{"id":1404,"date":"2017-08-04T16:53:54","date_gmt":"2017-08-04T16:53:54","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=1404"},"modified":"2017-09-27T13:07:03","modified_gmt":"2017-09-27T13:07:03","slug":"minha-vida-cheia-de-aventuras","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2017\/08\/04\/minha-vida-cheia-de-aventuras\/","title":{"rendered":"Minha vida cheia de aventuras"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Carolina Pan Collet Franceschi<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2017\/08\/04\/minha-vida-cheia-de-aventuras\/carol\/\" rel=\"attachment wp-att-1405\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-1405 alignright\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/carol-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/carol-225x300.jpg 225w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/carol-768x1024.jpg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/carol.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Meu nome \u00e9 Guilherme Franceschi, moro em S\u00e3o Paulo, nasci no bairro de Perdizes, dia 18 de mar\u00e7o de 1946, fiz 71 anos este ano. Tenho tr\u00eas irm\u00e3os, seus nomes s\u00e3o: Emma Franceschi, Enrique Franceschi e Augusto Franceschi, o meu irm\u00e3o que infelizmente faleceu.<\/p>\n<p>Moro com minha esposa, Neide Machado. Tenho tr\u00eas filhos, Marcelo Franceschi, Ricardo Franceschi e Daniela Franceschi. Gosto de andar, assistir filmes, cozinhar e ficar com minha esposa, filhos e netos, que moram em S\u00e3o Paulo. Tamb\u00e9m gosto muito de feijoada.<\/p>\n<p>Na minha inf\u00e2ncia, minha primeira casa foi na rua Ant\u00e1rtica, n\u00famero 163 \u2013 agora Avenida Ant\u00e1rtica. Gostava muito de ir ao clube Palmeiras, que era muito pr\u00f3ximo da casa que morava. Tive muitas mem\u00f3rias marcantes l\u00e1, como por exemplo, ter conhecido minha primeira namorada na inaugura\u00e7\u00e3o da piscina do clube.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, brincava todo dia na rua. Jogava futebol com meus amigos, rodava pi\u00e3o e sapecava bolinha de gude. Tinha uma \u201ccabaninha\u201d na rua Ant\u00e1rtica, l\u00e1 era meu esconderijo secreto, minha m\u00e3e ficava louca atr\u00e1s de mim. Meu brinquedo favorito era um pequeno trem el\u00e9trico, achava t\u00e3o fascinante ver um trem de brinquedo funcionando direitinho, igual a um de verdade. Gostava tanto disso que quando crescesse queria ser mec\u00e2nico de autom\u00f3veis. Tinha muitos melhores amigos, n\u00f3s faz\u00edamos tudo junto, como, \u00edamos ao cinema, \u00edamos a festas, brinc\u00e1vamos todos os dias juntos. Eles me apelidavam de: Gui, Guilherme, Guila, como me chamam at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Eu amava muito meus pais, meu pai era italiano e minha m\u00e3e era brasileira, eles eram muito bacanas. Gostava muito das viagens que n\u00f3s faz\u00edamos juntos. Na maioria dos fins de semana a gente ia para Santos, faz\u00edamos muitos piqueniques na praia e era muito legal.<\/p>\n<p>Lembro-me muito bem de duas viagens marcantes. Uma foi para Argentina e a outra foi para a Bahia. Quando fui para a Bahia n\u00e3o fui de avi\u00e3o, e sim de carro. L\u00e1 fomos \u00e0 praia, brincar na areia e no mar, coisas que eu gosto muito. E, quando fui a Argentina, teve a \u201cnoite das pizzas \u2013 nunca na minha vida vi tantas pizzas deliciosas iguais a elas.<\/p>\n<p>Na inf\u00e2ncia estudei na Escola de Aplica\u00e7\u00e3o Dom Pedro I. Era apaixonado por uma professora de ingl\u00eas, chamada Marli. Ela era muito bonita, maravilhosa. Eu vivia suspirando pelos cantos, tanto que queria me casar com ela. Durante as aulas ficava olhando-a e pensando como seria se fossemos namorados, no dia em que ela me daria bola e aceitaria o meu pedido.<\/p>\n<p>Comecei a trabalhar com quinze anos no restaurante do meu pai, ele se chamava Restaurante Papai. N\u00f3s faz\u00edamos de tudo: limp\u00e1vamos o restaurante, elabor\u00e1vamos o card\u00e1pio \u2013 em uma m\u00e1quina de escrever, porque ainda n\u00e3o existia computador \u2013 ajud\u00e1vamos no sal\u00e3o e muitas coisas a mais. Cada cliente e funcion\u00e1rio que passava por l\u00e1, tinha uma hist\u00f3ria para contar, e o mais legal era que, como o restaurante ficava no centro da cidade de S\u00e3o Paulo, pessoas de outras regi\u00f5es \u2013 at\u00e9 mesmo outros pa\u00edses \u2013 vinham para trabalhar l\u00e1 e experimentar a comida.<\/p>\n<p>A maioria eram nordestinos, que gostavam muito do trabalho. Lembro-me de uma \u201cbrincadeira\u201d com um funcion\u00e1rio. Ele gostava muito de beber. Trabalhava e bebia, Trabalhava e bebia. Ningu\u00e9m gostava disso, ent\u00e3o, certo dia, alguns funcion\u00e1rios puseram \u00e1gua com sab\u00e3o no lugar de caipirinha e, quando ele foi beber teve uma surpresa em tanto. Ficou t\u00e3o bravo com os outros funcion\u00e1rios!<\/p>\n<p>Muitos anos atr\u00e1s, depois que o restaurante do meu pai fechou, comecei a trabalhar com os meus cunhados, em uma loja de vendas de m\u00e1quinas. Eu gostava muito do trabalho, mas depois de algum tempo, eles sa\u00edram de l\u00e1 e mudei um pouco o estilo da loja. Comecei a vender e consertar calculadoras. H\u00e1 alguns anos mudei a loja para dentro da Faculdade S\u00e3o Luiz, e estou l\u00e1 at\u00e9 hoje, ainda consertando as calculadoras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carolina Pan Collet Franceschi &nbsp; &nbsp; Meu nome \u00e9 Guilherme Franceschi, moro em S\u00e3o Paulo, nasci no bairro de Perdizes, dia 18 de mar\u00e7o de 1946, fiz 71 anos este ano. Tenho tr\u00eas irm\u00e3os, seus nomes s\u00e3o: Emma Franceschi, Enrique Franceschi e Augusto Franceschi, o meu irm\u00e3o que infelizmente faleceu. 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