{"id":1286,"date":"2017-05-15T18:37:06","date_gmt":"2017-05-15T18:37:06","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=1286"},"modified":"2017-05-23T13:03:57","modified_gmt":"2017-05-23T13:03:57","slug":"5od-coletivo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2017\/05\/15\/5od-coletivo\/","title":{"rendered":"5&ordm; D &#8211; Minhas lembran\u00e7as em palavras"},"content":{"rendered":"<p>Em 1962 meus pais nomearam-me de Denise V. C. Geretto, em uma \u201cmegal\u00f3pole ca\u00f3tica\u201d chamada S\u00e3o Paulo. Cresci com uma irm\u00e3 e um irm\u00e3o mais velhos e uma irm\u00e3 mais nova. Vou relatar algumas mem\u00f3rias soterradas h\u00e1 muito tempo e outras nem tanto.<\/p>\n<p>Me lembro como se fosse ontem de um acontecimento inesperado que ocorreu quando eu tinha quatro anos, na \u00e9poca do Carnaval. Nesse dia, fomos na matin\u00ea do clube Pinheiros. Naquela \u00e9poca era comum as fam\u00edlias levarem seus filhos \u2013no per\u00edodo vespertino- aos clubes da cidade para os bailes de Carnaval infantis. Est\u00e1vamos dan\u00e7ando muito alegres quando ouvimos um barulho pr\u00f3ximo \u00e0 nossa mesa. Vimos uma garrafa de vidro quebrada em peda\u00e7os pontiagudos no ch\u00e3o sob os nossos p\u00e9s. Eu estava descal\u00e7a, pois vestia uma elegante fantasia de havaiana. Meus pais ficaram muito aflitos com receio de que me machucasse. Cautelosamente me colocaram sobre a mesa para evitar um dano maior -que pisasse no ch\u00e3o repleto de cacos de vidro. Como se nada tivesse acontecido continuei a dan\u00e7ar muito animada -feliz da vida- s\u00f3 que dessa vez em cima da mesa. L\u00e1 passamos uma tarde maravilhosa nos divertindo.<\/p>\n<p>No dia seguinte, acordamos, tomamos caf\u00e9 da manh\u00e3 e meus pais habituados a ler jornal foram busc\u00e1-lo na varanda. Depois de folhear algumas p\u00e1ginas, uma manchete na se\u00e7\u00e3o \u201centretenimento\u201d chamou-lhes aten\u00e7\u00e3o. Me viram em uma foto no jornal dan\u00e7ando em cima da mesa no Carnaval do clube!!! Ficaram boquiabertos, surpresos e atarantados com a filha de quatro anos aparecer como uma animada foli\u00e3 do Carnaval daquele dia.\u00a0 Me mostraram emocionados e interessei-me em v\u00ea-la. Gostei de me ver, mas na \u00e9poca n\u00e3o entendi bem porque tanta euforia por uma simples fotografia! Anos depois vim a compreender a import\u00e2ncia daquela foto para a fam\u00edlia, que n\u00e3o a esquece depois de tantos anos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1309\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_0269-1024x768.jpg\" alt=\"IMG_0269\" width=\"806\" height=\"605\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_0269-1024x768.jpg 1024w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_0269-300x225.jpg 300w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_0269-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 806px) 100vw, 806px\" \/><\/p>\n<p>Outro epis\u00f3dio marcante e um pouco aborrecedor da minha inf\u00e2ncia aconteceu quando eu tinha por volta de oito anos. Estudava no Col\u00e9gio Sion, uma escola que na \u00e9poca era apenas para meninas. Estava no 3\u00ba ano e tinha uma professora que achava muito, muito brava e r\u00edgida que me assustava e me intimidava a ponto de eu n\u00e3o ter coragem quase nunca de perguntar algo para ela. Certo dia, quando estava na sala de aula no meio de uma atividade me deu vontade de usar o banheiro, mas n\u00e3o me encorajei o bastante para pedir a ela, com medo de levar bronca. Estava arrepiada da cabe\u00e7a aos p\u00e9s. Fiquei segurando por muito tempo, mas n\u00e3o deu muito certo&#8230;voc\u00eas j\u00e1 devem imaginar o que aconteceu. De repente senti um al\u00edvio e um l\u00edquido quente escorreu pelas minhas pernas. Foi um horror! A professora percebeu que eu estava incomodada e me perguntou o que havia acontecido. Contei a ela e indignada me questionou: \u201cPor que voc\u00ea n\u00e3o me pediu para ir ao banheiro?\u201d Respondi: \u201cTive medo que voc\u00ea ficasse brava\u201d A professora pareceu desapontada e eu que estava muito envergonhada, dei uma risadinha e fiquei aliviada com a rea\u00e7\u00e3o dela e de minhas colegas que foram bastante compreensivas comigo. \u00a0Mas teria sido ainda mais vergonhoso se em minha classe tivessem meninos!