolinho chuva. E toda vez que eu vejo, sinto o cheiro ou degusto esses tipos de comida, eu me lembro dela.<\/p>\n<p>Certo dia fiquei doente, ent\u00e3o por ordem m\u00e9dica eu tomei rem\u00e9dios para melhorar. Tive um grande azar: acabei com uma p\u00e9ssima alergia medicamentosa, cheguei a ficar internada no hospital e os m\u00e9dicos disseram que era poss\u00edvel falecer. Essa alergia foi muito forte, mas gra\u00e7as a Deus estou viva at\u00e9 hoje. Quando os m\u00e9dicos me disseram isso fiquei paralisada! Fiquei com muito medo, n\u00e3o era minha hora ainda, era t\u00e3o jovem, tinha muito para viver.<\/p>\n<p>Na escola eu n\u00e3o era uma das melhores alunas, ia bem na maioria das mat\u00e9rias, tirava nota alta. O problema era que eu conversava bastante com minhas amigas na hora da aula e por conta disso n\u00e3o me dedicava muito. Pelo que eu me lembro, nunca tirei nota baixa.<\/p>\n<p>Ainda na minha inf\u00e2ncia eu era palmeirense \u2013 por influ\u00eancia do meu pai que tamb\u00e9m era \u2013 mas o meu irm\u00e3o era corintiano. Nos jogos eles torciam e gritavam, cada um para seu time. Quando eu casei, virei corintiana porque meu marido era torcedor fan\u00e1tico do Tim\u00e3o. Ent\u00e3o eu virei a casaca. Na hora meu pai ficou muito triste, mas depois ele superou.<\/p>\n<p>Uma das maiores vergonhas que passei aconteceu na festa do meu irm\u00e3o. Eu estava com um vestido longo e usava um sapato de salto alto da minha m\u00e3e. Nunca tinha andado com um desses, ent\u00e3o minha m\u00e3e aconselhou para que eu n\u00e3o fosse com esse cal\u00e7ado. Fui teimosa e insisti. Na festa, quando desci a escada, tropecei no vestido e cai na frente de todo mundo. Foi um mic\u00e3o daqueles! Eu fiquei com muita vergonha, queria sumir dali. Fiquei um bom tempo sem sair de casa, com receio de que as pessoas zombassem de mim.<\/p>\n<p>Quando eu era adolescente eu estava na piscina do pr\u00e9dio que morava com todos os meus amigos. Eu estava com um mai\u00f4 de croch\u00ea. Ent\u00e3o ele soltou um fiozinho e meu irm\u00e3o &#8211; curioso que \u00e9 &#8211; come\u00e7ou a puxar, puxar e puxar e o mai\u00f4 se desfez inteiro. Fiquei nua! Na frente de todo mundo! N\u00e3o sabia se pulava na \u00e1gua ou corria para o elevador. Por sorte, minha amiga chegou com uma toalha, corri at\u00e9 l\u00e1 e rapidamente ela me cobriu. Mais uma vez fiquei morrendo de vergonha.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1604\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0008-1024x774.jpg\" alt=\"\" width=\"806\" height=\"609\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0008-1024x774.jpg 1024w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0008-300x227.jpg 300w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0008-768x581.jpg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0008.jpg 1558w\" sizes=\"(max-width: 806px) 100vw, 806px\" \/><\/p>\n<p>Uma outra situa\u00e7\u00e3o inesperada \u2013 j\u00e1 mais velha \u2013 foi quando estava trabalhando em uma escola e um de meus alunos estava sentindo-se mal, ent\u00e3o cheguei perto dele e perguntei se ele estava bem. De repente&#8230; Ele vomitou! Em mim! Confesso que ficar toda suja n\u00e3o foi a melhor situa\u00e7\u00e3o da minha vida de professora, fiquei morrendo de nojo. Tive que ir at\u00e9 minha casa, tomar banho, por outra roupa e voltar para a escola.<\/p>\n<p>Quando fui ser professora na escola Hugo Sarmento, minha primeira parceira de trabalho foi a Sheila. Ela me acolheu muito bem, foi uma das minhas melhores companheiras de trabalho de toda a vida. Ao entrar na classe, Sheila j\u00e1 foi falando meu nome, me apresentando de um jeito t\u00e3o natural que nem parecia que eu era novata, parecia que j\u00e1 me conhecia de longa data. Senti um amparo t\u00e3o grande que era como se n\u00e3o fosse meu primeiro dia. Desde ent\u00e3o n\u00f3s somos grandes amigas.<\/p>\n<p>Uma das coisas mais marcantes da minha vida, foi o nascimento do Lucas &#8211; meu filho. Eu fiquei muito feliz de saber que eu iria ser m\u00e3e. Para isso, eu tive que dar um tempo no trabalho para dar mais aten\u00e7\u00e3o e cuidado a ele. Hoje em dia ele tem 11 anos e est\u00e1 no 6\u00ba ano.\u00a0 Ser m\u00e3e foi, e ainda \u00e9, uma experiencia incr\u00edvel, muito boa, a melhor da minha vida.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1603\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0009.jpg\" alt=\"\" width=\"765\" height=\"882\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0009.jpg 765w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/dani0009-260x300.jpg 260w\" sizes=\"(max-width: 765px) 100vw, 765px\" \/><\/p>\n<p>Quando decidi voltar a trabalhar, a Escola Vera Cruz foi um dos lugares que mandei meu curr\u00edculo. A minha chegada no meio do trimestre foi uma surpresa. Uma professora do 4\u00b0 ano saiu e surgiu uma vaga. Fiquei muito feliz com a oportunidade. A primeira pessoa a me receber foi a Vivi, professora tamb\u00e9m do 4\u00b0 ano. Ela me recepcionou muito bem, j\u00e1 queria se aproximar de mim, parecia que j\u00e1 era minha amiga e at\u00e9 hoje somos muito pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aqui no Vera aconteceu uma situa\u00e7\u00e3o que me emocionou. Meus alunos estavam batendo bafo \u2013 uma forma de jogo com cartas colecion\u00e1veis ou figurinhas, em que, quem vira as cartas do advers\u00e1rio, fica com elas \u2013 os dois tinham apostado suas melhores cartas. O aluno que perdeu ficou arrasado. Um colega que observava percebeu que seu amigo estava decepcionado e ent\u00e3o deu sua melhor carta para deix\u00e1-lo feliz. Na hora que eu vi isso, fiquei emocionada e orgulhosa com o gesto de amizade entre eles.<\/p>\n<p>Muitas hist\u00f3rias constru\u00edram essa mem\u00f3ria, outras vir\u00e3o! Mas essas, outros alunos contar\u00e3o!<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2018\/06\/21\/meus-sonhos-e-pesadelos\/dani-2\/\" rel=\"attachment wp-att-1645\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-1645 aligncenter\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Dani-300x226.jpeg\" alt=\"\" width=\"529\" height=\"398\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Dani-300x226.jpeg 300w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Dani-768x578.jpeg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Dani.jpeg 1024w\" sizes=\"(max-width: 529px) 100vw, 529px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu sou Daniela Watanabe, mas quase n\u00e3o fui chamada assim&#8230; Antes de eu nascer \u2013 quando minha m\u00e3e estava gr\u00e1vida \u2013 meus pais estavam conversando sobre o nome que iriam me dar. 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