{"id":1400,"date":"2017-08-04T16:48:18","date_gmt":"2017-08-04T16:48:18","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=1400"},"modified":"2017-08-04T16:48:18","modified_gmt":"2017-08-04T16:48:18","slug":"minhas-memorias","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2017\/08\/04\/minhas-memorias\/","title":{"rendered":"Minhas mem\u00f3rias"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><sub>Arthur Astiz Andrade<\/sub><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2017\/08\/04\/minhas-memorias\/arthur-2\/\" rel=\"attachment wp-att-1401\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-1401 alignleft\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/arthur-215x300.jpg\" alt=\"\" width=\"215\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/arthur-215x300.jpg 215w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/arthur-768x1072.jpg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/arthur-734x1024.jpg 734w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/arthur.jpg 917w\" sizes=\"(max-width: 215px) 100vw, 215px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Sou Assun\u00e7\u00e3o Hernandes de Andrade e nasci no ano de 1938, tenho 78 anos e vou completar nesse ano, em outubro, 79 anos. Nasci na cidade de Araraquara, no interior de S\u00e3o Paulo. Tive quatro irm\u00e3os e duas irm\u00e3s, sendo que uma irm\u00e3 e um irm\u00e3o eram mais jovens, com quem eu brincava e ajudava a cuidar. Com minha irm\u00e3, eu brincava de casinha, de professora, e as vezes, ensinava ela a cantar. Com o irm\u00e3o, eu balan\u00e7ava o ber\u00e7o para ele dormir e brincava com ele no quintal.<\/p>\n<p>Uma vez, quando eu tinha 8 anos, fui a um s\u00edtio de uma tia minha nas f\u00e9rias e encontrei galinhas, cabritos, cavalos, aves e um imenso espa\u00e7o para brincar, como corre-cotia. L\u00e1 no s\u00edtio, n\u00e3o tinha luz el\u00e9trica, ent\u00e3o n\u00f3s jant\u00e1vamos cedo, porque escurecia, \u00edamos dormir para no dia seguinte termos bastante energia para brincar novamente.<\/p>\n<p>Na minha inf\u00e2ncia, a gente brincava de muita coisa &#8211; n\u00f3s brinc\u00e1vamos de roda, de pega-cotia e de adivinhar com quem ficou a prenda. Era assim: umas das crian\u00e7as tinha alguma coisa nas m\u00e3os, e as outras ficavam esperando com as m\u00e3os juntas, e a crian\u00e7a com o objeto passava de m\u00e3o em m\u00e3o e o deixava na m\u00e3o de uma das crian\u00e7as. Ent\u00e3o ele perguntava com quem tinha ficado a \u201cprenda\u201d, e quem adivinhasse, seria a crian\u00e7a que passaria nas m\u00e3os, o objeto. Tamb\u00e9m brinc\u00e1vamos de esconder, que \u00e9 a brincadeira hoje, chamada, pic-esconde-sardinha. \u00c9 bem legal- uma pessoa escolhida se esconde, e os outros procuram. O primeiro que achar a pessoa escondida, na pr\u00f3xima rodada se esconder\u00e1, para os outros acharem.<\/p>\n<p>Quando eu era crian\u00e7a, na escola, eu achava que queria ser professora de hist\u00f3ria, porque eu fui influenciada por minha excelente professora do grupo escolar, mas quando eu cresci, fiquei na d\u00favida e acabei escolhendo o curso de ci\u00eancias sociais. Quando entrei na faculdade, me envolvi com atividades art\u00edsticas e culturais, organizando apresenta\u00e7\u00f5es de teatros e produ\u00e7\u00e3o de filmes. Logo ao me formar me transformei em uma produtora de cinema. Como produtora de cinema, entre outros, produzi os seguintes filmes: Doramundo, O homem que virou suco, O pa\u00eds dos tenentes, A pr\u00f3xima v\u00edtima, O tronco, A hora da estrela, Uma vida em segredo, A dama do Cine Shangai, Onde andara Dulce Veiga? E De passagem. Com esses filmes, recebi in\u00fameros pr\u00eamios, tanto no Brasil como no exterior. No Brasil, nos festivais de Gramado, de Bras\u00edlia, de Cear\u00e1, de Recife e do Rio de Janeiro. No exterior, tive a oportunidade de conhecer in\u00fameros pa\u00edses onde foram apresentados esses filmes. Em Moscou, na \u00e9poca, Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica- hoje R\u00fassia- o filme O homem que virou suco recebeu medalha de ouro. Na Alemanha, o filme A hora da estrela, recebeu urso de prata no festival de Berlim. Esse filme recebeu pr\u00eamio gr\u00e3 coral no festival de Havana, Cuba. Resumindo, viajei para a \u00cdndia, China, Fran\u00e7a, Inglaterra e in\u00fameros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina competindo com filmes ou participando dos juris.<\/p>\n<p>Enquanto produtora, eu morava numa casa que tinha um quintal. Nessa \u00e9poca, tinha dois filhos ainda crian\u00e7as, n\u00f3s tivemos uma cachorra que se chamava Tartaruga. Ela era muito querida, viveu conosco at\u00e9 o final da vida dela. Ah! S\u00f3 esqueci de dizer que era uma vira-lata.<\/p>\n<p>Agora sou av\u00f3 de seis netos, entre eles o Arthur, dividindo minhas atividades profissionais com a conviv\u00eancia com eles, sempre que poss\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arthur Astiz Andrade &nbsp; Sou Assun\u00e7\u00e3o Hernandes de Andrade e nasci no ano de 1938, tenho 78 anos e vou completar nesse ano, em outubro, 79 anos. Nasci na cidade de Araraquara, no interior de S\u00e3o Paulo. 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