<\/p>\n<p>Como j\u00e1 contei epis\u00f3dios da minha inf\u00e2ncia, agora vou compartilhar um fato inesquec\u00edvel da minha adolesc\u00eancia. Quando estava na mesma escola no Ensino M\u00e9dio \u2013 antigo Colegial &#8211; acontecia um campeonato de dan\u00e7a todos os anos e que eu sempre adorava participar. No 2\u00ba Colegial dancei com meus colegas vestidos de marinheiro ao som da m\u00fasica da Marinha norte-americana. Dessa vez, no nosso grupo tivemos a sorte de ter uma colega bailarina que criava \u00f3timas coreografias. Demos nosso m\u00e1ximo para vencer essa competi\u00e7\u00e3o. Quando est\u00e1vamos dan\u00e7ando percebemos que o p\u00fablico se animou bastante e no final aplaudiram demonstrando enorme deleite. Outros grupos tamb\u00e9m se apresentaram e foram igualmente aplaudidos. Ansiosos e tensos para saber o resultado, fomos aguardar o grande momento da premia\u00e7\u00e3o. Para nossa surpresa&#8230;ganhamos a competi\u00e7\u00e3o!!! Nos sentimos gloriosos e, desde ent\u00e3o, n\u00e3o me esque\u00e7o da alegria daquele dia!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1305\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00003-1024x727.jpg\" alt=\"20170515162558_00003\" width=\"806\" height=\"572\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00003-1024x727.jpg 1024w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00003-300x213.jpg 300w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00003-768x545.jpg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00003-100x70.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 806px) 100vw, 806px\" \/><\/p>\n<p>Ainda na adolesc\u00eancia, aos 17 anos tinha que decidir o futuro de minha carreira. A primeira escolha foi ser designer gr\u00e1fica. Entrei numa faculdade de desenho industrial no per\u00edodo noturno. Por\u00e9m, durante o dia, queria me ocupar com alguma atividade. Havia uma pequena escola infantil chamada \u201cCambalhota\u201d em frente \u00e0 faculdade. Fui ver se havia uma vaga para ser funcion\u00e1ria da escola e me ofereceram a responsabilidade de ser professora auxiliar. Perguntei \u00e0 diretora se mesmo sem diploma eu poderia ser professora e ela me respondeu positivamente. Com o tempo acabei me apaixonando por essa profiss\u00e3o e descobrindo minha verdadeira voca\u00e7\u00e3o. Gostei tanto de educar crian\u00e7as que abandonei a faculdade de designer e fiz o magist\u00e9rio. Depois de alguns anos, mudei para outra escola chamada \u201cPequeno Pr\u00edncipe\u201d &#8211; que n\u00e3o existe mais.\u00a0 Acabei voltando para a escola que estudei, o Sion, s\u00f3 que agora n\u00e3o para aprender, mas sim para ensinar. L\u00e1 trabalhei durante doze\u00a0anos. Quando decidi sair desse Col\u00e9gio, vim trabalhar no Vera Cruz, que \u00e9 uma escola diferente da primeira porque n\u00e3o \u00e9 religiosa e \u00e9 conhecida por ter m\u00e9todos de ensino diferentes. E ali come\u00e7ou minha hist\u00f3ria como professora do Vera Cruz onde estou at\u00e9 hoje. Fazem 20 anos que tra\u00e7o minha jornada aqui, trabalhando sempre no 3\u00ba ano para meu grande deleite. Vivi durante esse tempo muitas experi\u00eancias boas com meus alunos e colegas de trabalho. Recebo diariamente carinho dos alunos, adoro os seus abra\u00e7os, vejo-os aprender e crescer a cada ano, aprendi muito na sala de aula e nas reuni\u00f5es da escola, fiz amigos que levo para sempre comigo&#8230;Mas nem tudo na vida s\u00e3o flores&#8230;No ano passado, em 2016, \u00a0vivi com minha classe do 3\u00ba ano B\u00a0uma experi\u00eancia muito impactante na minha vida pessoal e profissional.<\/p>\n<p>Certo dia, estava na minha casa corrigindo o TP dos alunos quando o telefone tocou. Era a orientadora do 3\u00ba ano da escola. Estranhei, pois era muito raro ligarem nesse hor\u00e1rio. Sua voz estava tr\u00eamula e aparentemente desesperada. Pediu para que eu comparecesse \u00e0 escola para uma reuni\u00e3o de emerg\u00eancia. Fui bastante preocupada e afobada. Quando cheguei l\u00e1, S\u00f4nia, a orientadora, estava muito nervosa e ela me contou que infelizmente uma de minhas queridas alunas, a Manuela, havia falecido naquela noite. Suas palavras ca\u00edram como fagulhas de brasas nos meus olhos e parecia que meu cora\u00e7\u00e3o parou de bater por alguns segundos&#8230;Meus olhos se encheram d\u2019\u00e1gua e meu cora\u00e7\u00e3o se inundou de tristeza&#8230; N\u00e3o sab\u00edamos como lidar com essa tr\u00e1gica not\u00edcia, mas toda a dire\u00e7\u00e3o da escola passou o dia discutindo o caso para conduzir da melhor forma para todos.\u00a0 Nos dias que se seguiram houve muitas homenagens a ela como um minuto de sil\u00eancio com todos os alunos fazendo um enorme c\u00edrculo em volta da quadra.