Agrofloresta como saída sustentável para a produção agrícola

Crédito: Luiz Manso. Sistema Agroflorestal na Fazenda da Toca, em Itirapira-SP

Este trabalho objetiva comparar um sistema agroflorestal com uma monocultura. Feito isso, fica clara a importância de um olhar crítico para a produção de alimentos utilizada no sistema brasileiro atual, levando nosso grupo de trabalho às seguintes dúvidas:

  1. A produção agroflorestal seria capaz de fornecer alimento suficiente, por exemplo frutas como banana, para toda a sociedade?
  2. Esse modelo é economicamente viável para um produtor brasileiro?
  3. Porque esta se diferencia tanto de uma monocultura no viés ambiental?

Para responder a  essa pergunta fizemos pesquisas para entender melhor o que é uma agrofloresta e como é o processo de produção de alimentos, dando foco para a banana. Além disso, construímos perguntas que poderiam ser respondidas na viagem de Estudo do Meio, em Araraquara, dentre elas destacam-se:

– Qual é a produtividade de uma agrofloresta?
– Até que ponto compensa economicamente manter uma agrofloresta?
– Um sistema agroflorestal consegue suprir a demanda de alimentos em uma sociedade?
– Como funciona a produção do mesmo produto( frutas) em uma monocultura e em uma agrofloresta? Quais são as diferenças e semelhanças, e quais são as consequências geradas em cada situação?
– Quais tipos de alimentos são mais favoráveis a serem plantados em uma agrofloresta? Por quê?
– Quais são os métodos existentes para cultivo em uma agrofloresta?

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A Qualidade de Vida do Trabalhador Rural nos Diferentes Meios de Trabalho

Crédito: Sofia Mazzuchelli – O cortador de cana

Em nosso trabalho de campo foi possível encontrar trabalhadores rurais em condições e situações bem diferentes (Acampamento, Assentamento, Usina e Agrofloresta). Com o intuito de comparar os contextos de trabalho, o grupo decidiu centrar numa visão mais biológica e por isso, procuramos responder: Existem diferenças significativas entre a qualidade de vida dos trabalhadores nos diferentes ambientes de trabalho nos quatro cenários investigados?

A qualidade de vida aborda as necessidades básicas complementares de um indivíduo, envolvendo assim o bem-estar e a saúde. Tendo em vista que esses aspectos não dependem somente de fatores individuais, mas também de meios externos, a qualidade de vida no trabalho se tornou o nosso foco.

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Engajamento Político como Fruto da Luta por Terra

Dona Ivone: representante do acampamento Cachoeirinha.

Com o objetivo de compreender se a consciência crítica da situação política de nosso momento histórico se restringe, ou não, a quem possui um alto grau de escolaridade e renda foi investigado a presença de consciência de classe dos trabalhadores, ou seja, condição social na qual membros de uma classe – a classe operária em especial – estão arduamente conscientes de si mesmo como classe (definida por Karl Marx). Além disso, para entender melhor a origem do engajamento político no campo, foi observada, também, a relação deste com o movimento de luta por terra.

Para issoo trabalho se baseou em entrevistas, realizadas com diversas figuras locais, utilizando-se de questões relativas à renda, escolaridade, idade, profissão e questões direcionadas às convicções e participações políticas. Tais observações possibilitaram uma análise profunda, fundamentada em ampla pesquisa didática e consulta a textos fornecidos por professores orientadores.

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A saúde do trabalhador em relação à legislação

Este trabalho visa aprofundar o tema da saúde do trabalhador rural,  a partir do que foi observado em campo, particularmente analisando o trabalhador da indústria sucroalcooleira. Discute-se aqui o fato das leis vigentes não serem suficientes para limitar o desgaste gerado pelo trabalho do ciclo da cana e seu efetivo alcance nos locais de investigação. Buscou-se ainda propor uma solução que seja capaz de contemplar as necessidades tanto do trabalhador, quanto da usina.

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Conflitos por terras no Brasil

Moradia do acampamento Cachoeirinha: lutando pelo direito à Terra há mais de 17 anos.

Por Olívia Bicudo, 2C

Muitos pensam que conflito e violência são sinônimos. Porém estas duas palavras carregam significados diferentes. Na realidade um pode ser consequência do outro.

O conflito pode ser uma ação transformadora para a sociedade. Ele faz parte do desenvolvimento social.  É algo resultante de um ambiente com opiniões divergentes sobre um determinado tema ou aspecto da sociedade. Em uma sociedade democrática os conflitos podem ser resolvidos com muito diálogo.

Já a violência pode ser fruto de uma reação ao conflito. Essa reação pode ser violenta procurando destruir o outro fisicamente ou moralmente. A violência é uma ação que tenta por fim ao conflito sem pensar em realmente resolver o problema que está causando o conflito, a divergência.

Os conflitos por terra no Brasil geralmente são resolvidos a base da violência e não com  a busca de caminhos democráticos de acesso a terra.

