{"id":1155,"date":"2016-06-10T20:33:37","date_gmt":"2016-06-10T20:33:37","guid":{"rendered":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/?p=1155"},"modified":"2016-06-20T19:51:07","modified_gmt":"2016-06-20T19:51:07","slug":"uma-vida-por-vez","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/2016\/06\/10\/uma-vida-por-vez\/","title":{"rendered":"Uma vida por vez"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Veridiana Astiz Gibotti<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/PenultimateFullSizeRender.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-1156\" src=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/PenultimateFullSizeRender-300x300.jpg\" alt=\"PenultimateFullSizeRender\" width=\"332\" height=\"332\" srcset=\"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/PenultimateFullSizeRender-300x300.jpg 300w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/PenultimateFullSizeRender-150x150.jpg 150w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/PenultimateFullSizeRender-280x280.jpg 280w, http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/PenultimateFullSizeRender.jpg 320w\" sizes=\"(max-width: 332px) 100vw, 332px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de Carmen \u00e9 comum e \u00fanica. \u00c9 como muitas, mas \u00e9 s\u00f3 dela&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carmen Biral Gibotti nasceu em 16 de julho de 1941, no interior de S\u00e3o Paulo, em Guariba. Quando crian\u00e7a, loirinha de cabelo fino e franjinha\u00a0 era muito magrinha. Seus pais, Adelina Moretti e Jo\u00e3o Biral, tiveram sete filhos. Ela era a irm\u00e3 mais velha de seus irm\u00e3os: Sebastiana, Ant\u00f4nio, H\u00e9lio, Benedito, Vicente de Paula e Izabel Aparecida que s\u00e3o muito importantes para ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela e \u201cquase todos os seus irm\u00e3os\u201d moravam em uma fazenda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como muitos brasileiros, trabalhou na ro\u00e7a. Acordava as 5h15 da manh\u00e3, punha sua camiseta de manga comprida e sua cal\u00e7a de algod\u00e3o seco que sua m\u00e3e costurava. De caf\u00e9 da manh\u00e3 tomava um caf\u00e9 preto ou leite e, de vez em quando, um p\u00e3ozinho caseiro feito por sua m\u00e3e. Antes de ir para a ro\u00e7a dava comida para os porcos, cavalos, galinhas, vacas e cabritinhas. S\u00f3 depois ia trabalhar no p\u00e9 de caf\u00e9, p\u00e9 de cana e na colheita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando voltava &#8211; por volta das 18 horas &#8211; ia tomar banho. L\u00e1, o banho sempre era de canequinha, em um banheiro pequenininho ao lado de uma cozinha. A noite dormia em uma cama de casal com sua irm\u00e3 Tana (Sebastiana), e os meninos em um outro quarto, e cada um dormia em sua pr\u00f3pria cama. E o quarto dos pais&#8230; tamb\u00e9m era uma cama de casal com um ber\u00e7o ao lado porque sempre tinha um beb\u00ea, e para amamentar ou trocar fralda era mais pr\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carmen entrou na escola prim\u00e1ria com oito anos. A escola era muito r\u00edgida e lembra, at\u00e9 hoje, que um dia desenhou na parede e levou uma palmada com r\u00e9gua de madeira, atitudes que as professoras tinham na \u00e9poca. Seu sonho era ser enfermeira, mas n\u00e3o tinha estudo perto de onde morava, pediu para sua m\u00e3e lhe dar de presente um acordeom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com doze anos ajudava sua m\u00e3e a fazer o feij\u00e3o e arroz e fazia sardinha, sobremesas como doce de ab\u00f3bora, doce de mam\u00e3o e de banana para toda a fam\u00edlia, e lavava as roupas dos irm\u00e3os menores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1959, com 18 anos, veio para S\u00e3o Paulo com sua irm\u00e3 menor que tinha apenas seis meses. Elas vieram para a capital porque seu pai estava muito doente e precisava de \u00a0um tratamento. Ent\u00e3o deixaram a ro\u00e7a, a colheita e os estudos, mas, infelizmente, seu pai faleceu. Por\u00e9m aconteceu uma coisa boa, conheceu seu primo Mario que virou o amor de sua vida. E, com a falta de seu pai teve seu primeiro trabalho aos 18 anos, como metal\u00fargica, fazendo pe\u00e7as automobil\u00edsticas de manh\u00e3 e a noite ia trabalhar e estudar em um lugar chamado \u201dCorte e Costura\u201d. Foi l\u00e1 que ganhou seu primeiro pr\u00eamio de miss com faixa e tudo, porque era a mais bonita. Ela estava com um vestido lindo com uma faixa branca escrito \u201cMiss do Ano\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 23 de maio de 1964 com 23 anos,\u00a0 Carmen e Mario, os dois primos, se casaram. N\u00e3o teve festa, se casaram no cart\u00f3rio e depois um bolinho e um vinho com os amigos para celebrar. Foram morar juntos em Rudge Ramos, perto de S\u00e3o Bernardo do Campo. Logo depois, com 24 anos, Carmen teve seu primeiro filho, M\u00e1rio Gibotti Jr. E em seguida tiveram Alexandre e por \u00faltimo Adriana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s um tempo, vieram morar em Bauru, onde viveram aventuras por 13 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1996 foram morar em Vinhedo, onde moram at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carmen passou por algumas dificuldades, mas hoje ela \u00e9 feliz, tem 6 netos (Enrico, Theodora, Veridiana, Betina, Angelina e Bartolomeu), filhos saud\u00e1veis e muito amor!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Veridiana Astiz Gibotti<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[13],"tags":[65,24,196],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wWE5-iD","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1155"}],"collection":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1155"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1155\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1201,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1155\/revisions\/1201"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/site.veracruz.edu.br:8087\/historias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}