\u00a0 Na sala de aula, o que fazer com sua casinha, seu espa\u00e7o? Decidimos em reuni\u00e3o que tirar\u00edamos seu material de sua \u201ccasinha\u201d, colocar\u00edamos um bonsai e bilhetes de todos os alunos da sala para preench\u00ea-la. E assim foi e assim aconteceu&#8230; Dias depois, eu junto com os alunos, fizemos pulseiras de mi\u00e7angas que era algo que ela adorava fazer. \u00a0Nunca esquecerei desses momentos de profunda tristeza na minha carreira&#8230;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1307\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00005-1024x724.jpg\" alt=\"20170515162558_00005\" width=\"806\" height=\"570\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00005-1024x724.jpg 1024w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00005-300x212.jpg 300w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00005-768x543.jpg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00005-100x70.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 806px) 100vw, 806px\" \/><\/p>\n<p>Mas como todos sabem minha vida n\u00e3o se resume apenas \u00e0 escola e nem s\u00f3 sobre mim. Tenho duas maravilhosas filhas, Nat\u00e1lia, que tem 27 anos e Vit\u00f3ria, que tem 24. Vou contar brevemente alguns acontecimentos marcantes na vida de nossa fam\u00edlia. Como muitas crian\u00e7as, Vit\u00f3ria nos deu muitos sustos. Machucou-se mais de uma vez, mas como poucas foi atacada por um p\u00f4nei num passeio da escola. Como muitas, a perdemos no clube quando bem pequena, e como poucas, foi encontrada por uma mo\u00e7a dentro da piscina. Apesar destes acontecimentos um pouco tr\u00e1gicos, tudo terminou bem e Vit\u00f3ria hoje \u00e9 uma jovem inteligente e saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>Mudando de filha&#8230;Nat\u00e1lia n\u00e3o se envolveu em tantos acidentes. Nos preocupou quando tentou entrar na faculdade de arquitetura e n\u00e3o conseguiu passar da primeira vez. Sua av\u00f3 estava doente, dormindo em seu quarto e ocupando seu cantinho de estudo. Mas persistiu, esfor\u00e7ou-se e alcan\u00e7ou seu objetivo: foi aprovada na USP, uma das faculdades mais disputadas do Brasil. Senti um orgulho imenso de minha filha que amo tanto.<\/p>\n<p>Acabou-se o que era doce, toda hist\u00f3ria tem um fim, mas a minha ainda n\u00e3o! Essas foram as minhas \u201csuper,hiper,ultra,mega,m\u00e1ster,blaster,ciber,plus\u201d mem\u00f3rias mais marcantes at\u00e9 aqui. Espero ter muitas outras para contar e vivenciar que&#8230; \u201cnunca, <em>never<\/em>, <em>jamais de la vie<\/em>\u201d* v\u00e3o ser iguais a de outro algu\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*<em>Never <\/em>\u00e9 uma palavra inglesa;<em> Jamais de la vie, <\/em>uma express\u00e3o francesa. Ambas significam &#8220;nunca&#8221;, &#8220;jamais&#8221;. Mas a express\u00e3o francesa \u00e9 mais exagerada.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1306\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00004-1024x747.jpg\" alt=\"20170515162558_00004\" width=\"806\" height=\"588\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00004-1024x747.jpg 1024w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00004-300x219.jpg 300w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00004-768x560.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 806px) 100vw, 806px\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1304\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00002-712x1024.jpg\" alt=\"20170515162558_00002\" width=\"712\" height=\"1024\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00002-712x1024.jpg 712w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00002-208x300.jpg 208w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00002-768x1105.jpg 768w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/20170515162558_00002.jpg 1719w\" sizes=\"(max-width: 712px) 100vw, 712px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1962 meus pais nomearam-me de Denise V. C. Geretto, em uma \u201cmegal\u00f3pole ca\u00f3tica\u201d chamada S\u00e3o Paulo. Cresci com uma irm\u00e3 e um irm\u00e3o mais velhos e uma irm\u00e3 mais nova. Vou relatar algumas mem\u00f3rias soterradas h\u00e1 muito tempo e outras nem tanto. Me lembro como se fosse ontem de um acontecimento inesperado que ocorreu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1308,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[212,27],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_0261-e1495123195361.jpg","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wWE5-kK","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1286"}],"collection":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1286"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1286\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1320,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1286\/revisions\/1320"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1308"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1286"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1286"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1286"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}