Para compreender um pouco mais dos conflitos por terra no Brasil, assista ao documentário Na Terra do Bem Virá, que retrata a forma violenta como vem sendo “resolvidos” os conflitos por terra na região do Arco do Desmatamento, na Amazônia.

Acesso o vídeo aqui.

 

O perigo de uma história única

Nossas vidas, nossas culturas são compostas de muitas histórias sobrepostas. A escritora Chimamanda Adichie conta a história de como ela encontrou sua autêntica voz cultural – e adverte-nos que se ouvimos somente uma única história sobre uma outra pessoa ou país, corremos o risco de gerar grandes mal-entendidos.

Nosso olhar para o estudo do meio desse ano foi profundamente influenciado pela narrativa desse vídeo.

Para saber mais clique aqui e confira.

A influência dos movimentos sociais e sindicais na vida do trabalhador rural

Dona Ivone: liderança do acampamento rural explica o processo de luta pela terra

Neste trabalho o grupo procura discutir como a luta e os movimentos sociais rurais influenciam as condições de trabalho, de moradia e qualidade de vida em geral, do trabalhador, a partir do estudo do meio realizado no interior paulista em 2017.

Leia o artigo completo neste link.

Avaliando as consequências da mecanização no trabalho e na saúde no interior paulista

Corte mecanizado de cana na Usina Santa Cruz

A mecanização do corte de cana, no Estado de São Paulo, trouxe inúmeras consequências para a vida dos trabalhadores rurais. Baseado nisso, pesquisamos as principais consequências que a chegada das máquinas causou para os trabalhadores e organizamos dados sobre isso. Na viagem para Araraquara, no interior paulista, realizamos entrevistas com palestrantes, trabalhadores da Usina Santa Cruz, assentados e acampados.

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Análise e comparação de fatores socioeconômicos da mecanização do corte de cana-de-açúcar no interior paulista

Foto por Nuno Brabosa, máquina colheitadeira

Neste artigo aprofundaremos o tema da mecanização do corte de cana e seus impactos socioeconômicos, realizando uma série de pesquisas e coleta de dados em uma viagem à Araraquara e cidades periféricas a ela (como por exemplo, Américo Brasiliense) em maio de 2017. Esta região foi escolhida por ser um grande centro monocultor de cana, além de já ter grande parte de suas produções mecanizadas. O objetivo principal deste ensaio é comparar os diferentes tipos de corte de cana (manual e mecanizado) em diversos aspectos (envolvendo uma variedade de questões como a saúde, o desemprego e a produtividade), para, depois de analisar os dados coletados chegar à uma conclusão de qual tipo é mais compensatório tendo em vista fatores socioeconômicos.

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Deserto Verde: A viabilidade do Etanol

A partir de pesquisas, análises, entrevistas, estudos e discussões, o grupo desenvolveu pensamentos que o conduziram diretamente à formular a questão que desse base ao trabalho; e ao mesmo tempo direcionasse  a investigação e problematizasse todo o processo que leva à produção do Etanol e seus setores: ainda há viabilidade na produção do etanol?

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A saúde do trabalhador rural no município de Araraquara

O principal objetivo desse trabalho foi compreender como a tecnologia presente no campo  influencia as condições de vida do trabalhador rural no interior de São Paulo. Para isso foram realizadas uma série de entrevistas focadas na construção de indicadores de saúde e qualidade de vida dos entrevistados.

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Foto de Catarina Walter – Moradores do assentamento no posto de saúde.

O Trabalhador e o Jovem em Formação: como os Conhecimentos Extraescolares e Escolares se Relacionam

Foto de Marli de Barros – Escola do assentamento rural Bela Vista do Chibarro.

Neste ensaio apresentaremos os resultados da pesquisa realizada com trabalhadores de diversos locais que visitamos durante o Estudo do Meio de 2017: o Acampamento Cachoeirinha, o Assentamento Bela Vista do Chibarro, a Usina Santa Cruz e a agrofloresta na Fazenda São Luiz.

Nosso trabalho procurou investigar a história das aprendizagens pessoais de cada indivíduo com que nos deparamos em diferentes contextos da viagem do estudo do meio.

Com esse objetivo, realizamos entrevistas a partir de um roteiro de perguntas semiestruturado, preparado em sala de aula antes da viagem.

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Agricultura orgânica versus convencional: em busca de um ponto de equilíbrio

Banco de sementes da Fazendo São Luiz

Nosso ensaio foi feito com o objetivo de comparar os sistemas produtivos dos alimentos orgânicos e dos produzidos pela agricultura convencional, de modo a identificar os benefícios e malefícios de cada prática e determinar como cada um deveria ser utilizado em nossa sociedade.

Nele, são comparados diversos aspectos da produção: sementes, fertilizantes, combate às pragas e doenças e aspectos econômicos. Além disso, há um aprofundamento na técnica orgânica de produção de alimentos chamada agrofloresta.

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Trabalhadores rurais aplicam agrotóxicos